Poema Canção
O ENIGMA
Como uma canção que soa ao vento,
Ouço a cantiga enrouquecida de um galo.
De longe, avisto a paisagem patética, como um vão.
É como se alguma coisa parasse no tempo.
Uma estrada pedregulhada eu avisto, e caminho sem parar, sem nada ver.
Aquela paisagem vai chegando ou eu...
Que chego com ela?
Um cachorro magro me late. Em pouco,
A vista me parece escura, o enigma continua.
Chegarei ali, um dia? Talvez, um dia!
Um dia...
Oxalá conseguira eu desenhar nas letras a formação das palavras e colocar uma canção neste quadro que chamo de amor...
Seria capaz de dar cor a música que me fez viajar longínquas fronteiras em busca daquela lembrança;
Que só eu e mais alguém conhece...
E guardamos em um lugar...
Onde somente DEUS pode entrar.
Existe em mim uma linda canção
Que arde em meu coração
Que será cantada por mim
No dia em que eu ver face a face meu noivo
Será uma canção sem fim
Em um mundo novo.
Dançastes flor no mover do vento,
Uma canção que não se ouve, sente.
Perdestes pétalas ao mover-te.
E inclinando-se nos invisíveis braços quebrastes, morrestes.
De mãos dadas levada fostes,
Pela suave morte que arrebata o belo.
Que na inveja da dança das flores,
Leva a única vermelha no campo amarelo.
Quero do amanhecer
Um sorriso de menina
E uma canção que me fascina
Retratando o meu querer
E além de tudo com prazer
Receba o meu amor e o meu jeito de ser.
Se eu sou o cantor você é a canção
O maior fã sou eu da canção que é você
E já decorei pra cantar pra sempre.
CANÇÃO DO EXÉRCITO
Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.
E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Retirado do Livro Hinos e Canções Militares, Edição de 1976.
Não Me Deixe
Quando entrou mudou meu coração. A voz suave feito uma canção, encheu meu mundo de amor, e eu não sei viver sem você aqui. Vi um novo mundo com teus olhos, novo caminho pegado a tua mão. Você me disse quem eu sou, encheu meu mundo de amor. Preciso ter sempre você aqui. Não me deixe te abandonar, não sei viver sem teu amor. Não me deixe de deixar de te ;ama amo...
Nesta canção cantei meus versos,
que de tão incertos perderam a razão,
em letras miudas fiz versos,
em letras graudas a canção
sonhos perdidos,
lembranças contidas de um coração
Lagrimas ,em meio ao sorriso,
a saga de uma ilusão.
Cantei a canção,
que de tanto planto parecia um fado,
mas,ao encontrar-te ,virou valsa
Dentro do meu coração.
Entoei um sopro e chamou se vento,
meu olhos brilharam e viraram sol
minhas lagrimas goticulas de chuva,
meu corpo as montanhas
que se erguem ao céu,
meus cabelos negros como
a noite,meus labios,
chamaram-se rios de mel.
E das minhas entranhas saiu a canção,
entoei um som do destino,que levou o meu amado ao céu
Minha canção
Minha canção te envolverá com sua música,
como os abraços sublimes do amor.
Tocará o teu rosto como um beijo de graças.
Quando estiveres só, se sentará a teu lado e te falará ao ouvido.
Minha canção será como asas para os teus sonhos e elevará teu coração até o infinito.
Quando a noite escurecer o teu caminho, minha canção brilhará sobre ti como a estrela fiel.
Se fixará nos teus lindos olhos e guiará teu olhar até a alma das coisas.
Quando minha voz se calar para sempre, minha canção te seguirá em teus pensamentos.
Uma noite e meus segredos
Gosto do gosto da noite.
O silêncio como uma bela canção de paz.
Gosto da sombra como fiel companheira.
Guardando íntimos segredos...
A meia luz trazendo o romantismo fazendo-me sentir apaixonado.
Gosto da noite, de me perder em sua escuridão.
Da sensação que ela nos proporciona de sermos todos iguais.
A beleza da noite é como um corpo nu no escuro.
Só se percebe quem pode senti-la.
O excitante poder de encontrar com sigo mesmo.
Vagarmos em nossos pensamentos.
Descobrindo e saboreando o que em nós esta oculta aos olhos alheios.
Gosto da noite por nos deixar livres.
De sermos quem somos sem que ninguém nos veja.
E assim estarmos livres de julgamentos.
Gosto da noite como se sentisse...
...Que ela também gosta de mim.
CANÇÃO DA AMIZADE
Banho na chuva destilada
Andares no amanhecer
E uma corrida nos vales perfeitos
Prosas angelicais no luar
Intrigas, discussões e desilusões
Que se passam com o tempo contado
Como as estrelas que caem em algum lugar
Do luar para os mares azulados
Amizades contruidas
Destruídas pelos segundos
Reconstruídas pelas décadas
Pelo amor , pela paixão...
Quem nunca cantou esta canção sem dizer "...eu ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais..."
Mesmo quem esteja vivendo seus vinte e poucos anos já cantam esta música como exemplo de experiência de vida!
Ah...e quem já está na caminhada dos 40 e poucos...quanta coisa vivida a ensinar ...a coisa mais rica na vida de um ser humano é a grande EXPERIÊNCIA que ele carrega nas costas...o problema é que muitos que estão vindo atrás não enxergam e ainda tem coragem de dizer pra alguns que eles não sabem de nada!
Que pena!
...Sol
Canção do coração
Quando entoa a canção do coração,
ouve-se a o chorar da lira,
as vozes de todos os anjos entram em perfeita sintonia.
louvores arquejam de noite e de dia.
– Quão doce é, o soar harmônico celeste,
Que daquela baía de águas profundas a alma submerge.
Não te deixa morrer, oh! Feliz lágrima dos santos
que ao corpo prende e faz sangrar de amor a sentinela inocente.
Não deixas, oh! Querida canção ardente,
que o ruído do lápis no papel apague o contorno entranhado
nos olhos mortais, de seus inefáveis lábios transcendentes.
Arranca-te da alma! Assim como o verso de um poema
arranca do mar de ilusões o nostálgico som de um piano.
Cubra-a com véus de ínfima pureza, perfumados com nardo puro em alabastro,
para que um dia seu grande amor passe, e carregue de ti ares de sorrisos graciosos em tremendas correntezas.
Pequena Magia
No coração a melodia tardia de quem canta uma canção
A sinfonia era apenas a desculpa da solidão
Ninguém matava,ninguém morria
Era amor ao soar livre e ilusão
A mente cansada e esquartejada
Uma hora sorria,outrora chorava
A noite passada ela vivia e se apegava
Dançava calada e no silencio observava
O mundo inteiro que a rodeava
A pequena magia que o aroma exala
Ascendendo a chama que a queimava
Docemente amava...docemente amava..
PRA SERMOS AMADOS
Ao olhar pra você e cantar a canção, que eu fiz pra nós dois
De te olhar e te ver, este meu coração diz que nada se foi.
Ainda existem motivos, emoções e sorrisos, num profundo guardado
Mas os velhos costumes te alcançaram e assumes, que está acabado.
Basta apenas lembrar
Como a primeira vez
As palavras que um dia, ouvi e falei
Pra que o nosso sentido, traga um novo sorriso
Ao amor que deixei.
Vale a pena lembrar, que se as flores morreram
Decerto faltou agua, pra as alimentar, se a noite foi fria
Ou a tarde sombria
Nos faltou cobertor pra poder esquentar.
Se sabemos que erramos e não aceitamos
Vivemos errados
Deixe que o amor nos mostre, o caminho perfeito
Pra sermos amados.
SAUDAÇÕES
salve a canção replicante
do outro lado do mundo
do triste gesto fecundo
à um coração palpitante.
salve à modos, agrave
a dor do som no papel
a linda voz do cordel
na pauta o ponto da clave.
salve a injúria que amarga
da injustiça o rancor
da insolência da dor
do porto que se alarga.
salve esta tarde vazia
de outono triste a soprar
vorazes ondas no mar
trazendo a noite sombria.
salve estes sinos tocando
e os jardins a florir
salve os poetas do mundo
os de aqui e de ali.
salve as luzinhas do poste
e as que não viram o chorar
deste poeta que um dia
foi-se pra não mais voltar.
Algo me inspirou e te fez virar canção
num momento de translúcida sensatez
nuvens coloridas tornaram-se doces de algodão
aliviando um semblante de saudade, uma quase embriaguez!
