Poema ao Professor Aposentado
Dos giros ferozes
deHiʻiakaeNamaka
o meu pensamento
está em vigília
neste nó cego que
ninguém tão cedo desata.
Nos nossos destinos
quero acreditar que
serão bem-sucedidos.
Hei de ver você chegar
com o brilho do teu
carro haumea
em noite de Lua nívea.
Nos nossos caminhos
quero acreditar que
não haverão mais espinhos.
Hei de atravessar
a trilha decorada
pelas helicônias
para te abraçar
bem forte quando você chegar.
A tempestade vai passar...
Plantar mais de um
Acropora Turaki
na sua companhia,
Há de vir acontecer
conosco um dia,
É certeza oceânica
embalada com amor
coroada com poesia
e renovada todo o dia.
Acroporas rudis se espandem
como estrelas para receber
os teus olhos que flertam
e encantam sem querer,
O amor profundo entre
nós era previsível acontecer,
Do mundo não conseguimos
mais evitar e esconder,
Tudo em nós publicamente
acontece e está a se expandir.
Poesia Alexandrina
Capturar inspirações
nas estrelas para escrever
a Poesia Alexandrina
que me leve a atrever
a ser inesquecível
na sua vida de um jeito
que você não imagina,
e com insuperável magia
que ninguém há de deter.
O último dia do ano
O último dia do ano é para você
deixar para trás tudo aquilo
que não foi tão bom assim
ou aquilo que não irá satisfazer mais,
Porque eu sei que se você quer,
você sempre pode viver em paz
e ninguém é capaz de te puxar para
trás.
Mais de uma Vilanela para Rodeio
Mais de uma Vilanela
para exaltar a nossa terra,
Rodeio, Rodeio, Rodeio,
meu sublime amor perfeito,
Você flechou com
a sua beleza o meu peito.
Limerique para quem debocha
de Rodeio
Você que debocha de Rodeio,
o faz para fugir de si mesmo,
Um Limerique é muito pouco
para mandar você se olhar
no espelho e ver o desgosto
que é olhar para você mesmo,
Cuidar da sua própria vida
faz parte e não tem nenhum
segredo até mesmo em Marte
A Moqueca Baiana leva pimentão, leite de côco e azeite de dendê,
Não existe quem não se apaixone,
vou fazer uma para o seu deleite.
Sob a Lua Quarto Crescente
o cemitério da cidade,
a inspiração, o quê é etéreo
e perene na imensidade,
Contando bem-me-quer
e mal-me-quer com os lírios
estelares do hemisfério,
Girando o carrossel das emoções,
o caleidoscópio das sensações
e no ensaio do galope das estações.
Rodeio estava em festa
Enquanto a minha cidade
de Rodeio estava em festa,
Eu estava ouvindo a música
entrando pela janela,
E de noite estrelas no salão
celestial da noite dançavam
Jardins surgiam desabrochando
dentro de mim enquanto
escrevia um poema de amor
sem fim por este lugar
onde a tranquilidade elegeu morar.
Boleadeiras
Começa a tocar o acordeão
a canção gaúcha esquecida,
As boleadeiras giram no ar,
as esporas tocam o chão,
a gauchada eleva o refrão,
o meu campeiro coração
dança com toda a vibração
e assim todos honram a tradição.
No horizonte vejo
o tempo fechado
e a chuva molhando
as Perobas-Rosas,
E como a Poetisa
de preces amorosas
vou entregando
o meu coração-poema
mesmo que você não veja.
Nascemos um para o outro,
entre nós existe uma
corrente real sem fim que nos
une ao mistério tal qual
o tesouro no fundo do rio
que ouvem o ruído
de uma lendária corrente,
Quem tentar nos alcançar
para o amor furtar
nunca será bem sucedido:
O Verão está próximo.
Buscando ler o futuro
nosso nas estrelas,
descobrir nada novo
sob a luz da Lua Nova,
sei que ainda há muito
nesta vida por fazer,
não deixando esquecer
quem pela consciência
correu o risco de deixar
nesta terra se prender.
O quê tem me levado
todo dia para você
talvez nem o Zodíaco
saiba explicar,
o antigo disco de vinil
coloquei baixinho
aqui na sala para tocar.
Correndo na estrada
rumo ao desconhecido,
mergulho no espelho
e o teu coração não
conhece mais perigo;
o ritmo do teu peito
Messier 77 que me tira
a distância para dançar,
doce oceano de amor,
és meu inequívoco lugar.
O quê é tarde
demais é
de verdade,
mesmo que
você nele
não acredite,
e o peito
não se dobre;
a conta com
Mariana não
foi saldada,
mas também
não foi olvidada.
A conta não
é pequena
tal qual a
mediocridade
do evento que
a tragédia
provocou,
nós não
sabemos
a proporção
do desastre
humano:
só se tem
notícias que
somos 200
brasileiros que
desaparecemos,
e no esquecimento
nós caíremos.
É sem sentido
seguir desse
jeito para ocultar
o quê não é mais
segredo para
o mundo inteiro
há muito tempo:
que o Brasil
não preserva
a Natureza,
todo mundo sabe;
e sempre seguiu
atirando da janela
a sua riqueza
não se importando
que se acabe,
e nem prevendo
quanto mais gente
se mate ou se
no futuro desmate.
O ponto nômade
que nos une
está escrito
pelos céus muito
acima da
nossa vontade
de nos encontrar,
ele tem nome
e responde por destino.
No mundo onde povos
usam as dores
de outros e as próprias
para forjar poder
as custas de outros povos,
Opto em ser o vento
que anuncia a tempestade
que arrasta as areias
do deserto da consciência,
Porque sou a persistência
de passos nômades
que não temem escuridão.
Não declino da rebeldia
diária às àlgidas horas,
as noites de agonia
e aos dias agridoces;
Te ter em poesia
salva a verve em linhas,
Não abrirei a mão
da jura da espera infinita.
Na vida onde muitos
passam sob os limites
dos outros para mimar
o ego em noite de Lua Nova,
O Universo em viração
tem dado constante prova,
E só não tem visto quem
quer viver de pura ilusão.
Eu como aquela que provoca
porque da intocável rosa
eis-me espinho de titânio,
do violino a corda
e da música a melodia
que nem mesmo o tempo
será capaz da memória apagar.
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