Poema de Amor Pedindo de Desculpa
Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.
Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo
e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.
O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.
Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.
Aprenda cedo que nem todo homem é mentiroso.
Aproveite o amor que lhe dão hoje, pois um dia necessitará dele... e sentirá muita falta.
É raro encontrar alguém que te ama como ele, dando carinho sempre que possível e nas suas necessidades.
Não vais encontrar um homem que "te leve à lua" sem a NASA.
levem pra vida:
1. Seja bom, mas na medida certa;
2. Amor próprio nunca é demais;
3. Arrisque-se se for preciso;
4. Paciência modo on;
5 . Não dê brecha para o mal.
Quando a Carência Parece amor
Tem dias difíceis que fazem a gente acreditar que precisa de alguém ao lado pra continuar.
Não companhia.
Não parceria.
Mas necessidade.
E é aí que começa a confusão.
A gente mistura apoio com dependência.
Mistura carinho com muleta.
Mistura amor com medo de ficar sozinho.
Nos dias bons, você é forte.
Confiante.
Independente.
Mas nos dias ruins… você procura alguém pra te salvar.
Só que ninguém veio pra te salvar.
Vieram pra caminhar junto.
Existe uma diferença enorme.
Quando você acredita que só vence se alguém estiver do seu lado, você entrega o controle da sua vida nas mãos de outra pessoa.
E isso é perigoso.
Porque pessoas vão embora.
Mudam.
Se afastam.
Escolhem outros caminhos.
E se sua força depender delas, você desmorona junto.
Dependência emocional nasce do vazio que a gente não quer encarar sozinho.
É mais fácil ter alguém ali do que aprender a sustentar o próprio silêncio.
Mas maturidade é entender que companhia é escolha, não necessidade.
Você pode amar.
Pode se entregar.
Pode dividir planos.
Só não pode esquecer que antes de qualquer pessoa, você precisa ser suficiente pra você.
Relacionamento não é cura.
É complemento.
E complemento não substitui base.
Se você não aprende a se sustentar nos dias difíceis, qualquer ausência vira queda.
Aprende a ficar bem sozinho.
Aprende a atravessar o caos com a própria força.
Porque quando você deixa de precisar e passa a escolher, tudo muda.
Você não ama por medo.
Ama por vontade.
E isso transforma qualquer relação.
"Apaixonar-se tem prazo
de validade
enquanto o amor vem com o tempo,
que nos remete a opção.
Ou seja, ame sem se apaixonar"
Fonte de amor
De paz
E de luz,
Olha só a flor,
Que plantou Jesus
Com todo amor
Carregou a cruz
Nunca reclamou
Sempre nos ensinou
O valor da vida
Do grande amor
Da alma sabida
E da pequena flor
Então posso falar
Jesus quis nos ensinar
E você entendeu
O verdadeiro valor
Da palavra
amar
PARAGENS
Boa noite, amor!
Se a noite for boa pra você...
Se for noite nas suas paragens
Não sei por onde você anda
Nunca mais um olá, uma mensagem...
Mas assim é a vida,
Uns passam, outros ficam...
Acho que fiquei
E aqui nessa periferia
Município de Melancolia,
Distrito de Saudade...
Passava um sorriso doce
Um olhar tão meigo que me fazia sonhar
Com tudo e muito mais
Com um lugar tão doce
Que tinha a meiguice de felicidade
Agora eu moro no estado do nunca
Que faz fronteira com quiçá,
Muito próximo das cercanias do jamais
OUTONOS
Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor
Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia
Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia
Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia
As flores murcham entre espinhos
Nos outonos das nossas utopias
Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander
Fé infinita
O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!
"Equação sem solução"
Amor é experimento que insiste
em fugir da lógica,
um átomo errante que não para
no seu lugar certo.
Tentei medir, pesei reações,
calculei forças e distâncias —
mas é como tentar capturar
a luz que escapa pelo dedos.
É fórmula incompleta,
com variáveis que dançam
num choque quântico de vontades,
onde o certo e o errado são só hipóteses.
No microscópio da razão,
o coração explode em partículas,
mas nenhuma equação explica
a gravidade de um olhar perdido.
É um vírus gentil que infecta
sem anticorpos,
sorriso que desafia a física,
um elétron louco no corpo da alma.
E às vezes, no caos dos sentimentos,
me pego rindo, aceitando:
não há ciência capaz de aprisionar
esse mistério que pulsa, leve e insolúvel.
Porque amar é brincar com o infinito,
é navegar num oceano sem mapa,
é ser tanto enigma quanto descoberta,
é o mais belo experimento
onde o resultado é só sentir.
EQUAÇÃO INCOMPLETA DO AMOR
Passei anos procurando
a fórmula do amor.
/
Achei que fosse simples —
algo entre química e destino,
um cálculo exato
entre dois corações.
/
Tentei medir teus gestos
como quem mede estrelas:
um sorriso dividido pelo silêncio,
um abraço elevado ao infinito.
/
Mas o amor
não cabe em laboratório.
/
Ele muda as leis da física
quando teus olhos encontram os meus.
A gravidade se torna mais leve,
o tempo desacelera
como um relógio cansado de correr.
/
Às vezes penso
que o amor é um experimento eterno:
/
misturamos esperança,
um pouco de medo,
algumas lembranças futuras
e o acaso.
/
Se a experiência dá certo,
nasce uma pequena luz
no meio da rotina.
/
Se dá errado,
aprendemos outra variável do coração.
/
Talvez seja isso
o grande segredo da equação:
/
o amor não quer resposta.
/
Ele prefere
permanecer mistério —
uma fórmula aberta
que o universo escreveu
para ser resolvida
apenas vivendo.
/
E mesmo sem solução,
continuamos tentando
porque, no fundo,
há beleza
nas perguntas que o coração
nunca termina de fazer.
Sem amor nada faz sentido
Me sufoca o ar raro efeito.
Não consigo respirar.
Aqui é frio.
Onde posso me esconder?
O poder do amor soterra,
maltrata o amante,
mata quem é amado.
O que me faz amar, além da morte?
O meu corpo não pensa.
Meu destino é segredo.
No incêndio da mente,
o poder é destrutivo.
Ruas destruídas,
estradas sem saídas,
queimadas por todos os lados.
Falta água.
Nos últimos dias,
tudo se dispersou,
se alinhou
e seguiu.
Vejo o amor despido,
enlouquecido,
nos seus delírios,
se entregando.
Carlos de Campos
Quando o grave bate, sente o calor
É sorriso, é dança, é amor
Quando o grave bate, não tem fim
Baile vive dentro de mim
– musica Quando o grave bate do dj gato amarelo
As tuas linhas magnéticas
Me capturam a todo instante.
O teu abraço, de amor imantado,
Atrai todo o ferro de meu sangue,
Todo o sangue de meu corpo,
E todo o corpo do meu ser.
Que amor, meu amor!
Que amor é esse que se proclama sentimento, mas se recusa a ser atitude? Que diz habitar o peito, mas corre para a porta no primeiro sinal de aperto? Não se constrói castelo em areia movediça, e não se chama de amor aquilo que, em cada discussão, ensaia o adeus como se o tempo juntos não passasse de um rascunho descartável.
É um amor estranho, esse que assiste ao pôr do sol e, em vez de gratidão, escolhe a dúvida. Que questiona a lealdade das últimas doze horas e apaga, num sopro de insegurança, o valor dos anos que se foram. É exaustivo viver sob o tribunal de quem nunca está satisfeito com o que já foi provado.
Dizem que sentem na pele, que o ar preenche os pulmões até o limite... mas, na hora da verdade, a voz não sai. É um amor mudo, um amor de esconderijo, que tem medo da luz e pavor do compromisso público. Se o peito está cheio, por que o mundo continua sem ouvir o grito de quem ama?
No fim, a conta é simples, mas amarga: amor que se esconde, que desiste e que ameaça, perde a substância. De tanto ser incerto, ele deixa de ser abrigo. E quando o respeito e a segurança se esgotam, sobra apenas o vazio de algo que já não tem mais espaço — nem direito — de ser chamado de meu amor.
Feliz Dia das Crianças!
Feliz dia a todas as crianças!
Seres de amor, seres iluminados e de alma pura que Deus nos concede a concebê-los!
Que Deus onipotente proteja a todas e que não permita que pessoas ruins as machuquem.
Feliz Dia das Crianças para nós, que temos a permissão de instruir, orientar e saborear a alegria desses seres de luz em nosso planeta!
Feliz Dia das Crianças a todos os seres humanos, até porque cada um de nós temos uma criança em nossas almas.
Devemos preservá-las e mantê-las sempre vivas dentro de nós.
Feliz Dia das Crianças a todos nós!
Mas tudo isso pode ser amor,
ou apenas um sal sem sabor.
Estamos em caminhos dos quais não podemos voltar, mas apertar o play é tão excitante!
O amor migra no tempo
Quando amamos, tudo é real. Mas, quando esse amor migra para o passado, os anos vão passando e nós seguimos aqui. Até o tempo se dilui, a ponto de quase não restarem lembranças. Nada resiste ao tempo, principalmente quando o coração se perde no espaço, na dimensão da eternidade.
Autor: Yonne Moreno
O amor está no ar
Eu não estou só — e vocês não entendem.
O ar está mudando, está leve.
É engraçado: eu sinto seu cheiro chegando com a brisa.
É amor.
Há uma resistência quanto à minha versão desse amor.
Seu aroma, minha vida!
Meu coração é um olho com sentidos — sente o seu cheiro.
Tem braços e mãos invisíveis para te abraçar,
acariciar,
e meu olhar mira apenas na sua direção.
Caio em queda livre.
O amor está no ar,
onde não há desamor.
Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.
À noite, vou esperar a tempestade passar.
Você está pronto?
Agora, ao anoitecer,
posso fazer juras de amor.
Meus hormônios suplicam por você.
O amor está no ar,
onde não há desamor.
Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.
