Poema com o None de Andreia
Este é poema
que nada rima,
E tampouco
alguém metrifica,
é o poema do
sentido de justiça
e das siglas
Sem liberdade
não há nada,
E tampouco poesia,
Na Sebin Helicoide
estão aprisionados
aqueles que como
muitos estão
em cada sigmoide,
Na Sebin Plaza
Venezuela
não é diferente;
Em Ramo Verde
não há notícias
de fazer qualquer
um contente,
Nas FAES la quebradita
a história se repete
com muitos presos
de consciência
que já deveriam ter
ganho a liberdade
devido a este vírus.
Em Tocuyito não
é diferente,
e ali tudo é dolorido,
No Hospital Militar
nem fala,
Como todos os demais
todos deveriam
é estar em casa;
Na DGCIM e seus sótãos
e casa dos sonhos
estão corações
em escombros,
já passou da hora do Sol
da Justiça raiar por
cada canto e em casa lugar.
Em Fuerte Tiuna
doí o meu coração
só de falar,...
É no Cárcere da
Polícia Militar
dali é que está
preso o General
injustamente
sem nunca ter
tido o direito
a audiência preliminar,
Ninguém sabe
como ele está,
visitas ele não está
sequer recebendo
e nem alimentos
sequer deixar entrar.
Em Santa Ana
o silêncio imenso
me preocupa,
De 29 de Julio
não há notícias
De INOF
nada se sabe,
Em FAES Caricuao
não é diferente,
Em CICPC Parque
Carabobo a dor
e o desgosto se repetem
Em Sebin Bolivar
não há novidade para falar.
Está na hora dos presos
de consciência libertar,
E ao redor do altar
da reconciliação
todos se unirem
para ninguém nesta
pandemia naufragar.
Da América do Sul
eu sou o último
soldado da trincheira,
Poema de sete
assentamentos,
Letras de sete
indomáveis ventos
agitando o mar
para a memória
jamais se apagar.
A ironia orquestrada
a palavra descumprida,
não serão ultimatos,
porque o justo sempre
há de ser irrenunciável,
a história, a verdade
e os fatos jamais
serão apagados.
Neste oceânico
poemário altivo
como o vale
e de uma história
que envolve
uma questão
não honrada,
e uma injustiça
cometida no dia
primeiro que por
haverá sempre
de ser relembrada.
Você escreve com todo o carinho um poema e sempre aparece um que elogia chamando ele de texto poético, quando não é a mesma pessoa, não me importo, até porque ninguém nasceu sabendo e a gente tem que ser tolerante.
Um poema é um poema, embora tenha o seu texto poético, só que existem textos poéticos que nunca serão poemas porque carecem da subjetividade que só a poesia é capaz de provocar te levando a transcender da simples leitura para a sua viagem interna onde a estação é o seu coração e os vagões são os teus sentimentos.
Quando identifico a insistente conduta de chamar os meus poemas de "texto poético"
como exemplo retribuo da seguinte forma:
"Obrigada por apreciar o meu poema composto de tetrassílabos e redondilhas menores".
Não gosto de fazer isso, mas quando percebo que tem gente que escreve isso para implicar, faço sim!
Resolvi te trazer
as poesias das sete
cores para fazer esta
sublime declaração,
O poema branco é
para afirmar a conexão
mais alta do coração.
Eu te cubro todo
com as poesias
das sete cores,
E trago para perto
o poema amarelo
com a fé que o nosso
amor vai dar certo.
O teu amor é o poema
azul claro como o céu
em dia de tempo aberto,
Eu sei que o teu peito
é o meu endereço certo,
e é por isso que te trago
as poesias das sete cores
e cubro os teus passos
com pétalas de flores.
Você derrete
o meu coração
com todo o mel
da sua atenção,
Poema romântico
em personificação,
Colocando-me
em plena levitação.
O poema verde
das montanhas,
dos prados
e das matas
é a poesia
da tranquilidade
dentre as poesias
das sete cores
pelas quais devoto
os meus amores
e toda a inspiração.
Te ofereço o meu
poema do coração,
O nosso romance
não surgiu
do dia para noite,
e sim do mútuo
conhecimento;
O meu poema é
vermelho porque
por você eu
morro de paixão,
Sou capaz de beijar
de tamanha adoração
até as marcas
dos teus passos no chão.
O Poema Preto
é para celebrar
o nosso segredo,
Com o meu
amor apaixonado,
Tenho neste poema
junto com os outros
poemas das cores
místicas a devoção
sutil e perfeita
para te pertencer;
Serei perplexidade
extática olhando
nos teus olhos
apreciando
cada sinal teu
de muito prazer
ao me render
e te enternecer.
Algo de inexplicável
tem provocado
o poema do presságio
da visão amável
de ver as mãos pintadas
de henna entregando
com toda devoção
o paraíso na terra,
e você dando o seu coração
que é a sua maior riqueza
sob minha perpétua custódia
com toda doçura e grandeza.
A folha caiu
da árvore,
Escrevi um
poema sobre
o futuro que
nos espera
sem pressa,
Não há neve
que o amor
entre nós
não derreta;
A primavera
do brilho
dos teus olhos
me pertence,
Sou a flor
perpétua
do coração,
amor primeiro
e a sua paixão.
Meu poema absoluto
da América do Sul,
amor profundo,
e tesouro misterioso,
Sempre vou me render
ao seu charme sedoso,
Não haverá regresso
porque para ti irei viver
do amanhecer ao anoitecer.
Mais valioso que
todos os tesouros
da Rota da Seda
é o teu charme
meu doce poema
capaz de fazer
perder a cabeça;
porque mesmo
sem você saber
tenho previsto
o quê será escrito
em ti quando
estiver comigo.
Blumenau Poema
Este poema é bem
mais antigo do que
você imagina,
e no teu rosto fez
uma suave carícia.
Um poema que fez
festa dançando só
nos pátios das aldeias
xokleng e carijó,
e virou notícia.
É o poema do "Poema
para o Índio Xokleng",
que esculpido pela Elke,
virou criptopoema
e ganhou forma revel.
Um poema que bebeu
muito dos ribeirões
Velha e Garcia,
e se inscreveu poesia
no Rio Itajaí-Açu.
Na campina florida
e do vento a sinfonia
solta foi assobiando
o quê seria a melodia
da primeira bandinha.
(Este poema é uma homenagem
ao casal Lindolf Bell e Elke Hering).
Blumenau Festiva
Uma cidade poema
chamada Blumenau
que te recebe de braços
abertos de verdade,
e só de olhar para você
pensa em Stammtisch,
porque te ter por perto
é razão para ser feliz.
Blumenau querida,
é na Vila Germânica
que a tua presença
se observa romântica.
Uma cidade poética
que as origens não nega,
e todas as gentes
com boas festas reúne:
amo tanto você que
não nego o meu ciúme.
Blumenau festiva,
na Festitália
e alma posta na mesa:
a minha alma delira.
Um poema cidade
chamado Blumenau
que para amar não
tem e nunca teve idade,
e na Oktoberfest
te leva pela mão
para rodopiar no salão.
Há muita história
para contar além
de cada poema,
No ar respiro
o aroma da cattleya,
e sigo contando
a história de honra,
luta e a glória
que hão de ser
recuperadas por
toda Venezuela.
Canto porque sinto
que vitória está
a caminho porque
há quem se encontra
buscando e não
desiste de seguir
na vida sonhando.
Os sete bravos
viraram estrelas
do crepúsculo
sem fronteiras,
e assim eles
escreveram
pémones as
suas bravuras
no livro da vida.
Canto porque sinto
com a reverência
do General
na despedida,
ele se encontra
preso por causa
de uma absurda
e grave mentira,
e é de justiça
que a inocência
que o pertence
seja por todos
reconhecida.
Sensação estranha
desde o último poema,
tão perdida que não
alcança os passos
calmos de um dervixe
em pleno inverno,
sentindo as dores
dos povos que vivem
no inferno em busca
de uma esperança
ou alguma consolação,
o caminho existe
para que tiver disposto
em abrir o coração
para a paz que traz
a verdadeira libertação.
Dona Emma
Na margem direita
do Rio Krauel
escreveu-se um poema
que ergueu cidade,
Jóia que esplende no Vale.
Dona Emma, eu te celebro
por tuas lavouras
e a tua herança na caridade.
Dona Emma, eu te agradeço
por tudo que me deste
nesta Pátria da Liberdade.
