Poema Arnaldo Jabor - Deus e Satanas
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
Coral-sol ao invadir
os mares da mente
é a minha poesia
criada para devorar
somente tudo aquilo
que não me pertence;
Autorizo que fique
o amor, a essência
e a força que me faça
nadar contra as correntes.
Cordilheiras de montiporas
enfeitam a rota escolhida,
Eis-me oceânica poesia:
Resolvi alcançar a sua mão
para num plano mais ambicioso
quem sabe alcançar o coração.
Corais aconchegados
na foz do Rio Amazonas
abrigam peixes recifais,
Corais chifre-de-veado
são catedrais atemporais
assim como o amor
perene que tenho guardado
e preservado em paz
para quando você chegar
no seu tempo e dele
você eleger como refúgio:
Corais sempre ensinam
aos que sabem observar
e obter a sabedoria preservar
com o sagrado sentimento.
Dançam os galhos
do Coral Xênia Pulsante,
O mergulho é absoluto,
o desejo é intenso,
tudo isso é novo,
implacável e vertiginoso,
O pertencer é mútuo,
livre e profundo,
Um não prende o outro,
e sim um deixa a cada
dia um mais livre que o outro,
A liberdade é a senha,
a chave e a guarda do tesouro.
Fascinante Médio Vale do Itajaí
A minha bela cidade de Rodeio
tem a sua serenidade protegida
pelo fascinante Médio Vale do Itajaí
onde no caminho permite
soprar amavelmente o sublime
Dente-de-Leão com toda
a tranquilidade a espera do amor
mais romântico que existe,
pois tudo o quê em mim
vive desistir jamais me permite.
Magnífico Vale Europeu Catarinense
Na minha cidade de Rodeio
que fica no magnífico
Vale Europeu Catarinense,
deparei-me com um lindo
Dente-de-Leão contente,
pedi licença, com delicadeza
tomei ele para mim,
soprei carinhosa e fiz um
pedido de amor sem fim.
Verdejante Vale Europeu
A cada dias mais inspirada
pelo verdejante Vale Europeu encontrei um surpreendente
Dente-de-Leão no caminho,
resolvi soprar e fazer um lindo
pedido para que o amor
encontre a cidade de Rodeio
como o principal destino
e o aconchego só no meu peito.
Flor de Acerola
Linda flor das duas Américas,
flor da Cereja de Barbados
que faz todos encantados,
flor da Cereja das Antilhas
que inspira doces poesias,
Minha flor de Acerola Rubra
que concede frutos que
conquistam apaixonados,
A cada fruto seu os meus
lábios se sentem beijados.
Tudo aquilo que
mais se menospreza
nos jardins carrega
o código de quanta
vida capaz existir
e de se dividir,
Florzinha branca
que com a sua
beleza me encanta,
Eu não sei qual
é o seu nome,
Só sei que um dia
eu irei descobrir.
No meu oceano
você irá mergulhar
muito longe daqui
com a Acropora Roseni,
Tenho certeza que
sou a inspiração mais
linda da sua vida,
Depois que você passou
a conhecer a minha
poesia nada mais
tem tido importância
na sua esfera íntima.
Quando olhei pela primeira
os teus olhos resolvi morar neles,
esperar o seu tempo de amar,
ocupar os seus sonhos nesta
época de amores célebres
e de amores anônimos
ambos igualmente líquidos.
Peguei a sua mão para fazer
você mergulhar comigo
no nosso oceano poético,
buscar refúgio no meio
da beleza das acroporas meridianas
e te colocar dentro do peito.
Tenho certeza que a glória
do amor vitorioso nos pertence
de maneira inequívoca
mesmo que preguem que o amor romântico está derrotado,
nós temos um ao outro
com devotamento apaixonado.
Um Acropora Tenuis Blue
se revela como uma safira
gigante para brindar o olhar,
É no oceano poema
que iremos nos encontrar,
Longe de um mundo
que tergiversa tudo
para alguma vantagem levar
ou apenas para posar,
Longe de um mundo que
prefere julgar em vez de pensar,
Longe de um mundo
que só olha para o próprio
umbigo e que ignora
a dor do semelhante
que sente na própria
pele a mesma dor
que foi sentida outrora
ou a dor igual a do seu presente.
(As preferências e apoios
relativos as soberanias
territoriais falam tudo
sobre este teatro de desumanidade).
Acropora spathulata
na minha dimensão
oceânica e poética,
Que vive a espera
e derrete por estes
tão lindos olhos
que nos meus sonhos
moram absolutos.
Onde as correntes se encontram
sempre prefiro sentir o momento
de calma para mergulhar
para quem sabe encontrar
as acroporas muricatas
esplendendo como esferas
na parte mais profunda do mar
e na paz nos teus braços
o meu coração se deixar levar.
(É óbvio que quero te amar!)
Sob as bênçãos
dos Ipês-roxos,
corações apesar
de tudo ainda
moços haverão
de se encontrar,
E que a ventania
há de decorar
o chão com estas
flores que a luz
da Lua as tornará
ametistas para
o amor coroar
com toda poesia
florescida a celebrar.
A memória de infância
estradeira ainda recorda
que em algumas paradas
o troco ou as lembrancinhas
eram pequenos cristais,
A memória de um pouco
mais de três décadas atrás
onde o país ingênuo decolava
rumo a um futuro brilhante,
Só sei que nada em mim
essa e outras memórias
consideradas distantes,
O importante é pensar
o quê todos nós podemos
fazer daqui para frente
porque tudo na vida
só depende mesmo é da gente.
O Céu da tarde vestido
de Topázio Imperial
para receber a noite
parece comigo buscando
escrever um poema
que se pareça conosco,
E por ambição profunda
de abrir os teus
sentidos e colocar todos
nos meus sentidos
dançando os mesmos
passos do destino,
Não é mais segredo
que você se parece
comigo e eu pareço contigo,
a a cada dia a gente se merece.
A percussão do sino
dos ventos de Ágata
ainda toca o coração,
O balanço do sino
lembra muitas vezes
a poesia existência
suspensa pelos fios
que nos sustentam,
nos unem, guiam
e fazem encontrar
a razão, o amor e o destino.
As pradarias no final
da tarde esplendem
com a cor de uma
reluzente Brasilianita,
Continuo intrépida
buscando pela poesia
que desperte o seu amor
e traga a sua companhia.
