Poema de Criança

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Feliz dia da Criança.

Deixe sua #criança interior sorrir!!
Simples e alegre
Hoje todos e todas podemos.YES!!

Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)

Eu era criança
quando via imagens
quando escutava fatos
sobre o nazismo...


e perplexa
me perguntava
que ser humano
seria capaz
de apoiar tamanha
monstruosidade...


Cresci
e o tempo respondeu
sem piedade
mostrando-me
os rostos
as vozes
as mãos
que repetem
a mesma crueldade
com novos nomes
com velhas violências
com a mesma frieza
disfarçada de discurso...


E assim compreendi
que os monstros
não ficaram no passado
eles caminham entre nós...


✍©️ @MiriamDaCosta

Quando eu era criança,
imaginava
que os adultos guardavam
todas as respostas....


Depois, crescendo...
acreditei que os idosos
as possuíam...


Agora, com quase 60 anos,
sei com convicção
que as verdadeiras
detentoras delas
são as crianças.
✍©️@MiriamDaCosta

O amor é como o(a) idoso(a)
Vê na criança a esperança
RENASCER
O amor é eterno....
Transcende o universo
Você ja amou??
Provalvemente ama...
Então sentes a força
De um ligamento
Do temporal
Para o eternal
Gloria a Deus!!!
Jesus
Luz que ilumina o pecador
Ao reino de amor....

Riacho dos Choros


Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.

"Ai, que saudade de ser criança,
De olhar a vida com esperança.
Ir ao riacho, meu refúgio e encanto,
Sentir a água e o céu, e sonhar tanto,
Com um futuro brilhante, radiante!"

Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.


Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.


Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.


Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.


No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.

"Educar uma criança é ensiná-la a pensar, preparando-a para enfrentar a vida. Adestrar é fazer da criança um soldadinho de chumbo, incapaz de pensar, que apenas segue ordens.


A agressão física e/ou verbal deseduca a criança, pois dilapida os seus pensamentos, os seus sentimentos e a sua personalidade.


Pais que educam só através do medo, anulam a personalidade da criança, incapacitando-a de tomar qualquer decisão por ela mesma. O medo desinforma a criança sobre aquilo que se espera dela, lhe trazendo desconfiança e insegurança na família, algo que é imprescindível para o seu bom desenvolvimento."

Adulto que se comporta como uma criança:
Fuga de responsabilidade: Culpa os outros pelos próprios erros e evita assumir consequências.
Egoísmo extremo: Pensa apenas na própria diversão e conforto, ignorando o impacto de suas ações na vida de quem está ao redor.
Reações infantis: Faz birra, silêncios punitivos ou perde o controle ao enfrentar pequenas frustrações ou críticas.

Quando você era criança, os adultos encheram sua mente de "não pode". Algumas dessas restrições faziam sentido na época — eram necessárias para sua segurança e sobrevivência. Mas agora você é adulto. E sabe o que isso significa?

Que você não precisa mais desses "não pode".

Pode conversar com estranhos.
Pode tocar nas coisas.
Pode se divertir sem motivo.
Pode brincar todos os dias.
Pode errar sem medo.
Pode chorar à vontade.
Pode fazer barulho.
Pode esquecer o relógio.
Pode fugir das punições inventadas.
Pode sair sem destino.
Pode andar por aí sem propósito.
Pode ouvir o que sente.
Pode viver!

O que antes era proibição, agora é escolha. A vida não precisa ser um eterno cumprimento de regras criadas para te limitar. Você pode. Você sempre pôde. Só esqueceram de te contar.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Gotas de lágrimas

Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.

Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.


Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.

Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.

Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.

E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.

Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.

E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.

Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.

Tão seu, quanto...




Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,


Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,


Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,


Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,


Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,


E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,


Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.

Uma criança boba




Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,


A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,


Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,


No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.

Toda criança gosta de dançar, cantar, rabiscar...
Aprende escrever, ler e contar...
A dança, tem ritmo, som e expressão!
As outras artes ajudam
a criatividade,
disciplina
e atenção⁠.

Mãe Mistério

O adulto de hoje foi criança
que a mãe um dia sonhou.
Foi no corpo materno,
que a educação começou
Mãe conhece antes do mundo,
a bagagem que dentro de si
carregou.

Geoeducar
Prometeu? Cumpre!
Palavra é verbo é aliança
Criança sem limite ,você é que dança.
E ainda meu caro,perde a confiança.
Chame pelo nome,olha no olho e converse.

"Criança, não viva tão intensamente.
-Armazene-se.
O futuro há de te agradecer"
Haredita Angel
27.04.10