Poema de Feliz Aniversario Fabricio Carpinejar

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É falso que a igualdade seja uma lei da natureza. A natureza não faz nada igual; a sua lei soberana é a subordinação e a dependência.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

Se você olhar atentamente você verá que existe apenas uma coisa e somente uma coisa que causa infelicidade. O nome desta coisa é apego. O que é apego? Um estado emocional de aderência causado pela crença de que sem alguma coisa particular ou alguma pessoa você não consegue ser feliz.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

A igualdade repugna de tal modo aos homens que o maior empenho de cada um é distinguir-se ou desigualar-se.

Sem as ilusões da nossa imaginação, o capital da felicidade humana seria muito diminuto e limitado.

A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.

Fica provado que uma inovação não é necessária quando se torna demasiado difícil implementá-la.

Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.

Há males na vida humana que são preservados de outros maiores, e muitas vezes ocasionam bens incalculáveis.

Embora possamos ser sábios do saber alheio, sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria sensatez.

A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.

Despendo mais energia numa discussão com a minha mulher, do que em cinco conferências de imprensa.

Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?

Na mocidade buscamos as companhias, na velhice evitamo-las: nesta idade conhecemos melhor os homens e as coisas.

Há que, na medida do possível, prestar favores a todos: quantas vezes não precisamos de quem é menos do que nós.

Em matérias e opiniões políticas os crimes de um tempo são algumas vezes virtudes em outro.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.