Poema de Feliz Aniversario Fabricio Carpinejar
O delírio me carrega,
É certeiro e atrevido,
É quase um asilo,
Que me refugio.
A férvida tentação,
Não desmantela,
É flutuante paixão,
A domar a pantera.
Gostaria de saber
- escrever
Do jeito que sei
- atentar
Para você me amar.
Além das linhas,
Sou um tesão,
Além do corpo,
Sou o teu coração.
É o delírio que me leva,
Seduz e cativa,
E sempre te abriga
Em cada linha escrita.
Não há nada que nos detenha,
E muito menos nos impeça...,
Nós somos livres porque cremos,
Nada concorre para a descrença.
O ser humano não tem respeito,
Para violar sempre insiste,
E acaba encontrando um jeito
De fazer o crime perfeito.
Não há nada que nos amordace,
Nem a cauta luz da Ditadura,
Quem ama uma causa enfrenta,
Até a mais dolorosa tortura.
O ser humano não tem cura,
Ele quer sufocar a ternura
A todo preço e custo...,
Ele não presta, é um ser imundo.
É incapaz naturalmente,
Só porque é especialista,
- se acha -
E pensa que é gente;
Sugerindo exterminar
A vida dos saguis
- ferozmente -
Coisa de imprevidente...
Você ainda
não percebeu,
Não tem problema!
Eu dou
conta de nós...,
Tenho uma doce
certeza,
- e nenhuma dúvida
De que o nosso
sentimento,
- nos leva para cima
Bem perto do nosso
recanto íntimo.
Certa do nosso
caminho:
Que é uma obra
de arte do destino.
Talvez ainda
desprevenido,
Mandaste-me
um beijo,
- com calor -
Eu não resisti,
e estou aqui
A sonhar
em versos,
Tentando um
soneto de amor,
Para chamar
a tua atenção,
Por pura
contemplação de alma
- afim -
Da tua adoração...!
A origem do amor está
nos planos dos deuses,
Creia fortemente,
cruze os [oceanos];
Mergulhe nos teus favoritos
olhos castanhos.
O amor concreto que vira
história antes de [ser],
Além mar, navegando
com as gaivotas,
Desenhando letras para viver
o que há de [nascer.
É a miragem de nós que eu
louvo no versos,
Além e concretamente
dos [tercetos],
Carrego a crença que amar
só traz acertos.
O amor verdadeiro é dádiva
que livra e [salva],
De todos os males,
assim na Terra como no Céu,
É plenitude de braços
abertos e toda a [alma].
E devota desse caminho
que cruzará o mundo,
Vou semeando flores
em meu [jardim,
Para estar tudo no jeitinho
quando vieres para mim.
Nada é em vão, perceba:
Ame e se vá
- agarrado
Bem na cauda no cometa.
Nada é em vão, atente-se:
Vale a pena fugir de tudo,
E até da desventura
Para encontrar o amor
- maior do mundo -
No afã de viver com ele
No exagero do eternamente.
Nada é em vão, entenda:
Ame e se prenda,
- siga em frente
E não desista.
Nada é em vão, experimente:
Vale chegar macio, [inteiro
Para nunca mais fugir do amor;
Experimentar levá-lo para onde
O teu coração for para sempre
Lembrá-lo até [imperfeito.
Nada é em vão, creia:
Até na rima que perde
- o rumo
Mas não o prumo.
Nada é em vão, supere:
Até a colheita da paixão.
Aquela que não deu certo,
Porque tudo é preparação,
- e semeadura
Creia no amor que transforma,
A guerra em paz e canção,
O amor transforma a espada
Até em flor, e faz de dois
Um único só coração,
Nada é em vão,
Porque até o amor tem explicação.
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele é simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lá,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memória não virou pó,
Em Morretes ainda é lembrado
O bravo povo carijó;
E a sua glória pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
Você não
se deu conta
Eu sou o que sou,
- autêntica
Escrevo por escrever,
E nem um pouco
oculta,
- sou a letra
depravada
Eu sou a boa
literatura,
Correndo nua
pela rua,
Escrevo o quê sinto,
Tudo o quê penso,
Até registros,
Faço arte pela arte,
Filha da criatividade,
Um tanto santa,
Porém, satânica confessa.
Podes ir, mas sei
que volta,
Vais com todos
os meus versos,
- na ponta da língua -
Silabando cada um,
Como o mel
que escorre,
Do meu estuário,
Para a tua boca,
e não te basta,
Além das orbes
celestes,
Lá estão
escritos os poemários
- todos registrados -
Em linhas intimistas
e bacantes,
Para embalar
poetas e amantes.
Você não
se deu conta,
Não escrevo
para você,
Escrevo para
celebrar a vida,
Brindar o amor
E cantar a paixão,
Para esperar
o amor que virá,
Lindo e ardente
como um verão,
Com dias de Sol
e noites
estreladas.
Cada linha
desse poema,
É confissão
plena,
sem confusão,
Liberta
de qualquer
conflito,
Que segue
a vida serena,
Portanto,
siga e voe
para longe,
Em cada asa
sua haverá
o meu rimário
Desse amor
resguardado
num sacrário.
Uma cena que ninguém imagina,
Ela se passa amena, tranquila,
Poeticamente amanhecida,
No meio considerado como nada,
Mas todos querem estar lá,
Esbanjando celebração e vida,
Repletamente praiana,
Sobre a charmosa duna,
Que ninguém questiona ou duvida,
Tão tranquila cena,
O ninho das corujas, bem ali,
Um símbolo de glória e de sabedoria,
Morando muito bem na Praia de Salinas.
Em Balneário Barra do Sul,
Tudo se celebra:
o tempo, o mar e a vida,
Aqui tem mar azul,
E o céu de todo dia é motivo
Para escrever a nossa poesia.
Ali, logo ali, após as dunas,
Elegantemente esculpidas,
Por areias monazíticas,
Vejo o barquinho deslizando,
As gaivotas bailando,
Fazendo a festa da pescaria,
Logo, logo, chegará a Festa da Tainha,
- soberana
Ela que é a nossa rainha,
Festa do povo barrasulensse,
Que esbanja sorriso,
Poesia,
E intensa alegria.
A maré mansa no canal,
É como um verso sem igual,
Dá para sentir tudo...,
E uma vontade de desbravar
O oceano profundo do teu olhar.
O olhar castanho,
Repleto de canto,
Sorriso bonito,
Coração infinito,
E repleto de amor.
Temos a nossa embarcação,
Você é o pescador,
Eu sou a tua ditosa sereia,
E você é o meu amor,
Dois tripulantes da paixão.
Você
Que carrega no seu coração,
O caminho,
A rota,
Que te levam para mim,
Para Balneário Barra do Sul,
- o endereço do sossego
E do nosso amor sem fim.
Não tenha receio
- do destino
E nem de escrevê-lo,
Observe o caminho,
Este é o meu pedido!
Celebram e revoam,
Sob o céu colorido,
E sobre o mar de chumbo,
Assim são os pássaros,
Livres como o teu amor,
Que é o maior do mundo.
Os teus dedos tocam
A Lua e a estrela;
Paciência de esteta,
Que ama com beleza,
E refinada cadência.
As areias seguem o curso,
Somos como elas,
Temos leveza, e pertença
O receio não nos pertence;
Só exclusivamente o perene.
Os teus lábios macios,
Intensos e atrevidos,
Doces e quentes,
Não meteóricos,
Etéreos e atraentes.
Esbanjando essa fascinação,
Airosa sideração,
Não menos dispersa,
Encantamento de quem guarda
Para dois amantes:
o cálice da paixão.
Eu tenho muito
a te oferecer,
É verdade,
eu sou um oceano
Do amanhecer
até ao entardecer.
Um fenômeno anônimo,
Um impulso discreto,
Um amor doce e secreto.
Inteiramente
deslumbrante,
As minhas tonalidades
ousadas,
E as entonações abusadas...
Para te endoidecer,
Para te embalar,
E fazer a tua pele ferver.
Eu tenho virtudes,
É verdade, eu sou
o desencontro,
O encontro com a cabeça
recostada
Sobre a tua vontade,
o teu ombro.
Suplicante, pedinte,
- insistente
Assumida,
e sempre carente.
Sou a encarnação
da rebeldia,
O amor cheio
de revolução,
A canção repleta
de emoção,
A luz dos teus olhos,
A habitante
do teu coração,
A verdade cantada
em canção,
A tua loucura
cheia de paixão.
A noite chegou sorrateira,
E sem fazer barulho,
A brisa e seus meneios,
Tomam conta de tudo;
É noite, olhe para cima!
A Lua sereníssima,
As estrelas te imitam,
Todas bordadeiras...,
Vejo aves noturnas,
Gentis e faceiras,
Deus é o segredo!
A noite chegou agradável,
- serena -
Pelos fios bem entrelaçados,
Através das mãos da bordadeira,
E da grandeza da sua alma,
De menina e de estrela,
Que à todos ilumina!
Ao fundo ouvindo um violão,
Uma canção de Renato Russo
Vozes bendizendo:
"Quem um dia irá dizer
Que não existe razão
Para as coisas
Feitas pelo coração".
E assim segue a bordadeira
Cantando o refrão,
Com paz e fé no coração;
A bordadeira existe,
É crença feminina
No amor e na vida,
Alma forte e decidida.
Não menos delicada,
Não menos ternura,
Tão radiosa,
Bordadeira de Salinas,
Borda tão lindamente,
Encantando simplesmente,
Bordando o seu destino infinitamente...
Você que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrá-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, está escondida atrás dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
Você que não sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em você.
Sendo notada ou não,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida é boa,
Não desista de mim não,
Não saia desse meu coração.
Tenho em ti o meu [atalho,
Tu és o meu orvalho,
Namoro o teu eu inteiro,
Cruzaste o meu [caminho.
Tenho a sina de
[adorar-te,
Encontrando em cada sinal,
Só a tua amante presença,
E como poeta
[desbravar-te.
A poesia senda e claustro,
De talvez nunca ser
[reconhecida,
Poesia sem livro,
Poesia sem dono,
Que corre o risco de ser
[roubada.
Tenho o principal: a [fé.
Misturada as minhas letras,
Que segue erguida sempre;
- corajosa e a [pé.
Tenho o espaço [aberto,
Para esse futuro [incerto,
Esse talvez [concreto,
De um viver [repleto,
Amando [silenciosamente,
Um amor que não sai da [mente,
E do coração, mas que persiste
De sempre seguir em [frente...
Não temo mergulhar em minh’alma,
Não temo de forma alguma,
Nela encontrei a tua em movimento,
Eu não mais me pertenço,
Em ti me acho, e em ti me perco;
Como o vento sopra a duna,
Puro festejo e encantamento.
Canta melodiosamente o vento...,
O seu canto manso,
Giram os cataventos,
Os nossos amores sublimes atentos.
Protegidos por Deus e todos os santos,
Não tememos as naus e quebrantos,
Brada o mar,
Com amor se supera os tormentos.
Certamente, no teu riso,
Sorrio igualmente,
Espelhei-me na tua rebeldia,
Nessa imensidão e desassossego,
Identifiquei-me com o teu brio,
Encontrei na tua alegria,
- tudo -
Aquilo o quê mais precisava:
a minha poesia.
As gaivotas insinuando um minueto
- ao redor da embarcação
- Elegante dueto,
- digno de aplauso
Um convite à meditação
- e um brinde à emoção
Ao cumprimentarem o céu cinzento,
e o pescador escrevendo o soneto
em agradecimento à criação.
Balneário Barra do Sul,
É amor,
É duna,
É expressão da divinal criação.
Balneário Barra do Sul,
É esplendor,
É mar,
É poesia,
É inspiração para todo artista.
A embarcação sorridente,
Cumprimentada pelo mar sereno,
Contemplando o dueto silente,
Das gaivotas amenas,
Planejando a próxima partida,
Em prol de uma farta pescaria,
Para colocar na mesa o alimento,
Assim meditam repletos de sentimento,
A vida deve continuar como o oceano imenso.
O Rio de Janeiro sempre será lindo,
- mas hoje vestiu o seu luto
Por sonhos brasileiros
que
despencaram
do viaduto.
Foi acidente, que os findou
tragicamente.
Tantos planos resolutos,
Que se
esfacelaram por
milésimos
de segundos.
Foi acidente, que os arrancou
de nossa gente.
Destruindo vidas e mundos,
Abrindo terras e destinos,
De faixas etárias bem próximas,
Findando futuros e trajetórias.
- FIM DAS HISTÓRIAS!-
Talvez você não
me enxergue,
Assim como eu sou,
Talvez você
não me amou.
Sim, o teu
discreto olhar
Traz para mim
uma esperança
- única -
Como um vagalume
a voar.
Talvez você
não me perceba,
Sou vegetação rasteira,
Sim, eu floresço;
Desabrocho,
Sou estrela-flor,
- em esplendor
Cravada nas areias.
Talvez ainda
não me ame,
Porque não
me conhece
- direito -
Nascida para
te amar,
- devotadamente -
Para satisfazê-lo
INTEIRO.
O meu olhar errante te procura,
A minh'alma paira sobre a duna,
Sussurro ao vento:
- Sou tua, tua, tua...
Cada sílaba semitonada flutua,
- perfuma
Transformando-se em música,
Louva, comove e se curva,
- em reverência
Ao Sol que se retira ao leito,
E pela noite que vem chegando,
Tingindo o céu delicadamente,
Com a cor lilás das alfazemas,
Despertando triunfal contentamento,
De atinar-me desse teu amor sedento.
Repara nas minhas formas,
Espie às escondidas,
Estou aqui d'uma forma,
Jamais vista!
Esse meu jeito de menina...
Pelas fendas,
Pelas emendas,
Pelas dobras,
Acolha-me, aproxime-se;
Assim tu me enamoras!
Repara em mim...,
No meu jeito de menina,
Ainda descobrirei,
O quê mais te fascina...,
Você me ensina?
Pelas frestas,
Pelos cantos,
Pelo avesso,
Vire-me, e dobre-me;
Que eu enlouqueço!
Repara em tudo,
O quê sou capaz,
Repara-me inteira,
Longe de ser perfeita,
Por ti sou capaz de fazer,
Sempre, melhor e muito mais!
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