Poema com o None de Andreia
Penso no Futuro enquanto me afogo no Presente, acorrentado ao Passado que me puxa de volta para a origem da caverna, uma caverna tão escura, mas o Futuro me ilumina em um convite lúdico de volta para casa, uma casa tão iluminada, infelizmente o Presente me afoga, me afoga.
Observe enquanto me afogo no vazio e naturalmente continue a caminhar em círculos infinitos de dor e amor, enquanto me afogo no vazio por não compreender o círculo da dor e do amor, então apenas continue, caminhando, em círculos infinitos, enquanto eu me afogo no vazio simplesmente porque decidi apenas seguir em frente.
Escrevo minha respiração nesta folha para que você possa sentir o ar que me consome nesta combustão através de uma chama de misericórdia surgida no interior da caverna que me aprisiona agora e diante dos teus olhos se faz a minha ausência, então te deixo esta folha, onde habita o ar, que consome a minha respiração, escrita aqui.
As palavras são adornos do coração, sua melodia nossa pulsação, quando cada verso destila nossos sentimentos, nada é em vão.
Um fragmento de amor que transparece em uma forma de carinho, é a habilidade de transformar a solidão em companhia pra não ficar sozinho...
Minha mãe sempre dizia que eu seria um grande homem! Hoje sei que ela acertou: tenho mais de um metro e oitenta.
Governantes e políticos pertencem à mesma laia espertalhona dos donos de manicômios, por isso os países, cidades e estados são apenas aglomerados de loucos.
Trabalhar arduamente, isto é, ser um grande trabalhador, é o caminho mais fácil e rápido para alcançar-se a riqueza... e o cemitério!
A vida é frágil, a vida é uma menina de porcelana andando numa corda bamba sobre um precipício - e ela, a vida, está bêbada!
Inscrição ideal para a lápide de um político corrupto brasileiro que venha a morrer no dia primeiro de Abril: aqui jaz um homem honesto.
A vida é uma corda que pode ser usada como rédea para galoparmos no lombo da felicidade, mas também pode ser usada para nos enforcarmos na mediocridade.
O casamento pode ser uma coleira para o homem, dizem alguns, e não estão mentindo; mas a solidão nos faz ladrar como cães, de modo que todos somos um bando de cachorros mesmo!
Se de fato existir essa tal lei do Karma, podemos dizer que os ficcionistas nos fazem economizar reencarnações, pois através de suas personagens vivemos várias vidas sem ter que morrer e renascer; a ficção é uma arma poderosa, mágica e silenciosa, ela pode mudar uma pessoa, e quando uma pessoa muda, ela pode começar a mudar o mundo.
