Poema de Inverno
Nesta vida tudo passa.
Passam as estações do ano:
Outono, inverno, primavera e verão.
Passam as noites e os dias:
As nuvens no manto azul
E as estrelas no manto escuro.
Tudo passa nesta vida,
Ficam apenas as amizades, as alegrias,
As saudades, as poesias e a paixão.
Para essas coisas não existe despedida.
Passa a beleza da flor,
Mas não passa o amor.
Pensar em você é tão natural quanto o pulsar de meu coração.
O inverno vai passar
E eu vou ficar sempre aqui
Pra poder te abraçar
Quando o verão chegar...
Doce bri
Doce brisa , minha única companheira nas tardes de inverno...
Suavemente me tocas
E com a cumplicidade de bons amigos que somos
Vamos nós .Apenas eu e você...
Me falas das suas aventuras
Dos amores vividos
Das sensações experimentadas
Porém jamais me falara de saudade...
Ah!Como eu gostaria de não saber falar de saudade!
E como a doce brisa poder te tocar suavemente e imperceptivelmente.
E só então eu poderia dizer
De tudo que já experimentei
De tudo que já vivi
Apenas não sei falar de saudade
Acorda, criança, um novo dia vai raiar
É sol, primavera, céu azul, verde do mar
O inverno está longe, enxugue os olhos
Vem cantar o amor, flor maior do coração!
O inverno está longe, enxugue os olhos
Vem cantar o amor, flor maior do coração!
Menina Morena
O outono passou e o inverno chegou
As folhas secaram e o vendo levou
O frio carece a pele serena
Da pequena menina morena
O sol radia em tempo gelado
A menina morena quer ser aquecida pelos teus braços.
O outono passou e o inverno chegou
As folhas secaram e o vento levou
Menina morena quer ser protegida
Protegida por um verdadeiro amor.
O amor não é passageiro
O amor é a esperança
Que brota no rosto de uma criança
Menina morena menina morena.
"Inverno, primavera, verão ou outono
Tudo que você tem de fazer é chamar
E eu estarei lá, sim, sim, sim
Você tem um amigo......"
Quando o calor da provação é grande:
Deus dá a sombra da sua presença;
Quando o inverno parece infinito:
Deus traz o verão;
Quando não existe mais Fé:
Deus diz: Acredita!
Quando estamos a um passo do inferno:
Deus nos dá a direção do Céu;
Quando alguém diz que não somos nada:
Deus nos diz que somos mais que vencedores;
Quando difícil se torna o caminhar:
Deus nos carrega no seu colo!
O ESTRANHO INVERNO DE CLOTILDE
Desde menina,
Clotilde temia temperaturas baixas.
Ao pisar no chão gelado,
Sua boca estranhamente
Era tomada por um gosto de limão.
Anos e anos Clotilde guardava esse segredo,
Entrava primavera e saía primavera
Sem sentir a delicadeza do chão.
Dia desses fiquei sabendo
Que diante de um frio 4° graus,
Clotilde tirou os sapatos, as meias
Desafiou a temperatura do solo,
Esquentou o coração.
- sentiu um leve gosto de limonada nos lábios -
Com um largo sorriso nos pés, saiu descalça
Passeando pela cidade,
Irradiando euforia e paixão.
Eu prometo mesmo no inverno quando as arvores não tiverem mais folhas nem flores, quando as cores não forem tão vibrantes e a frieza já tiver tomado conta de quase tudo, me lembrar que você é a minha #primavera!
#TeAmo 😍❤😍❤
Noite de inverno.
Andar pelas ruas nunca foi tão nostálgico, andar pelos mesmos lugares onde passamos juntos e felizes, o que veio na mente foi que passando por aqui traria a alegria de, de repente te ver e nos seus olhos sentir o arrependimento de não ter feito diferente, mas a gente gosta de se iludir. Tento não me esquecer mas sempre a decepção relembra que as pessoas não mudam muito, e quando mudam rápido é sempre pra pior. Mas o tempo sempre amadurece as pessoas, no seu caso, ele te apodreceu lentamente e eficaz.
Me ver aqui, andando sem uma direção certa, andando torto por linhas retas, olhando pro céu, soltando ar pra ver o vapor que essa noite de inverno produz, ainda acho que estou pegando fogo por dentro, estou quente por nós dois, sinto-me entrar num grau tão alto a ponto de ebulição, sinto-me evaporar lentamente porque nem as lágrimas caem mais. No meio disso tudo eu só tenho uma dúvida em saber se você agora seria o que realmente eu preciso, faz tanto tempo desde quando nos vimos pela última vez, né? Seu olhar já não era igual quando nos conhecemos, sua forma de me tratar foi tão diferente mas pensando bem, eu também agi diferente, eu não quis me permitir pra algo que não soubesse ser metade do que eu vivo sendo.
Preciso correr em outra direção agora, quando o inverno chega a gente precisa aquecer o coração e hibernar a preocupação, agora é preciso regredir evoluindo, é preciso subir descendo, agora nada mais faz sentido porque a intenção que me restou é apenas de viver. Agradeço por ter se mandado, por ter me proporcionado tanta liberdade, tanta felicidade. Agora te querer não é mais uma necessidade, é um costume fútil e feio que tenho desde criança. Querer colecionar brinquedos sem braço, sem roda e no seu caso, sem coração.
No inverno são os flocos de neve.
Na primavera as gotas de chuva.
No verão as pétalas das flores.
No outono as folhas.
Todas caem no momento certo...
Como algo natural assim foi a sua chegada na minha vida..
Quero num dia de outono,
contar as folhas que caem do ipê,
Quero nas manhãs de inverno,
aconchegar-me ao teu abraço confortante.
Quero numa tarde de primavera,
contemplar o voo da borboleta.
Quero no verão de nossas vidas,
viajar rumo ao brilho do sol,
abrasando nossos corações e inebriando nossas paixões.
De repente o verão acaba
E o inverno vem
Você,percebe que foi tudo diferente
E se pergunta:''Foi um sonho??''
Tudo foi tão rápido e especial
Mas foi tudo apenas uma ilusão
Por isso curta o verão
Antes que seja tarde
E o inverno chegue
E você perceba que tudo foi apenas
Uma paixão de verão...
NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.
Apesar do inverno
O inverno chegou,
Varreu todas as folhas do chão
Não há mais flores no meu jardim
Mas o céu continua azul.
Ficou a saudade das flores
Mas o brilho do sol trouxe teu sorriso
Junto com a lembrança do passado
De teres estado aqui comigo.
Quando as flores voltarem a florescer
Estarei em outro jardim que
Florescerá abundantemente
Esperando-te chegar.
O meu amor floresce a cada dia,
Verás o jardim renascendo
Com um novo cenário
Uma nova história para contar.
Meus pensamentos ficarão contigo
Aguardando mais uma primavera chegar
A lembrança dos tempos em que nos amamos
E os momentos de felicidade intensa.
A alegria de ter estado contigo é
O suficiente para te amar intensamente...
E dar vida as estações que renascem
Em cada ciclo de vida que juntos amamos.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.
Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.
