Poema com o None de Andreia
Pérolas de uma Vida
Cada dia que passa sinto mais falta.. Falta de uma estabilidade ha muito inalcansavel. Cansada de tantas vezes me sentir perdida no mundo, e de me sentir incompreendida por tudo e todos.
Nao sou facil.. tenho feitio complicado. Mas quando olho a minha volta e vejo tanta loucura sem descriçao alguma, faço uma retrospectiva profunda daquilo que sou, e orgulho-m daquilo em que me torno dia apos dia.
Ao tentar um dia alcançar a perfeiçao sai a perder.. sofri, cheguei ao fundo do poço, senti o mundo desabar sobre mim, senti uma dor profunda agarrada ao meu coraçao como que uma lapa. C o tempo fui aprendendo a ultrapassar esse sofrimento constante que me atormentava a alma, e ergui-me de cabeça bem firme.
Tornei-m mais forte e resistente.. mta coisa que antes me tomava a segurança, hoje passa-m ao lado como que um promenor sem a minima importancia, mas ha uma coisa que ficou e ficara sempre.. a minha eterna sensibilidade. Ha coisas que nao consigo suportar sem sofrer desalmadamente, sozinha na escuridao do meu recanto sem que ninguem se aperceba. Preciso de paz, e neste momento nao sei onde a encontrar.. sinto-me como que perdida no meu mundo na escuridao profunda da noite.
Insegura..
Andreia Ferreira
Quando por vezes nada corre como desejaríamos que corresse.
Quando tudo esta virado de pantanas, e apenas sobra aquele tal vazio.
Quando por vezes somos demasiado orgulhosos para transparecermos aquilo que realmente sentimos.
Quando estamos carentes, e as emoçoes parecem transformar-se em sentimentos, e dos mais pequenos problemas fazem-se as maiores tempestades.
Quando mais queremos ter forças e esperanças, mais elas nos falham.
Quando so nos faz perder o bem que poderiamos conquistar, o medo de tentar.
Caixa de brinquedo
Vou brincar de imaginar
Nesta caixa de brinquedo
Naquele canto esta
Muito colorido
Os brinquedos que nela esta
Mas foi tirado de mim
O desejo de brincar lá
Mas vou brincar de imaginar
Por que sonhar ninguém pode tirar.
Cada um com seu jeito
Pequena lembrança
No tanque de areia
mergulho os meus pés
corro, corro,
rodo peio, rodo peio,
Vejo o balanço
Subo até ele
Sinto-me um pássaro
Esqueço a todos
Como é bom ser criança
Aproveito aquele momento
Todos se divertem
Esta chegando a minha hora
Hora de acordar
Pois estava sonhando
Sonhando de brincar.
Sim sim, vocês podem não saber mas hoje dia 15 de julho é o dia dos homens, nossa vocês viram o tanto de propagandas? homenagens? e cartazes espalhados pelas ruas? viram homens recebendo flores? CLARO QUE NÃO! KK, mas por que? porque os homens simplesmente não são seres tão emotivos e poucos são capazes de sentir emoção com homenagens, gente fala serio, a desigualdade é imensa sim, mulheres reclamam e homens ficam calados, garotas.. se eu fosse um gênio da lampada e pergunta-se: quem quer ser homem? alguem iria dizer ”-OPA OPA OPA! eu quero” ? claro que não! Vou fazer a lista de obrigaçoes masculinas:
- Trabalhar ate todas suas veias descolarem!
- Sempre ter que tomar iniciativa
- Ter que adular as garotas
- Tem na cabeça a obrigação de ser forte
e ainda sim sobra tempo dá mais importante obrigação
- Destruir coraçoeszinhos
Nossa, homens tenho ainda muito oque falar sobre vocês, mas tenho um pouco de pressa, só digo uma coisa: estão de parabens, conseguem ser racionais e emocionais apenas quando querem, nossa! como eu queria esse poder! Feliz dia do HOMEM!
Eu vejo, tudo acontece ali fora. Só que mesmo assim, prefiro continuar aqui dentro...
Ps.: Dentro de você, dentro de nós.
...E de tanto morrer de amor, ela viveu... Consagrou o ser amado, sobreviveu ás lâminas afiadas da traição, banhou seu corpo com chuva de lágrimas, enxugou-se com migalhas de amor recebidas. Ela vivia... E morria um pouco todos os dias... Certa vez quando na atmosfera de seu amado, ela respirava e flutuava, pois era assim que vivia, ouviu uma canção que não fora feita para ela e então nada mais a pertencia.
Sem poder levar consigo a atmosfera de seu amado, a qual a sustentava... Ela seguiu, sabia que o ar lhe faltaria, sentia partir de um lugar onde na verdade nunca a pertenceu, levou consigo um punhado de sonhos era tudo que lhe sobrara de uma vida não vivida...
E vivendo de morrer de amor ela continuou seu caminho, estava cansada, sentia arder os golpes da lâminas afiadas, sangrava, sentia frio e ja não respirava... Abrigou-se sob a escuridão da solidão, não tinha forças para voltar... tudo o que queria era enfim libertar-se daquela dor que a acorrentava.
Ela se foi e não mais voltaria, pois morreria de tanto viver de amor...
Esses Dias
Eles estão ali
Em longas filas de tempo
Esses dias que ficam
Esses dias que passam
Eles estão ali
Em longas filas de mim
Esses dias de presença
Esses dias de solidão
Eles estão ali
Em longas filas de nós dois
Esses dias de você
Esses dias de mim
Eles estão ali
Em longas filas de escuridão
Esses dias de incertezas
Esses dias de inconstâncias
Eles estão ali
Em longas filas de despedidas
Esses dias de partidas
Esses dias de lágrimas
Eles estão ali
Em longas filas de esperança
Esses dias de te ver
Esses dias de viver
Eles estão ali
Em curtas filas de amor
Esses dias que te trazem
Esses dias que te deixam aqui...
Anoitece II
Anoitece a vida e a tua ausência me consome
Perco-me entre as horas que insistem em não trazer - te
Anoitece a tua voz e não ouço nossa canção
Perco-me em lágrimas e encontro a solidão
Anoitece a saudade que dia não levou
Perco-me entre meus fracassos e desilusões
Anoitece o amanhecer que a noite não trouxe
Perco-me no horizonte da saudade, linha tênue das paixões
Anoitece, anoitece...
Anoitece a vida da paixão que me deste
Anoitece a saudade que dia não levou
Anoitece a canção que tua voz não cantou
Anoitece o amanhecer que me deste em teus braços
Anoitece a esperança do meu coração apaixonado
Anoitece as estrelas do meu palco iluminado
Anoitece o meu desejo da vida á dois tão sonhada
Anoitece a perfeição dos meus planos
Anoitece o horizonte das paixões
Anoitece a paz vinda dos teus braços
Anoitece a sensação de pertencer-te
Anoitece o amor que achei receber de ti.
Anoitece, anoitece, anoitece em mim...
Vazio
Trago a mala vazia
Oh! Ingrato cavalheiro
E por que deixaste partir
O sol que te iluminou por tantos dias?
Por que injustiças
A leiga na arte de esquecer-te?
Subiste ao topo da montanha
E por que não regressas
À base humilde que te ama?
Não enxergas meus olhos nublados?
É a névoa da mágoa que cerca meu
Presença e Solidão
A presença dos dias
E a solidão do tempo
Arrastam a lembrança
Da paixão perdida
Do adeus presente
Na solidão dos dias
Na presença do tempo
Que nada se repita além do
hábito da felicidade
passageira (já descobrimos que passa, mas volta)
e
enquanto
passar
passe sempre (comigo) a vida inteira!
E eu o amava mas não queria mais sofrer
Eu o desejava e não podia suportar a distância
Eu queria atenção mas só recebia indiferença
Eu tentei de todas as formas me tornar visível mas ele não queria me ver
Ele dizia que eu era louca mas não fazia nada por nós
Ele dizia que me amava mas era mais frio que um dia de inverno.
Simplesmente me paralisou e depois me fez querer dançar.
Os olhos dele viajam nos meus com profundida e neles eu me perco.
Minha alma se enche de paz e o aconchego de seus braços tem sido o melhor lugar.
O vício de seus lábios domina meus pensamentos e sempre me leva a ele em instantes.
Única, incrível união de corpos, união de almas, simplesmente verdadeira demais para descrever.
Me perdi no teu olhar... brilho que me fez encantar...
Desviei mas não consegui segurar... Olhares voltam a se encontrar...
Palavras se repetem... Sorrisos invadem uma chama jamais descoberta...
Novamente palavras surgem na mesma direção... que loucura... será uma nova exclamação... perguntas surgem... como podemos acreditar... um encontro o destino fez encontrar... será alma minha... tão bela que me faz brilhar... me faz sonhar... com um destino cruel... me levas você... espero dias... espero noites... teu sorriso encontrar... alma minha volta aos meus braços... sem você não sei mais respirar... pois aprendi a te amar... que destino cruel... me fez te levar... para longe do meu amor encontrar... volta volta ... para meus braços te amar...
Escrito por Andreia Grezzana
Eu desisti
Desisti de te amar e de te fazer me querer
Desisti de tudo e até de casar com você
Desisti da esperança viva no meu coração
Desisti de tudo que eu tinha na mão
Mas desistir de te amar não quer dizer que não te amo
Desistir de você não quer dizer que não te quero
Desistir não é apagar nem esquecer
Desistir é cansar de lutar por não aguentar mais sofrer.
Estou sentada à mesa cercada de todos os meu amigos.
- Me passe o sal (eu digo)
Não há movimentação alguma na sala.
Por fim me levanto e o busco.
Fadigada, com a boca seca, salgada.
Morri de sede.
Se Schopenhauer pudesse falar
Sobre poesia, ritmo e rima
Não haveria grandeza escalar
Que definisse a poesia mínima
Os mais altos graus de vontade
Pela poesia são alcançados
E não a simplicidade
Onde muitos são controlados
Pela rima, pelo ritmo
A história e a experiência
Estão para a poesia
Tal que nos dão consciência
Da essência do dia-a-dia
Não há natureza humana
Que pela história seja representada
Onde a essência emana
Como na biografia tão bem explicada
Se houvesse a ideia e dela a poesia
Eu, até a esmo
Nada mais mostraria
Que a essência do si-mesmo.
