Poema com o None de Andreia
Ter que conviver com toda essa falsidade camuflada de adoração por algo que nem sabem ao certo do que se trata. É complicado.
Falam teu nome...mas não sabem quem és e o que significa e se significas, porque tú és algo sem explicação, a gente só sente, sente bem forte aqui dentro.
Eu fiz, isso, eu fiz, eu fiz um juramento em plena quarentena de 2020, para o céu, para as pessoas, para mim.
Tem sempre alguém cruzando nossos caminhos e transformando nossas vidas, somos estes predestinados a algo.
É um convite para reflexão interna, do nosso próprio ser. Conhecer a si mesmo e desfrutar das belezas que ainda não vê.
As melhores conexões é você quem faz.
Ou somos autores de nossos destinos ou somos conduzidos pelos pensamentos alheios.
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
A depressão, chamada “doença do século”, é um inverno interno que se instala sem aviso, abafando cores e silenciando risos. Vem como neblina devagar, transformando rotinas em paisagens distantes e tornando o simples esforço de respirar um ato de coragem. Lutar contra esse mal é caminhar por trilhas escuras com a esperança como lanterna: às vezes vacila, mas não se apaga. Há dias em que o avanço é quase imperceptível; outros, o retrocesso dói como fim de tarde chuvoso. Ainda assim, resistir importa. Buscar ajuda profissional, aceitar apoio, dizer as palavras que tremem na garganta são pétalas lançadas contra o vento do isolamento. A cura não é linha reta: é mosaico de pequenos sinais — uma conversa que acolhe, um remédio que estabiliza, um gesto que repõe calor humano.Escutar sem julgar, ofertar presença e derreter o estigma. Não deixe que o silêncio seja refúgio permanente. Cada tentativa é resignificação, cada mão estendida, promessa de amanhecer. A depressão é real e dura; com empatia, cuidado e persistência, é possível reencontrar a luz.
