Poema com o None de Andreia
Quem tem a dádiva da felicidade deve viver cada instante como se fosse o último, pois quando essa luz se apaga, nada mais faz sentido. Você pode ter milhões em sua conta, mas ao perder essa dádiva, perde também o prazer de simplesmente existir.
Mesmo estando tudo difícil, olhe para o alto e creia naquele que sempre nos vê cair, mas insiste em nos pôr em pé.
Estamos na Matrix, destruídos pelos turbilhões de manipulações, cegos pela poluição de imagens, ruídos e estímulos. Muitos não enxergam que estão indo a beira do abismo eterno, aqui é tudo um teste de vida...Muitos estão colando na prova da vida, sem saber que já estão reprovados.
A certeza das descobertas no caminho é a motivação necessária e suficiente para resignificação de cada passo.
As relações se constroem entre equilíbrio e desequilíbrio. Fases mudam sem aviso. Quando teu lado na balança é leve, tudo parece bem. Mas, se o outro sente enfatiza o peso maior, o desequilíbrio deixa de ser movimento e se torna desestímulo.
Há afastamentos que são impostos pelas circunstâncias, outros pelo fim do ciclo da vida,e outros pelas atitudes.
Quando há mal neste mundo que a justiça não pode derrotar, você mancha suas mãos com o mal para derrotar o mal? Ou você permaneceria firme e justo mesmo que isso significasse render-se ao mal?
Peço desculpas por ter olhado em seus olhos sem permissão. Espero que possamos chegar a um entendimento mútuo a partir desse momento.
"Aprenda a não se sentar à mesa onde se fala mal dos outros, pois cada palavra dita ali vira assunto, e cedo ou tarde você será o próximo."
O corpo pede comida, enquanto a alma se satisfaz. Queimei tantos quilos por estar feliz, tantos dias acordado, sem sono ou cuidado. Mas a’lma habita agora um recipiente de vidro. E acho que já não demoro a quebrar — sinto no peito a agitação de energias querendo se libertar. Resta agora o leve medo do incerto: esperar que o fim traga tanta poesia quanto os começos. A meia-noite já bateu faz horas...
