Poema Casa
Amor não tem reservas. É caloroso e intenso quando enche a casa, a alma e o coração.
╰☆╮
FranXimenes
30*07*2013
Ele amanheceu revoltado.
virou a casa pelo avesso sem pensar.
Xingou o mundo, fechou a cara.
Arrumou confusão em todo lugar.
Discutiu com os vizinhos da rua,
fez barulho antes do sol raiar.
Saiu dizendo que ela não dorme em casa.
Bateu o desespero: ele vai brigar.
A língua do povo corre ligeiro,
cada esquina tem uma versão.
Dizem que ela sumiu na madrugada,
deixou ele falando sozinho no portão.
Refrão
Segura esse corno, Chico.
Ele vai procurar a mulher pra brigar.
Já discutiu com o sogro,
Bateu no o cunhado.
Na confusão a sogra caui torceu o pé.
Ele vai bater na mulher.
Ele bebeu todas no balcão do bar,
fala alto, ameaça, quer se mostrar.
Diz besteira no calor da raiva,
quem vê de longe manda ele se acalmar.
Enquanto isso ela tá longe,
na casa errada resolveu ficar.
Ele perdido na própria dor,
vira assunto da cidade inteira outra vez.
Miserável é o homem que não questiona.
Habita a própria casa e não indaga quem caminha ao seu redor;
convive com seus atos e não os examina,
sejam eles tidos por bons ou por maus.
Aceita como certo aquilo que lhe foi ensinado,
sem jamais provar se o certo é justo
ou se o que julga errado o é de fato.
Vive preso à fé que recebeu pronta,
não porque a compreende,
mas porque lhe disseram que assim deveria crer.
Tal homem anda em círculos,
como o animal preso ao curral:
vê apenas o chão que pisa,
não contempla o campo distante,
e ainda assim chama isso de liberdade.
Bendito, porém, é o homem que não se curva a palavras vagas,
ainda que venham vestidas de verdade.
Ele pesa a prova, examina o fato,
e questiona até aquilo que lhe parece sólido.
Nisso consiste a sabedoria.
Pois loucura é crer em toda palavra que sai da boca alheia.
Qualquer um pode lançar uma semente à terra,
mas poucos sabem de onde ela veio.
Todos desejam plantar,
mas quase ninguém se recorda da colheita.
Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.
Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.
O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.
E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:
“olha, isso ainda mora em você.”
Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.
Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:
“a gente ainda pode.”
Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.
Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.
"'Um dia você é jovem, na calçada de casa, rodeada de amigos, ouvindo The Fevers num radinho de pilha...
No outro dia você só quer toma café e recordar
esse tempo bom que não volta mais...'
Haredita Angel
09 .11.21
Deus! Honrar Ele Em Primeiro Lugar Em Tudo Na Minha Vida. ,♥️
Família.
Casa .
Liberdade.
Paz.
Amor
Saúde
União
Money_Furo
🥺🇧🇷💌🎀
Nunca fui casa
fui sempre estrada.
Gente passa, pisa, promete voltar,
mas nunca fica.
Carrego oceanos no peito
e sirvo em copos pequenos.
Assusto. Transbordo.
Sou chamada de demais
por quem oferece de menos.
Amo como quem incendeia
e depois treme no frio das cinzas.
Dou tudo antes de pedirem,
fico vazia antes de perceber.
Nunca fui amada
ou talvez fui,
mas em volumes que não alcançam
a altura do meu grito silencioso.
Tenho fome de um sonho
que respira atrás do vidro.
Eu encosto a testa,
vejo a vida lá dentro,
luz acesa, música tocando,
e eu do lado de fora
aprendendo a sorrir para a vitrine.
Viver dói porque eu sei
o gosto do que ainda não vivi.
Morrer assusta menos
do que continuar esperando
o milagre de ser escolhida
sem precisar me diminuir.
Sou exagero,
sou febre,
sou amor sem manual.
E talvez o erro nunca tenha sido
ser intensa
mas ter tentado caber
em corações
com medo de incêndio.
*Deus meu..
Faz do meu coração Tua casa,todos os dias.
Amém. *
_______________FranXimenes.
18*01*2014
Na simplicidade e pra sua felicidade, que o amor invada a sua casa, o seu coração.
____________FranXimenes
21*11*2013
Precisamos voltar para casa,
aonde a chuva não tem medo de cair
e as pessoas não tem medo de sorrir.
Precisamos voltar para casa,
no lugar em que o preto
não tinha medo da dor,
apenas por ser a ausência de cor,
mesmo em uma caixa cheia de tons
que possuem os mesmos dons
de traçarem o caminho de um papel.
Precisamos voltar para casa,
para o lugar em que a Alice
acreditavaque o mundo é uma Maravilha,
hoje ela sabe que é burrice.
Precisamos voltar para casa,
aonde eu não tenho medo da minha casa.
NATAL
O Natal na minha casa
Não tem nada de união
Tem o amigo secreto
Repleto de discussão
Tem parente fofoqueiro
Tem presente véi fuleiro
E um mói de confusão
Nunca te Esqueci
A Igreja ao fundo ao lado as muralhas do exército imponente,
minha casa com a vista de frente daquela praça, eram férias de verão, naquele dia acordei cedo fui a janela o Sol estava leve e radiante dando brilho aquela bela praça do interior.
Aconteceu ali, o amanhecer mais doce da minha vida.
Eu menino do interior, ela linda menina loira com traços de princesa recém- chegada da capital para passar suas férias.
Duas crianças, a inocência, dois corações ofegantes após o primeiro olhar.
Palavras, brincadeiras, toque suave nas mãos, nos divertimos sim, trocamos alguns selinhos, esqueci aquele dia que eu era muito tímido.
Quase um mês de felicidades, então veio o último abraço e um triste e doloroso adeus.
Conhecê-la foi a realização de um sonho, eu com o nome e jeito de Príncipe ela com o jeito de uma princesa e com o cheiro e nome de uma rosa.
Queria ter vivido mais um pouco o doce e inesquecível sonho de infância inocente.
Escravo do destino
O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,
O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,
Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,
Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,
Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,
Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.
Quando eu era pequena, meu primo pegou uma rolinha machucada e levou pra casa pra cuidar. Ele sabia que eu era apaixonada por animais, e me mostrou assim que chegou em casa.
Nós colocamos ela na gaiola até ela se recuperar.
No dia seguinte ela morreu enforcada tentando sair da gaiola.
Ela se matou tentando se libertar.
Não se prende um pássaro que conhece a liberdade, imagina um povo inteiro.
Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.
Amazônia oriental...
"Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um templo de vida, onde a natureza se manifesta
As árvores da Amazônia, são minhas vigas e pilares
E as flores silvestres, são minhas cores e texturas
Meu coração é a floresta, onde a vida pulsa
E minha alma, é o rio que flui, sem pausa
A Amazônia Oriental, é minha musa e inspiração
E as 100 obras, são o meu destino, minha missão
Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um espaço sagrado, onde a criatividade se expressa
Meu pincel são as sementes coletadas é a chuva, que rega a terra são minhas telas retratando as manifestações.
E minhas cores, são as cores da floresta, vivas e intensas
Eu sou a casa dos elementos orgânicos
E as 100 obras, são o meu legado, minha herança
Um testemunho da beleza, da natureza que me inspira
E da paixão que me move, sem parar, sem pausa" Leila Boás 05/12/2025
Desisto de Entender
Grito na letra e choro na voz
A tristeza e eu
Uma casa que cabe só nós
Peito pequeno que sente muito
Garganta forte que engole o mundo
Meu estômago nem sabe o que é sabor
Mastigo a realidade e engulo o horror
Ah, mundo triste, mundo estranho
Quanto mais eu corro de ti
Em ti, mais e mais eu me entranho
E é real o sentir e o ver
E é o que me dá medo o saber
Quando sei que sei, entendo o nada
Quando o nada me toma, eu sei de tudo
Vivendo sem entender o motivo do passar
Passando sem entender a razão do viver
Vivo e passando sem ter o que entender
Cheio de vazio, lotado de espaço
Cuidando fielmente do meu próprio descaso
E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e João.
E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela.
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os.
Se alimentar, em pé.
Fazer leitura, com livro. De que forma? Em pé.
Arrumar a casa, em pé.
Para varrer com a vassoura,
precisa estar de pé.
Não dá para varrer, sentado(a).
Passar pano,com produto de limpeza.
Cozinhar perto do fogão, em pé.
Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.
