Poema Certezas
Enquanto o homem comum expressa suas certezas, o sábio se debruça sobre o silêncio para ouvir a sabedoria do mundo; já o tolo, perdido em palavras, se afana em discussões estéreis, pois é na escuta atenta que encontramos a verdadeira eloquência da alma.
Quando você abre mão das certezas que você criou, você desconstrói um mundo, para construir um outro melhor.
A nossa mente é um ninho de pensamentos, onde incertezas predominam as certezas e intuições geram duvidosas perguntas internas carregadas de suas derivadas respostas.
A verdadeira sabedoria não está no acúmulo de certezas, mas na coragem de questionar e sentir o tempo.
Ansiedade é como um furacão.
Bagunça pensamentos, derruba certezas e deixa o coração em alerta, mesmo quando o céu está calmo.
A cada dia sou surpreendido pela decepção que surge quando as certezas sobre as pessoas se revelam ilusões.
O mundo aprendeu a fabricar certezas em escala; pensar, agora, talvez seja a última forma de coragem.
Vivemos cercados de vozes, urgências e certezas, mas o que mais assusta no homem moderno é a sua dificuldade de permanecer, em silêncio, diante do que sente.
Quando a educação se torna um sistema de "entrega de certezas" em vez de um exercício de dúvida, ela deixa de ser emancipadora para se tornar puramente funcional. O professor vira um repetidor de currículo e o aluno um caçador de notas, ambos presos em uma engrenagem que não estimula a transcendência.
Para a quebra das certezas que nos limitam, precisamos entender que a verdade não é um objeto que possuímos, mas algo que buscamos.
Existe um momento silencioso na vida em que percebemos que muitas das certezas que defendíamos com tanta convicção não nasceram da nossa reflexão, mas do conforto de pertencer. Pensar por si mesmo, então, deixa de ser um exercício intelectual e se torna um ato de coragem, porque questionar o que nos formou também significa aceitar a possibilidade de ficar temporariamente sem chão.
O perigo das certezas absolutas não está apenas no erro que elas podem carregar, mas na tranquilidade que oferecem — porque a tranquilidade muitas vezes é o que nos impede de continuar pensando.
Abrir mão das antigas certezas cria o intervalo perfeito de presença, onde você deixa de ser quem era e começa, em silêncio, a se tornar quem veio para ser.
