Poema de Mario Quintana Indivisiveis
Que perigosas são as mentiras ou as verdades mal confessadas,
quando houver quem queira metê-las no mesmo saco, asfixiando a pureza da verdade.
Se o meu destino tivesse sido de luz e ouro, nunca eu poderia ter escrito aquilo que gravei na escuridão da pedra rija e negra do meu ser.
O pouco que escrevo, são experiências de vida prática.
Prefiro-o, a extensas teorias amorfas que não passam do papel.
Prefiro ouvir uma história mal contada por não saberem dizer melhor, do que uma história bem contada só para iludir o parceiro.
Negro, choroso e triste fica o coração, quando o homem se recusa a pensar pela razão da sua massa cinzenta.
Evita dizer não, sem primeiro confirmar se era essa a tua real vontade e o sentido verdadeiro da tua resposta.
Só comecei a compreender quem realmente sou, após ter parado para contabilizar as turbulências de que fui acometido e cometi na minha vida.
Dizem que a dor é tratável, mas o sofrimento não…
Se a dor é já sofrimento, trate-se os dois ao mesmo tempo, digo eu.
Uns gostam de mim com sal, outros com açúcar, a maioria prefere simples, ao natural, tal como sou, sem corantes, conservantes e outros colantes.
Durante anos, a minha boca e o meu coração foram amantes inseparáveis.
Hoje, sinto que os dois estão numa fase adiantada de divórcio.
Nunca aproves nem reproves aquilo que escrevo, sem primeiro estudares ou tentares, pelo menos, adivinhar a razão do espírito que eu senti no momento em que escrevi.
Depois que eu comecei a assumir a vertente do pensamento, da meditação feita reflexão, o globo terrestre de muita gente passou a girar ao contrário.
A quem sabe, nunca esquece.
A quem não sabe, não esquece nada, porque nunca soube nada para esquecer.
Enquanto o cerne da génese do ser humano não for cientificamente modificado, jamais deixará de existir o erro, a devassidão e o crime, à face da Terra.
Nunca desejei o ter só por tê-lo, nem o poder para podê-lo, como minhas metas de vida.
Quis ser só eu mesmo, simples, sem subterfúgios ou vãs ambições mundanas, mas até isso me quiseram negar.
Se não fosse o que os outros dizem de mim, eu nunca saberia o que sou.
Juiz de mim próprio, nunca. Poderia correr o risco de ser parcial.
A poesia não sacia a fome de estômago, mas alimenta a alma e o espírito
àqueles que os tiverem ainda.
Fujo sempre das luzes e altifalantes anunciadores de grandes gestos.
Prefiro ficar pelos pequenos atos, mas de intervenção séria no terreno.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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