Poema curto

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⁠Lei da natureza humana

Nasce, é alimentado, cresce, é alimentado,
se desenvolve, é alimentado, se reproduz e é alimentado, passa o tempo, adoece e morre.

Por ventura seria isso que o leitor lê,
o processo da vida humana?
Ou o ciclo de uma paixão?

⁠Gostoso mesmo é ter. Conexão, química
Reciprocidade, tesão,calmaria e intensidade
Com a mesma pessoa.
É sobre isso!

⁠Espero ansioso todos os dias

Para a luz do sol

Iluminar teu rosto e assim te admirar

Como a praia admira o mar



Você

⁠Viver é bom
A vida é bela
A ti dedico ela
Beijos quentes
A luz de velas

⁠VALSA

No morrer da lua alva
Giram
Dois pares apaixonados
Olhando-se apaixonados
Querendo-se apaixonados
Perdendo-se entrelaçados e chorando apaixonados
E ninguém, no mundo ou nas estrelas, os salva
Giram apaixonados
Dois pares coitados
Dois pares trocados.

⁠Senti que ia morrer hoje
Não, não é nenhuma daquelas metáforas
Eu senti mesmo
Sempre me pergunto
Quem ela quer
Quão triste
Ela me quer
Até que finalmente
- adeus

⁠Não julgo os religiosos,
pois acredito também
em loucuras e milagres,

certa vez
acreditei no amor.

Seu amor tá comigo, ele tá bem guardado
Eu não te esqueço nunca, por que é tão complicado?
Que eu sou poema e problema pra tua vida, sua metida
Tu é santa ou minha malvada favorita?

Ano Novo

Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.

Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento

Desconhecido

Nota: O poema costuma ser atribuído a Fernando Pessoa, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

Escrever!!

— É ter a façanha de tirar das entranhas, palavras genuínas de emoção, que encantam o coração!
— É rascunhar o que vivência, muitas vezes até com nostalgia, e desse modo apaziguar o pavor da melancolia!

Rosely Meirelles

⁠Conto do minerador

Mais fundo e mais escuro
Sem luz e sem medo
Vou continuando.
Cavando por esses caminhos.
Luz já não existe
Medo me abala
A morte me persegue
Mas eu rezo a deus para que o céu não caía...
Mas quando vejo a luz...
Tudo acaba, para começar de novo

⁠Ontem já foi, amanhã não faço ideia.
Eu quero é viver o hoje, ser intenso, inteiro e andar por aí a passear com as minhas vulnerabilidades, que me lembram de que tudo é fragil e que tenho de apreciar cada brisa que sinto.
Castelo de São Jorge

Receita de espantar a tristeza

faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua
vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira
depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço

Roseana Murray
Receitas de olhar. São Paulo: FTD, 1977.

⁠Para amar eternamente
não diga "sempre" ou "jamais"
vá deixando, simplesmente,
um gosto de "quero mais"

⁠A velhice não me assusta
quando aumenta a minha idade
porque nela se degusta
o bom vinho da saudade

⁠Vejo a luz dos olhos teus,
Sublime luzindo ao escuro;
E no silêncio da noite,
Podendo, me sinto seguro.

⁠Lembranças

Madrugadas frias,
Mentes vazias,
Pensava em ti,
Acreditava em ti,
Tu mentiste pra mim,
Dizia que seria eterno,
Eu tolo acreditei,
Imaginei,
Cocriei,
Me decepcionei,
E em outra madrugada fria
Me vejo caído,
Prestes a desistir
Ainda penso em ti...

⁠Viajando eternamente no oceano da angústia
Nem minha estrela, nem minha luz, me busca
Estremeço diante da vista da terra da felicidade
E me deixo levar pelas pedras mortais, desgostoso
Querendo, enfim, me libertar desse mar tempestuoso.

⁠Quando você ta' perto, até o polo norte esquenta
Qualquer vulcão ativo do Havaí congela
Se pá até a lua fica sem atmosfera

⁠Eu nunca seria poeta
Eu seria alcoólatra
Não quero saber de versos
Nem sentimentos
Beberia até sem sentir
Só para sentir o amargar
De uma vida não vivida.