Poema Casa
Por mais estranho e solitário que fosse o mundo lá fora, os livros sempre me faziam lembrar de casa.
A janela estava aberta e ela estava deitada na cama lendo um livro. Parou, olhou pro horizonte e pensou que nada, absolutamente nada, seria mais calmante que ler um livro ao som da chuva.
Há muito, muito tempo, os homens e as árvores eram amigos. Há muito tempo eu vi esta árvore e me apaixonei por esta casa.
Sua terra natal não é o lugar onde você aterrissa; é o lugar de onde você decola. Você não pode escolhê-la assim como não pode escolher sua família. No pôquer você recebe cinco cartas. Pode trocar três, mas as outras duas ficam com você até o fim: a família e a terra natal.
A nossa casa é o nosso lar onde devemos procurar manter sempre harmoniosa: limpa, arejada, clara, com plantas. Enfim, um ambiente alegre e cheio de vida.
A natação é normal para mim. Eu me sinto relaxado, confortável e sei o que me rodeia. É a minha casa.
Uma casa é para onde você volta (...). Se não tem uma, por que não arranja algo parecido? Foi o que eu fiz. Um lugar para onde voltar.
Nosso tempo acabou, vamos entrar numa nova fase. Ou decidimos como será essa fase ou a vida decidirá inteiramente por nós.
Sou uma casa. Está escuro dentro de mim. Minha consciência é uma luz solitária. Uma vela ao vento. (...) Todo o resto fica na sombra. (...) Mas ainda está lá. Os outros quartos, nichos, corredores, escadas e portas. (...) E tudo que vive e vaga dentro de você está aqui. Vive. Dentro da casa que sou.
Quando chega o dia da casa cair (…) é um dia de chegada infalível, – o dono pode estar: de dentro, ou de fora. É melhor de fora.
(A hora e a vez de Augusto Matraga)
– Como se sente por ter ido do céu para o inferno durante a noite?
– É como ir de casa para o trabalho.
A gente, filhos de mãe solteira, aprende desde cedo a procurar o caminho mais curto para voltar para casa, nos permitimos a estipular as nossas próprias regras, nos tornamos os nossos protetores e, com o aprendizado da realidade, tentamos espelhar essa proteção para quem escolheu permanecer ao nosso lado, seja mãe, vó ou qualquer representante afetivo. A gente precisa amadurecer mais rápido, porque não poderíamos ter medo de bicho-papão, escuro ou trovões já que a única pessoa que tecemos confiança estava trabalhando para garantir a sobrevivência do filho que se tornou responsável. A gente é condicionado a fazer todas as coisas sozinho, o gosto da rejeição se desenvolve no nosso primeiro trauma e mesmo sem entender os motivos do fracasso conjugal, nos sentíamos profundamente incompletos. A gente se desequilibra, a gente cai, mas a gente não se quebra.
Quando você ficar com saudade de casa, é só olhar pra cima. Porque a lua é a mesma aonde quer que você vá.
Limpe a sua casa, controle a sua língua e apague as suas más escolhas mentais, pessoais e sociais, porque o fruto nasce no terreno em que ele foi plantado.
