Poema de Entrega
Os teus dias não têm sido
mais os mesmos,
Os teus olhos brilham
quando você ouve
o meu nome,
Por mim você está
a cada dia mais derretido
e anda muito mais romântico.
Eu sei que você quer
me convidar para dançar
na roda o Curitibano contigo,
no teu bolso sei que guarda
com amor um versinho,
e quando a minha cintura
você apertar não
vai querer outro abrigo.
O som da Congada da Lapa
ainda soa na memória,
O doce da infância ainda
guardo na História,
Os heróis ainda vivem
em mim também,
O velho teatro não
saiu do coração,
Algo me diz que
vamos juntos até lá,
Só não sei quando,
Eu só sei que nós vamos.
Todos os dias você
tem me colocado dentro
do seu coração
superando a própria razão,
A viola de fandango
traduz esta crescente paixão
e imparável sensação
de flutuação quando
você vê qualquer sinal meu,
O adufe e a rabeca são
testemunhas do teu charme
dançando este Fandango Caiçara
no tablado e que por mim
você está apaixonado,
Você não quer que eu faça
par com mais ninguém,
e só de me ver dançando
com outro você fica inquietado.
Existem pessoas que acham
que até nas leis da Natureza
podem mandar,
Que a vida alheia não
devem respeitar
e por onde passam o que veem
na frente vivem para estragar.
Este tipo de gente o Barba Ruiva,
a Cabra Cabriola, o Cabeça de Cuia
e o Papa-Figo podem
nos fazer o favor de carregar:
(Porque gente assim nunca irá fazer falta porque a civilização
para elas nunca será o real lugar).
Eis poesia que abençoa e que
também é capaz de amaldiçoar,
Quem procura acha,
e depois da vida não pode reclamar.
A verdade foi feita para falar
e cada um se coloque no seu lugar.
As lendas existem também para educar os adultos que estão a teimar.
Você não precisa me afrontar
com a sua microbiografia,
e até querer impôr a quantidade
de versos para me ensinar
que os teus poemas são
mais poemas do que os meus.
Escrevo sem compromisso,
sem data, sem hora marcada
e sem querer chegar a algum lugar,
se escrevo poema ou poesia
só saberei quando a travessia acabar.
Escrevo porque escrevo
se sou poeta ou não,
o problema é somente meu,
e não é o seu assédio poético
que vai me determinar ou obrigar
a ler o quê não me interesso.
A minha Língua é muito
bem usada porque a uso
para cuidar da minha própria vida,
defender a herança Pátria
e ser solidária com quem precisa.
Juro sob o testemunho
do meu generoso
Médio Vale do Itajaí
que se eu tivesse
nascer de novo como
poetisa eu escolheria
o mesmo idioma
como berço esplêndido
para cantar o mesmo
Hino Nacional Brasileiro.
Tenho na minha Língua
o meu passaporte
para onde quero,
a minha balada romântica
o meu descanso e meu protesto.
A minha Língua é Pátria
gigante celebrada
daqui da cidade de Rodeio
onde a celebro com poesia,
honro Santa Catarina
e reverencio o Brasil inteiro.
O Fandango Caiçara nos levou
sem pensar no viracorpo poético, caímos um no gosto do outro,
o toque de pele nos incendiou,
decidimos não mais neste
amoroso baile nos largar
e viramos oceano de amar.
Na hora do pega-na-bota você
tirou do bolso a rosa cor-de-rosa,
colocou na minha orelha
e dançamos a noite inteira.
O Fandango Caiçara trouxe
o antídoto para o quebra-chifre,
para nós dois foi apresentado
o amor mais bonito que existe,
nos envolvemos e encantados
de primeira nos declaramos:
predestinados ao nosso amor
sem saber nós já estávamos.
Neste pula-sela você veio
com jeitinho todo encantador,
e desde o começo já havia
percebido que era teu o meu amor.
Meu mandadinho és só no passo,
na vida virou meu amadinho,
e nunca será o suficiente
te dar muito e todo o denguinho;
te cubrir com carinho é o imperativo
porque é o amor quem anda
ditando o compasso, o contrapasso
e cada romântico passo:
o amor estará sempre do nosso lado.
A minha Língua Portuguesa
é a língua mais poética do mundo,
Cheia de poesia ela é lâmina
que corta, se afia, se desfia, desafia
e desliza pelas verdejantes
montanhas do Médio Vale do Itajaí,
Como pluma do espírito
é corda que se afina com entonação
carinhosa e palavra fina,
e mergulhando pela imensidão
alcança o brilhante do coração.
Seja nadando no Rio Itajaí-Açu
ou flutuando por aqui
pelo Médio Vale do Itajaí,
Na Língua Portuguesa
encontro o meu gentil
e verdejante poema de cada dia,
e é no Pico do Montanhão
que fica em Rodeio é que
se esplende o corolário da poesia.
Resolvi escutar
a Lia de Itamaracá,
Enquanto olhava
as estrelas a cirandar
e comigo você não está,
Como estratégia
de forma que nem
mesmo você perceba;
Optei ser sorrateira
e te coloquei entre
os meus poemas
até o dia que decida
comigo encontrar,
juntos estrelar
e o amor aceitar.
Olhando nos meus olhos
as tuas mãos se entrelaçaram
com as minhas mãos
para dançar a ciranda praiana
dos nossos destinos,
Você me deseja do tamanho
que te desejo todos os dias,
Com balanço e amor atlântico
um traz o outro fascinado
pelo naufrágio divino
nos beijos tão desejados
e de outros tipos de astúcias
que permitidas só aos apaixonados.
Acendi o candeeiro,
Santino Cirandeiro
cantou "É Hora",
e me fez pensar na vida
que é o nosso ponto
de chegada e partida.
O amor é um mistério
que as vezes não
sentimos por perto,
para uns ele está longe,
porque na verdade
tudo acontece dentro.
A ciranda do tempo
nem sempre resolve
por perto porque
a regra não existe,
porque mesmo longe
é preciso estar dentro.
O amor é um mistério
que as vezes não
se ama por perto,
porque na verdade
se ama é por dentro
num acordo com o tempo.
Campo Alegre Poética
No Alto Vale do Rio Negro
me perco do mundo
e me encontro sem regresso,
porque viver nesta paz
é meu amoroso endereço.
Do teu Rio Negro afluente
do Rio Iguaçu sou eternamente
encantada e no Rio Paraná
tenho o meu destino que me
leva e traz para a tua terra firme.
No alto da Serra do Mar
é que fica nascente e nada
passa a vontade de encontrar
alguém para amar a vida toda,
e ter você e seus afluentes como
as nossas maiores testemunhas.
Os rios Turvo, Lageadinho,
São Miguel, Bateias e Bonito,
um seguindo o outro bem pertinho
é que facilmente se faz um versinho
e se escreve um poema inteiro
cheio de muito amor e carinho.
No final de tudo de saltos
em saltos a gente para
na Cascata Paraíso para descansar,
combinar como será a nossa
ida às Festa da Ovelha e a Expoama,
e escrever o compromissado poema.
Um dia depois da tempestade
uma trégua ensolarada
para Rodeio e ao amado Vale,
Ensinamento valioso da Natureza
para toda a Humanidade.
Campo Erê Poética
Talvez nem mesmo
o tempo poderá
na verdade dizer
o motivo do muro
dos indígenas
erguido no tempo
e na Rota dos Incas.
Campo Erê poética,
misteriosa e minha
cainguangue de nome,
Em ti as araucárias
do destino e a tua
gentil erva-mate
seguem resistindo.
Muro dos indígenas
incas ou guarani
trocas de mensagens
a longa distância,
ou marco de uma
talvez pacificação,
vou na trilha expedição.
Para te ver de perto
que não há outra tu
no Caminho do Peabiru.
Rodeio Envolvente
Encanto crescente
do Luar abraçando
a noite envolvente
desta sexta-feira
aqui em Rodeio
onde por ti anseio
sem contar o tempo
desta espera que
construiu um templo.
Campos Novos da Minha Vida
Campos Novos da minha vida,
por ti o meu peito faz romaria.
Campos Novos do meu destino,
amo o teu povo gentil e amigo.
Na Cachoeira do Boita descobri
que tu me conquistaste, te elegi
e amo estar vivendo aqui.
Campos Novos do meu destino,
em mim fizeste um celeiro.
Campos Novos da minha vida,
das capelas, igrejas e Santuário.
Dá lembrança daquilo que sou
merecedora no Galpão Caipora Viu
a emoção que tu por mim sentiu.
Campos Novos dos meus caminhos
no Galpão Crioulo tu me leva para
ser feliz cantando e dançando,
Campos Novos eu te amo!
Dá para sentir até do Mirante
da Ferradura o abraço gigante
dado pelo Rio do Peixe.
Campos Novos dos mais deliciosos
sabores por ti morro de amores.
Campos Novos dos lindos parques
tu vales por todos os teus lugares.
Contigo aprendi a ser Ponte de Ferro
e também a ser na vida Ponte Pênsil,
Porque te amar é destino certo; agradeço sempre o teu amor sincero.
Capinzal Celeste
És presente do Imperador,
espírito farroupilha perene
e ainda tens o meu amor.
Capinzal da minha vida,
celeste és sem dúvida filha
do magnífico Rio Uruguai.
És beijo do Rio do Peixe
e as araucárias do destino
tu abriga e de louvor és digna.
Capinzal torrão celeste
da Bela e Santa Catarina,
ao teu povo entrego toda poesia.
Santa Rosa de Lima
Botocatus e Aweikomas
nas tuas origens são perenes,
Entre o tempo que acolhestes
os imigrantes, os sítios
as igrejas e as preces,
Eu busco em tudo isso lições
e as poesias das tuas gentes.
Santa Rosa de Lima profunda,
com os meus braços abertos
na encosta da Serra Geral:
agradeço por este paraíso celestial.
Santa Rosa de Lima seja
na amável Cachoeira May
sem nenhuma surpresa
ou no inabalável Rio Braço do Norte
do destino como evidente sentença
o meu inalterável amor e presença
por ti tem crescido ainda mais.
Santa Rosa de Lima, cidade bonita,
és filha de Santa Catarina
e levas o nome da Padroeira
da nossa profunda América Latina.
Catanduvas
Ajuntamento de mata dura
nela a alma brasileira pura
feita de imigração e coragem,
Catanduvas, amor bonito,
tu estava escrita nas estrelas
e para ser o meu destino.
Erva-mate em ti plantada,
chimarrão pronto e feito,
Por ti topo qualquer parada
e não durmo até voltar
para o aconchego de casa.
Querendo ir na Querência
do Chimarrão dançar,
Na Festa do Chimarrão
encontrar a tradição
para junto contigo festejar,
Catanduvas, amor lindo,
tu és a minha razão de ficar.
Chimarrão na cuia,
lembrança na prosa partilhada,
Catanduvas, amada,
tu me encantas sempre e fazes desta
alma por ti eternamente apaixonada.
