Poema de futuro
O futuro não existe, o passado já foi vivido; só existe o dia que estás a viver. Nesse dia encontra a felicidade e partilha-a.
Faça as pazes com o passado, perdoe a si mesmo, olhe para o futuro com esperança e recomece de onde está. O que você faz hoje não muda o passado mas, fará toda diferença no futuro.
Agora vou correr atrás do futuro, o passado é só um livro velho de páginas amareladas. Não vale a pena chorar por quem ficou para trás, uma vez que quem permanece caminhando é quem tem as mãos limpas e o coração puro. É tempo de acender luzes, luzes que iluminem o meu caminho, e o caminho daqueles que andarem comigo. A história não acabou, ela recomeçou, com novas cores, nova vida e novo brilho, assim como vivo e brilhante é o novo amanhecer.
Quanto mais imóveis puder adquirir, mais tranquilidade terá no futuro. Desde de que, estes não sejam fardos em seu caminho.
Um plano só é útil se puder sobreviver à realidade. E um futuro cheio de incógnitas é a realidade de todos.
Ainda sinto um certo prazer de ver o que seria, mas devo viver o 'que será' realmente do meu futuro nas atitudes interiores que tomo no presente.
A memória do futuro é a eternidade no nascimento da despedida arqueológica da alma na permanência da mudança como o amor que morreu antes de nascer, assim como uma semente infértil que não chegará a ser árvore. E isso é natural como são todos os ciclos da natureza, mas eu não nego que a alma se lamenta se por debaixo da árvore absolvia sua sombra, tudo no presente possível se o passado tivesse acontecido. Mas a distância íntima que acompanha minha íris é uma tempestade silenciando a cidade e eu diria que a chuva são lágrimas já que o rosto não saber chorar. No entanto, eu nego o movimento e evoco um dia solar se é inconsistente a saudade do que nunca existiu. O amor que sobrevive ao amor são versos incessantes que ocupam a ausência dos instantes. O abraço entre o ser e o nada é uma madrugada inerte que desconhece o voo dos pássaros e ouve passos estridentes do mistério do ambiente. A eloquência do vazio é uma ilusão se o amor nunca pisou o chão e escrevo solenemente sobre a clareza obscura dos sentimentos, na certeza da dúvida que encobre um enigma evidente em uma canção tão transparente. E poderia se dizer que falo do nada, mas a ausência tem inúmeros movimentos de deixar o peito sem ar na fadiga de tudo que faltar. Então a simplicidade incompreensível encontra seu lugar nas ternuras indizíveis. E a sombra luminosa da árvore é esquecida ao deixar o sol aquecer o corpo na primavera de dias que florescem no destino. Tudo é como deveria ser, se as rotas são conhecidas e cada um navega o mar que lhe foi destinado e já não se lamenta o passado se o poema nega a tristeza e muito mais alegrias põe na mesa na abundância de uma certeza clara de um pôr do sol laranjado a refletir na praia nossas melhores ações. Viver o presente é o melhor conselho da face que reflete o espelho.
Estamos vivendo tempos em que não podemos mais pensar tanto no futuro assim. O presente é a única certeza. As coisas estão mudando rapidamente e nem sempre nossos planos e esforços trazem os resultados esperados. Mais do que nunca, noassa única opção é o agora.
O futuro está cada vez mais parecido com aquela casinha do lado da praça, na cidadezinha que era tudo.
O extraordinário é, na verdade, o futuro que não encontra espaço para nascer porque o nosso "hoje " está lotado de "ontens".
Os traumas do passado foram definitivamente cicatrizados pelo tempo; os do futuro não trarão sofrimento.
“Quando o futuro vira ameaça constante, o presente perde o direito de ser vivido.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O medo do futuro não é exagero; é a consciência concreta de que a inclusão ainda não aprendeu a sobreviver sem a mãe.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A ansiedade tenta sequestrar o futuro; a filosofia nos ensina a voltar ao que pode ser feito agora.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quem fala sempre a partir da ferida acaba oferecendo à dor o direito de nomear o futuro.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
