Poema Arnaldo Jabor - Deus e Satanas
SENSATEZ QUE SE TEM
Eduardo Pinter
Meu jeito é meu estado de espírito por isso muitas vezes pareço indeciso e apesar de todo o meu sacrifício ainda não encontrei o meu destino Muitas vezes eu desisto porque parar é fácil demais mas ao final eu sempre insisto porque sei que sou capaz O frio é o calor da alma que se despede a noite é a luz do espírito que se liberta o sono é o caminho de volta pra casa o dia é um jardim cinzento que maltrata mas te faz crescer Às vezes, a estupidez é a sensatez que se tem.
Gostaria de ser uma flor, e que a beleza te atraisse, que sentisse o cheiro fragrante que fizesse se apaixonar.
Mas as flores tem suas fraquezas, morrem se não forem cuidadas, precisam de ser regadas, precisam de ser amadas.
Meu medo seria morrer, saber qual foi a verdade, saber que não fui cuidada, saber que não fui amada, saber que no meu último suspiro, foi o de ser desprezada.
Quirino: Eu sei que não devia, to fechando aqui as linhas do meu destino. Mas não consigo segurar mais dentro de mim o que é maior que eu.
Maria: Mas Quirino, o que esta lhe acontecendo?
Quirino: Por favor. Eu lhe amo, Maria. Eu lhe amo com a força que não conheço, lhe amo desde que lhe vi. E o sentimento de lá pra cá só faz aumentar, não cabe mais dentro de mim, Maria. Olhe pra mim Maria, Por favor. Maria!
Maria: Quirino, por você eu guardo afeição, carinho de irmão.
Quirino: Não seu teu irmão! Desculpa, desculpa. É que eu espero um amor sem nome, Maria. Sem tamanho, como é o amor que lhe tenho. Eu espero, Maria. Quanto tempo for preciso.
Maria: Perdoa a franqueza, Quirino. Perdoa a franqueza, mas não espere de mim essa qualidade de amor. Coração meu já está tomado, já está dado a outro e nem eu nem ninguém pode mudar isso.
Quirino: Pode, Maria. Pode, Maria, pode. Amor gasta, se perde com a ausência, se perde com a distância.
Maria: Esse não, esse não! Esse é o amor prometido, já existia antes de eu nascer e grande sem tamanho me esperava. Eu só fiz foi procurar, adivinhar entre tantos caminhos aquele que me levava até ele.
Quirino: Não há amor assim, Maria.
Maria: Há, Quirino. Há! Tanto há que estou vivendo...
Quirino: Se afasta de mim!
Apaguei todas as minhas lembranças...
joguei fora todas as histórias que vivi.
Decidi fazer grandes mudanças...
E comecei dentro de mim!
Não vou me preocupar com palavras...
Sei que você ouve até mesmo o meu silêncio.
E não me preocuparei com meu silêncio...
Sei que você entende até mesmo o meu olhar!
Como rio que está secando
Como o sol se apagando
Coração só quer morrer
Como um cristal quebrado, um menino abandonado
Tô vivendo por viver
Saudosismo
Embora avante siga o tempo do universo, e que nossas vidas o acompanhem, existe um sentimento inverso, de que a constante busca de uma realização não se encontre no futuro incerto, mas sim, no passado glorioso em que já realizados estávamos. O fato é que não "ganhamos" experiência e sim vivemos "perdendo" experiências. A agonia inegável do tempo. A dúvida que se estabelece indagando-nos se podem ou não encontrar-se algum dia, desobedecendo a matemática dos anos, criando-nos a ilusão de que a felicidade de outrora era mais feliz que a que certamente me espera. Puro engano? O tempo dirá. Considero que este sentimento não se define, não se traduz, não se explica. Está escondido no mais fundo da intimidade humana, no baú solitário das emoções. Revirar esse baú tem conseqüências diversas, pode libertar um sorriso ou uma lágrima. Ou os dois. Caso você não tenha entendido nada do que falei, talvez você ainda sonhe com o pote de ouro no final do arco-íris, ou expressei-me mau. Refiro-me a Antológica Saudade.
ALGUÉM ME FAZ IR ALÉM
Desculpa se te olho profundamente
É que tento enxergar a verdade
E ver a beleza da vida nos teus olhos
A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos
E me guiar
Você me faz ver novos horizontes
Olhar o tempo...
Ir sem ver os seus abraços
Seus sorrisos ou suas rimas de amor
Largar tudo e ir correndo a seu encontro
Mesmo que tão longe esteja
Mas o vento traz seu perfume
E foi ai que eu fiz de tudo
Pra você perceber que era seu...
O meu amor!
Ao retornar a nossa casa, me sinto amado novamente.
Embora meses de separação, foram momentos que me torturam.
Não havia mais esperança dos seus beijos, pensei que nunca mais teria você ao meu lado.
Cada minuto sem você era eterna solidão.
Ao retornar agora eu percebo que não sei viver sem você.
Fui um verdadeiro tolo naquela noite triste.
Perdi-me em um mundo de ilusões, só agora eu sei o valor do seu amor.
Só o seu perdão poderá restaurar nossa casa.
Nem sei como tive a covardia de te deixar partir se tudo que sempre quis foi você, sempre te amei desde a primeira vez.
Ah se pudesse voltar no tempo, não teria provocado tua partida, me controlaria e teria evitado o nosso sofrer. Como pude ser tão tola? Meu Deus! Obrigado por me trazer você, o qual hoje eu tenho em meus braços.
PONTO DE PARTIDA
Primeiro a gente casa com a alma!
Morada abstrata, onde nascem duas histórias.
Se tu queres começar, ora! Se tu queres morar, namora!
Edifica teu endereço, constrói tua memória.
Embasa na terra, alicerça o coração
Nada funcionará se não der asas à imaginação.
Percebes o que há na dança, na leveza, no falar...
Nas artimanhas do sorrir, nas entrelinhas do olhar.
Amor que ora, amor que mora, amor que aflora, namora.
Não te afliges pobre coração, logo serão dois em um. Às vezes demora!
Tu que vives na penúria, acalenta-te agora
Não chora!
Deves saber a cada dia o que há em comum
Que de longe são dois, e de perto são um
Que tu encontres na casa a alegria de viver
Se não casas com a alma, haverás de sofrer.
HIPOCRISIA HUMANA
Por que rejeitam os demônios?
Se não conhecem os anjos
Por que odeiam o mal?
Se não conseguem fazer o bem
Repudiam o inferno
Mas constroem ele
Veneram o céu
Mas não o conhecerão
Falam de amor
Sem nem saber o que é amar
Têm medo da dor
Não param de a provacar
Fogem da morte
Mas adoram matar
Acreditam na sorte
Sendo o própio azar
Nunca verás um homem
Fazer o que fala
Como não o verá
Ser o que quer
A humanidade é uma decepção
Se Deus a criou
Ele já não é tão perfeito assim
-A.L
Numa tarde de verão,
Sol, praia e mar, senti a onda bater.
Bateu também meu coração
E logo me lembrei de você.
Imaginei nós dois aqui,
Algo que não podia explicar
Só conseguia sentir,
Queria você para amar.
Um dia, então, pude realizar
O meu desejo por seus beijos,
E com você me encontrar
Depois de tudo você partiu
Em outros cantos encantar,
A solidão sempre existiu,
Então voltei para a beira do mar.
Lá ainda estou
Com o céu a me abençoar,
E o amor que restou
Procuro alguém para entregar.
Alguém que me dê o amor
Que você não soube dar,
Alguém que me ame
Do tamanho do grande mar.
Até lá busco ir vivendo,
Vou amar, vou sofrer, o importante é aprender,
Te amando, te querendo.
Um dia encontro... VOCÊ!
"Quem se julga importante
tem que um dia passar
pelo cemitério e ler
aquelas placas de gente
muito importante
que já ninguém de lembra
deles"
Um dia, no futuro,
O aperto de mãos, o olhar nos olhos,
o abraço mágico, a ciranda-cirandinha,
o esconde-esconde e a cabra cega, das crianças,
serão apenas histórias contadas.
Vagas lembranças de uma geração que foi humana.
Assim como hoje nos envergonhamos
da escravidão humana do passado
No futuro, também iremos nos envergonhar
da miséria e da desigualdade de hoje.
Neste quarto de despejo é horrível de se morar
Coisas absurdas acontecem neste lugar
5h da manhã tenho que acordar
Para meus filhos alimentar.
Saio para dinheiro arrumar
E quando pelas ruas tenho que passar
Pessoas fecham as janelas e saem do lugar
Acham que isso vai me magoar?
Que nada! Faço é gostar
Pois, não preciso parar e as pessoas "cumprimentar".
Da onde que já se viu?
Um homem de 48 anos desafiar uma criança para brigar
Além de quando um favelado falece
Malandros tentam lhe enganar
Dizendo que o dinheiro é para o falecido sepultar
Que nada, eles usam a esmola para se embriagar.
Me denigrem por ser preta
Porém...
Adoro minha força, meu suor
Adoro minha cor, é quem eu sou.
Quem disse que sou inferior?
Bebo que nem vocês brancos
Adoeço que nem vocês brancos
Sinto fome que nem vocês brancos.
Pena de ser negra?
Pena tenho dessa sociedade!
Que só liga para notoriedade
Que esquecem o que é racional
E ainda pratica o darwinismo social.
Me julgam por ser favelada
Mas também não me ajudam a não ser
Com um governo corrupto
E uma inflação abrupta
Que não me deixa escolher
Entre ser ou não ser.
Corro por bicos, me mato por alimento
Vivo por sobrevivência, com resiliência
E, ainda sim, roubam-me com anuência
E com bastante frequência.
E incrível como as pessoas reclamam do que faço, e até do que não faço
Dizem-me que quero ser muita coisa
Porque não bebo pinga
Mando mentalmente
Eles irem cuidar de suas vidas
Sou sozinha, tenho 3 filhos
Tenho que educá-los
E ser exemplo
Para se tornarem alguém que contemplo.
Prefiro um livro do que álcool
Prefiro o conhecimento, do que o mundão
Sou assertiva e agnitiva
E tenho um bom coração.
De cabeça erguida
Seguiu sua vida
Venceu a escuridão
Com pé no chão
Atualmente aplaudida
E muito bem reconhecida
Por isso digo:
"Muito bem, Carolina!"
"Ele vê o quadro completo enquanto nós enxergamos apenas pedaços.
Ele vê o propósito enquanto nós enxergamos o processo.
Ele vê o destino enquanto nós enxergamos a caminhada."
"A preparação é silenciosa, mas poderosa.
A maturidade é lenta, mas transformadora.
O propósito é grande demais para ser entregue sem preparo."
