Poema de Mario Quintana o Espelho
Morro Grande Poético
Morro Grande poético
do Extremo Sul
da nossa Santa Catarina,
Por ti morro de amores
e morro de orgulho,
Nos teus rios com
piscinas naturais
de águas cristalinas
tenho mergulhado
em busca de mim
e levado à tona
todos os dias
um novo tesouro.
Morro Grande poético,
digo sempre sim
a esta terra aos rios
que nascem amorosos
na serra escrevendo poemas
desde as encostas
nos cânions altivos,
alegres vales,
nas grotas misteriosas
e que deu assim origem
as cachoeiras de amor
da minha eternidade.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira do Bizungo
que me aprofundo,
e na Cachoeira Queda do Risco
me abraço com o destino;
Na Cachoeira do Rio Pilão,
tomo banho de magia
para encantar teu coração,
e na Cachoeira da Pedra Branca,
peço para não perder o essencial
e tudo aquilo que a alma não cansa.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira Toca do Tatu
que tenho o meu esconderijo,
e Cachoeira do Arco-Íris
busco sempre o caminho
que me leve a outro melhor
que te coloque no meu amor,
e nas Quedas do Rio Saltinho
agradeço o Criador por ter
feito esta cidade o meu pendor.
Celebrando a Dança dos Engenhos,
dançando a Dança do Bangüê
festejo os teus doces trejeitos.
Vamos dançando até o chão
um seduzindo o outro,
estamos presos pelo coração.
No final de tudo como já
sabíamos sempre foi eu e você
dançando a Dança do Bangüê.
Com todas as tuas manias,
eu te louvando com olhar
e foi te cobrindo de poesias
que você passou a me amar.
No ritmo da vida e dos engenhos
não há como contestar,
tu és a minha música favorita
que eu escolhi dançar.
Enquanto a música tocava,
eu dançava a Chula Marajoara
com as moças da cidade,
o meu coração você encantava
com a sua flauta mágica,
o amor sublime nos guiava,
o seu olhar tonto e fixo
no rodopiar da minha saia
escrevia o destino que nenhum
dos dois imaginava que
a intuição com o teu primeiro
sopro doce me antecipou.
Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.
O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.
Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.
A Crimeia é a Pátria
sagrada dos tártaros,
que por fraternidade
histórica e territorial
pertence a Ucrânia,
A Crimeia tem a sua
própria Cultura,
a sua Língua eReligião,
A Independência
Nacional da Crimeia
também é reconhecida
sob o conhecido guião
do artigo 4° da Constituição,
e tem gente que finge que não vê:
"A prevalência do direitos humanos,
a autodeterminação dos povos,
a não-intervenção,
a igualdade entre os Estados,
a defesa da paz
e a solução pacífica dos conflitos",
e mais tantas outras coisas
que deveriam fazer a diferença.
O quê nos colocava no topo do mundo
e nós concedia grande pendor
foram deixados para trás
porque o quê tem valido é tudo
aquilo que derrete o cérebro, envenena a língua e para o teclado
ultimamente tem escorrido;
Só sei que até o passaporte
para o absurdo tem sido o imperativo,
e se ali não for aceito a prisão
é destino certo e dê graças
a Deus por ainda não ter morrido.
[Longe de mim fazer discurso de ódio,
a guerra e a ocupação colonial
proporcionam tudo isso,
intoxicam até quem não
tem nada a ver com o ocorrido,
e eu não calo o quê deve ser dito].
Com a garrafa equilibrando
na cabeça lembrando
da garrafa de canjinjim
do passado que um dia
nunca mais se repita,
Fui dançar com as moças
da cidade a Dança do Chorado,
Você passou na minha frente
distraído e permaneci
com o coração calado,
Porque quando você
passar de novo e estivermos lado
você não vai responder por você,
eu não vou responder mim
e vamos responder por nós
dois aos beijos mais apaixonados.
Não precisa ser Quaresma
para o Cavalo Invisível surgir,
Fazendo você ouvir
e sentir de outra maneira,
Ele faz da sua consciência
a casa para continuar
a galopar sem parar
e suas ideias inquietar;
Quem vive para desacreditar,
para assombrar e para caçoar,
Sem esforço sobrenatural
acaba assombrado
pelo próprio galope,
Pode ter certeza e esperar.
O Gambá é um bicho
bonito que caça cobra,
escorpião e aranha,
não vim falar sobre isso,
e sim vim te mostrar
como aqui como é a dança.
Estarei no centro
quando a roda for feita,
dançando com um lenço
para chamar a sua atenção,
vou jogar o lenço aos seu pés
e vou te envolver com paixão.
Você fugirá com o lenço
dançando ao redor de mim
com muita provocação,
vou fingir que não
quero nada com você não.
Vou tomar o lenço
da tua mão e dançar
ainda com mais provocação
até você ficar caído
pela minha doce sedução.
O marcador, os cantores,
o Gambá e as palmas
dos dançadores
não batem mais forte
do que os nossos corações
morrendo de amores.
E na alegria deste Gambá
vamos todos seguindo,
dançando e repetindo
os passos como manda o figurino...
O som dos tambores
me trouxeram sem querer,
Você me deu flechas
nas mãos e me levou
para dançar sem a menos
o meu nome perguntar,
Dançamos na roda
do Bate-Flechas sem parar,
sem nos dar conta
de ver o tempo passar
e foi dançando que
a gente começou a namorar.
Um acordeão com detalhes
feitos de prata que veio
da Itália junto com o seu
dono cruzou o Atlântico
para viver um destino triste
e ao mesmo tempo romântico
aqui em Rodeio no nosso
sublime Médio Vale do Itajaí.
Não é segredo para ninguém
que a freira amada pelo italiano
partiu por causa de uma
enfermidade desconhecida,
e sem saber do amor dele em vida.
Quando a freira se foi
para junto do Pai,
não demorou muito para o italiano partir em seguida sem ter
declarado o amor dele em vida.
Há quem diga que o acordeão
desapareceu e outros
dizem que foi roubado,
Um dizem ver e outros dizem
escutar a voz do italiano
indignado pedindo
o acordeão ser colocado
em cima do túmulo dele
para não ser amaldiçoado.
Sei de uns que dizem
que além do acordeão veem
a freira voando em busca
dele para restituir a paz
para a alma do amigo
italiano que foi furtado.
Desta história de amor
mal resolvido,
do destino incógnito
deste acordeão,
alguém deve ter escutado
ao menos uma única vez:
Só sei que não existe
quem não fique abismado.
Para cada Cobra Grande
de duas pernas
vivendo fora d'água
eu respondo
com silêncio e oração,
Tenho mesmo é que
me preparar para receber
o amor no coração:
Deus é meu guardião,
E não vou viver
para alimentar a maldição.
A festa que você faz
todos os dias no meu
coração merece ser
retribuída com "pato,
tucupi, jambu"
e toda a maravilha.
(Porque o quê eu
vejo nos teus olhos
só a poesia explica).
Rodeio das Mamães
Aqui em Rodeio
no nosso lindo
Médio Vale do Itajaí
vai ter Festa
do Dia das Mães
no Salão Cristo Rei
Cada um amar
a sua Mãe e respeitar
as Mães dos outros
é a nossa lei
Vai ter churrasco
e prato típico
Sabor da Terra
a ser desfrutado
No final deste
poema acabei
de ganhar pinhão
bem quentinho:
Demonstração
de amor e carinho
da minha Mãe
que está aqui
do meu ladinho.
Todo o dia vejo a dança
que você tem feito
para me pegar no laço,
Já sei no que isso vai
acabar dando entre nós,
Vou te agradar preparo
churrasco, galeto
e arroz carreteiro,
E você vai me dar
o seu mimo e de sobremesa
o seu delicioso beijo.
Todo o dia será dia
de poético desejo,
No aconchego dos teus
braços eu me vejo.
Navegantes Poética
Minha Navegantes poética
que me acolhe
quando decolo e pouso,
Em ti tenho o meu afeto
e o amoroso conforto
que me leva de volta para casa.
Na Pedra Miraguaia aprecio
a pesca de arremesso
e medito que na vida sempre
há um término e um começo.
Do Morro da Pedra, do Pier
a Gruta Nossa Sra. de Guadalupe
com o quê há de mais profundo
sempre me encontro
com tudo aquilo que
me leva ao mais alto ponto.
Na Ilha do Gravatá é ali
que busco com a minha
poesia me refugiar
e nas suas praias
sou sereia a me entregar.
No Memorial, no Barco
da História e no Santuário
de Nossa Senhora dos Navegantes
que é a sua Padroeira,
sou eu a poetisa de joelhos
na certeza da graça perfeita
entrego a minha oração,
e para toda esta cidade
dedico o meu poema.
Rodeio no Frio
É noite e Rodeio
no frio é um convite,
A poesia não tem
nenhum limite.
Por aqui não há
estrela que não
se enamore
do Médio Vale do Itajaí.
O chimarrão está
feito e a panela
esparge o aroma
do melhor pinhão.
(Não consigo tirar
o teu amor do meu coração).
Sinto saudades da época
que eu fazia bonecas
de palha de milho,
não sei se o amor está
escrito no meu destino,
só sei que quando ele
chegar nós vamos namorar.
Farei a magia do sabor,
vou colocar com certeza
no Pastel de Berbigão
todo o meu amor
e na Tainha Soberana
ele há de provar o quê é poesia.
Com certeza você está
pela primeira vez apaixonado,
Imagina quando provar
a minha Carne de Onça
e o meu Barreado,
Vai se lamentar porque
não quis comigo
antes ter se casado,
A cada dia mais você está
querendo ficar bem grudado.
Celebrando a sua existência
até quando fica calado,
O meu coração te celebra
em todos os sabores do Brasil,
Neste sábado te seduzir
com um Virado à Paulista,
Para sentir o aroma da poesia
e não ficar do que é próprio
do nosso amor ficar desligado.
De Rio a Rio os destinos
sempre se encontraram,
A memória brinda
a afetuosa História,
Com dengo e manha
o Filé a Oswaldo Aranha
será servido com tudo,
com direito a beijo
a repeteco e com tudo
o quê a gente merece.
(A sua fala mansa,
o teu charme manda
e o coração obedece).
#FiléaOswaldoAranha
#poetisabrasileira
