Poema Arnaldo Jabor - Deus e Satanas

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⁠LXXXV

As revoadas de poemas
que vem desta cidade
para derrubar muralhas
alimentam a liberdade
onde quer que estejam.

Do estradão rumo
aos Caminhos do Frei Bruno
para muitos a paz sempre
acaba fazendo todo sentido.

Neste mundo que
ainda não se libertou
dos velhos hábitos da guerra:
O quê sempre se renova é
o amor que tenho por esta terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O amor foi moldado
por nós tal como o barro
nas mãos do Criador,
O amor conquistado
por nós é mais forte
do que titânio e mais suave
do que pétalas de papoula
florescendo a cada ano
trazendo paz e esplendor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O brilho fantasioso
do latão da vida
nós dois trocamos
pelo amor precioso,
eterno e verdadeiro,
Juntos elegemos ser
um coração inteiro;
E mais emaranhados
do que lã muito além
do que imaginamos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O mundo todo sabe
que se foram
cento e dezesseis,
Neste instante já
devem ter sido mais,
Por causa de gente
que despreza
a paz e a vida
sempre tanto faz:

(Não foram os primeiros
e nem serão os últimos);

Enquanto existir
quem busque
qualquer desculpa
no passado o cajado
para tergiversar
criminosamente
a realidade presente:

(Só sei que gente assim não é gente).

Nenhum crime serve
para justificar outro
diante de tanto
sangue derramado;
E a vida de gente inocente
sobrevivente continua
correndo perigo no vil jogo
daquele que mente
e de quem cala consente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sob a verdade, o céu e o sol,
O soldado que não foi
convidado se chama intruso;
O canto que resiste a tudo
se encontra em Mariupol:
Ontem, hoje e sempre grãos
de esperança e de girassol.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu amor se encontra
na Proa do Monte Roraima
onde as estrelas podem
ser facilmente contempladas,
As oito estrelas beijam
poeticamente o Esequibo
que inteiro as pertence
e o Sol nasce sempre
onde convergem os dois
quadrantes e o destino
do Hemisfério Celestial Sul
escritos pelo Teu desígnio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua raíz original por
arcos e flechas não será
por mim esquecida,
Entre o continente e a ilha
quem faz ponte é a poesia.

A tua Padroeira é Santa
e em ti sempre tenho
esperança por nossa gente
que com coragem resiste
e com fé na vida persiste.

Entre a lagoa e tuas praias
com o teu nome de Marechal
você me acolhe de um jeito
tal que só penso mesmo é
no teu amor sublime e perfeito.

Entre te amar ou te amar
a minha escolha é te amar,
Façam com dias sol ou chuva
ou noites com ou sem luar,
eu agradeço no teu peito morar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Parece mais um filme
o trançado de vime
do destino que nos uniu
no caminho de amor
sem sede de voltar atrás
que nem a cerâmica
do cotidiano o desfaz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com a sua maciez
de linho colocaste
nós dois no trilho,
Demonstraste que
o amor sempre faz
todo o real sentido;
Ele nos guia além
desígnios do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Atraídos pelo imã
potente do amor sincero,
perfumado como cedro
e mais forte do que ferro:
selamos o pacto perpétuo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Abelardo Luz

São dois os teus laços
originários na História
que serão honrados
na minha memória.

Foi Passo das Flores
e Velho Chapecó,
Não há como ali
se sentir na vida só,
E sem querer o melhor.

Todos se unem
na Querência Farroupilha,
no Poncho Verde
e no Lenço Branco,
Só de lembrar
o peito fica cantando.

Minha Abelardo Luz
que a tua gruta seduz
por detrás do véu
branco que abrigou
mais de cem soldados
da Revolução Federalista,
Eu te amo mais a cada dia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠⁠O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
Você sabe que isso
sempre será repetido,

O nascer do Sol
não há como capturar;

A Pátria não é minha,
é toda esta poesia
aqui posso decretar
o Estado de Manuel Piar:

O nascer do Sol
não há como reter,

Ainda é insistente
pouco a pouco
o roubo do Esequibo,
na Justiça hão
de responder escrevo
para ninguém se esquecer
que o sol não há como
ninguém prender:

O nascer do Sol
que nasce no Esequibo
é o mesmo em cada canto
deste continente esquecido,
e o quê há de raiar
para o General e cada preso político.

Porque o raiar da liberdade
ninguém há mais de segurar,
a vida tem que voltar para o seu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O General foi preso
no meio de uma
reunião pacífica
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
não consigo
parar de relembrar,...
Demorou
pelo menos
cinquenta dias para todo
mundo saber como
se vivo se encontrava,
notícias ninguém dava,
até agora não se sabe
quando ocorrerá
a audiência preliminar;
Desses dias não consigo
parar de lembrar
no meio desta pandemia,
ele está sem receber visita
e sequer estamos sabendo
se para ele estão
dando de fato comida,
como não estou para ver
com os meus olhos,
e não há notícia não
dá para não desconfiar,...
Gritando aos quatro ventos
por ele e para abrir
as cabeças deste continente
na noite escura que caiu
sobre todos pesadamente
junto com o fantasma da fome,
e contra esta vileza imperial
devemos união continental.
A única esperança
que resta à todos
é deixar a ideologia
para trás um dia
após a inesquecível saída
do Comandante Eterno
do Cárcere de Yare,
e simplesmente rezar
pelo Diálogo Nacional
que se avizinha
para o General e a tropa
o espírito da reconciliação
operar e a todos eles
dos cárceres libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desculpa, se os meus
poemas te roubaram
ou te roubam a paz,
Eles passaram
a ser onde os ouvidos
e as bocas
estão fechadas demais.
Numa hora como esta
só vejo um banquete
de ego e de vaidade,
Vamos nos dar
as mãos por mais
união e humanidade.
O diálogo nacional
se avizinha horas
antes do dia que
o Comandante - Eterno -
foi libertado
do cárcere de Yare.
Numa hora como
esta te peço
para deixar
as diferenças de lado
pelo General que
está preso há dois anos
injustamente,
E por todo um
povo que precisa
ser libertado
independentemente
do lado escolhido,
Todos devem se unir
em nome e se permitir
um novo destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nos carinhos de seda
decidimos preservar
no ônix a intimidade,
Para cada dia mais
vivenciar a liberdade
do mais lindo amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Agronômica

Da Agronômica romântica
recordo que da pastagem
que os ancestrais levavam
os animais se fez a primícia
da História e do nome.

Da Agronômica romântica
pelos imigrantes erguida
do pasto, da lavoura e da fábrica
é de Nossa Senhora de Caravaggio
a terra abençoada e escolhida.

Da Agronômica romântica
onde foram os destinos
de Rodeio e de Rio dos Cedros
entrecruzados e escritos
nas estrelas estão meus versos.

Da Agronômica romântica
erguida o meu coração
se transforma em poesia
de gaita melodiosa do cair
da noite até o raiar do novo dia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Água Doce

⁠A energia dos ventos
dos Campos de Palmas
me levam por um instante
a bravura da tua memória
inscrita no vale verdejante.

De Entradas e Bandeiras
e dos teus heróis anônimos
da Guerra do Contestado,
À Água doce eu devoto
mais de um poema apaixonado.

Do dia que se ergue
e da noite que se eleva
deste Meio Oeste a gentileza
da tua amável gente
o coração jamais se esquece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bocaina do Sul

Tu sempre será o meu
Rio Bonito de ensinamentos,
do teu povo amigo orgulho
não nego que tenho, louvo
e poemas eu à todos dedico.

Nos Aparados de Piurras
reabro o livro da tua vida,
das origens carijó e jê,
Bocaina do Sul, ternuras
mil devoto todas à você.

Na Cachoeira Morro das Pacas
releio todas as páginas
de crescimento que te fizeram
na vida uma cidade erguer,
Bocaina do Sul és alegria de viver.

Nas cachoeiras e no Rio
na localidade de Campinas
agradeço a sua existência linda,
Bocaina do Sul, minha querida,
filha da Bela e Santa Catarina.

Na Pedra da Boca eu marquei
um encontro escondido com
você porque és tudo que amei,
amo e sempre na vida amarei:
Bocaina do Sul em ti me amarrei.

Nas tuas grutas e no teu memorial
de devoção rezo por mim,
por ti e por tudo que és,
Bocaina do Sul, minha amada,
não há ninguém que não se renda
aos teus pés diante de tanta beleza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Verei teu sorriso doce

como caldo de cana,

Os ventos do Oeste

me levarão para este

coração que me ama.



Serei a tua prenda

amada rodopiando

no Passo dos Tropeiros,

Bom Jesus, meu querido,

adoro o teu povo amigo!



Irei em dia de feijoada

encontrar contigo

e com os nossos amigos,

Temos orgulho da História

feita da glória do campo

que ergueu a cidade que amo.



Bom Jesus, minha cidade fiel,

foste rota de muitos fiéis

que rezavam e sonhavam

o melhor para o Brasil,

Hoje continua a luta na vida

e faz festa ao Padroeiro gentil.



Herdeiros do Contestado

não negamos o passado,

Por isso somos unidos

num só coração apaixonado,

E sob a bênção mística

do Monge João Maria.



Bom Jesus da minha alegria,

por você sempre cruzarei

mares, céus e estradas

em busca desta cidade

generosa cheia de energia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

José Boiteux

⁠Minha amada José Boiteux,
esta poesia é feita da tua
gente kaingang, guarani
xokleng e germânica,
E vem se erguendo
como plantação de fumo
nas tuas folhas,
florescendo na primavera
e balançando sinfônica
como árvores nas matas.

Nas tuas cachoeiras
conheço o meu rumo,
Cidade linda onde
o meu coração tem prumo
e por ti muitas histórias
da tua gente brasileira
com toda a paixão
e gentileza hei de escrever.

Extraordinária José Boiteux
no vai e vem das estradas,
não nego para que minh'alma
por ti vive encantada,
Em ti tenho o meu enleio
e o meu doce sossego;
Vivo por ti construindo
os meus planos que só aqui
seguirei vivendo com
o meu coração cantando por ti.

Inserida por anna_flavia_schmitt