Poema de Amor e Saudade
Dogartzi,
Quando a saudade perguntar por mim, diga que estou aí, dentro de ti. Sempre contigo, ainda que distante.
Mesmo depois de tudo, a saudade e a certeza de que nunca mais vou ter alguém como você me faz te querer aqui de volta, pro resto da minha vida.
Saudade é um pouco de arrependimento e autoacusação. É presença de quem se faz ausente, é vazio que se preenche com lembranças. Saudade é a idealização do que vivemos ou do que poderíamos ter vivido, é apego ao que se foi. Sentir saudade é ter imagens monocromáticas na cabeça, é ouvir gargalhadas em silêncio ou sentir o aroma de perfumes que não pairam no ar. Sentir saudade é admirar - sozinho - um pôr do sol acinzentado, e dar a ele tons de alegria. Saudade é puro desatino, é contentar-se com o que restou - você.
O problema de estar solteiro por muito tempo é não saber mais o que é saudade. Triste, né? Mas pelo menos meu coração tá zerado, pronto pra mulher certa.
Se um dia eu encotrasse um sinonimo pra palavra saudade, todos acabam sendo vagos demais, nem sempre sentir a falta de alguem é motivo de tristeza. Existem momentos que é bom lembrar dessa pessoa e ver o quanto ela foi importante, mas há momentos que a saudade é a verdadeira tortura. Tortura que ameniza com as lembranças, ou com as lagrimas. Há tempos que a saudade não doi tanto, como um dia doeu, ela agora é uma brisa que te toca e te faz sorrir, ou chorar. E quando a saudade decidi apertar, só as lagrimas causadas por ela, é capaz de libertar. A saudade é simplismente o que há de bom e ruim em um só sentimento. A pior morte ela pode causar, a morte interior e a melhor a vida ela pode gerar, a vida de esperanças e vontade de fazer essa pessoa amada sentir orgulho de você mesmo longe. Mas ninguem nasce com esse sentimento, e só quem um dia sentiu ou sente vai compreender o que eu escrevi.
No horizonte sem fim
Provei o sabor da saudade E dentro de tua imagem refletia meus sonhos Do começo do um tudo em mim Em busca de compreensão encontrei a desilusão Veio a dor trazendo o amargo se sabor de um triste olhar vazio perdido no horizonte sem fim O coração gritava no silêncio sem encontrar o motivo A razão falava em forma de canção Trazendo música ao coração… As lágrimas da saudade atormentavam os segundos. E sem querer brotava da alma as lembranças de sonhos não vividos Vem a chuva e leva parte da alma em mim Em respeito ao destino saboreio o primeiro passo de uma criança amedrontada.
Solidão
Em cada canto da solidão os olhos lacrimejam o véu da luz Preenchendo o espaço da saudade em orações os lábios cansandos. Entre lágrimas e angústia peço em prece o renovar de uma nova vida Observo os passos dado do destino olho no tempo e percebo que falta pouco, que já não há tempo para esperar, ergo meu olhar para o monte e relembro quando tu fostes entregues aos cães. Contemplei a humildade de teu olhar, quando em seu rosto corria o sangue da vida, meus olhos viram quando em tua boca depositaram feu, em vez de um cálice de água. Hoje vem a solidão e o mundo continua a entregar para os cães a oportunidade de vencer. Jogam fora o pão da vida e deixam escorrer nas faces desnudas e desfalecidas o sangue sagrado deste povo cansado. E em cada passo dado, crucificam o perdão e rejeitam o amor, expulsam a luz e se distanciam cada vez mais do propósito da jornada terrena. Abram os olhos e vejam passar em sua direção a resposta das encruzilhadas impostas pelo destino
Eu já aceitei teus silêncios e até estou me acostumando. No começo, toda essa saudade parecia ser uma arma de autodestruição, pronta para me reduzir a migalhas. Mas veja bem, não me espere ver deitado com a cara nos trilhos, as notas e os rabiscos que eu deixei afirmavam claramente que quem estava descarrilhando era você.
Cada um é seu universo particular. Na sua maneira de amar, sofrer, sentir saudade: no silêncio que machuca ou no grito que ameniza a dor. Cada um tem sua história, sua fortaleza, medos e suas fraquezas. Não subestime a dor do outro.
A saudade me chamou pra fazer morada no teu coração. Eu, boa inquilina, te recebo todos os dias, com carinho e café quentinho...
Quando sentimos saudade de alguém, muita saudade, também sentimos falta de uma parte nossa que somente essa pessoa toca.
A saudade é o combustível para conseguirmos andar no caminho certo, é relembrar tudo de bom que já vivemos e guardar nos nossos corações aquilo que nos faz bem, que nos ajuda a continuar nesse mundo.
Eu senti saudade, sabe? Eu não admiti isso para ninguém, e não queria estar admitindo para mim mesma. Acho que não adianta tentar encobrir a realidade com palavras bonitas, a verdade é que eu senti saudade mesmo.
Essa saudade me perturba. Me destrói por dentro, por fora. Me corrói e acaba com toda a vida em mim. Não, não é drama. Esse sorriso no rosto não é verdadeiro. Essas risadas não são verdadeiras. São disfarces. É só pra deixar o mundo pensar que eu estou bem, feliz, mas não estou. Pelo contrário, há uma série de motivos pra chorar. Pra desistir de tudo. Mas eu continuo sorrindo. Talvez por costume, talvez por preguiça de me expressar, talvez por medo de não ser compreendida. Ah, a chave de tudo: medo. Medo do que vão pensar, medo de ser rejeitada, medo das pessoas que não se importam. Medo, medo e mais medo. Eu tenho medo de ter medo. Incoerente? Sim, muito. Mas é o que eu sinto agora.
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