Podia ser Pior
Quem não se
reconhece como
alma de gaivota,
não chega perto
nem de ser
como uma pedra,
porque neste
mundo não
há quem não
seja imigrante.
Rejeitar entender
o quê se passa
com Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num exaustivo
e asfixiante sufoco
que por astúcia
dos radicais
vem atingindo até
os entes queridos,
é o mesmo que
não amar e rejeitar
deixar a vida viver.
Nem de gente
pode ser chamada,
quem assim
não se enxerga,
não aprecia o som
do Rio Arauca,
não se comove
com o Rio Orinoco
e nem dança
com os pássaros
e a sua orquestra.
Quem dera ser
a pluma e a tinta
para colaborar
que seja escrita
a nova história
e comover o quê
há de mais terno
em cada pessoa,...
De alma
aberta,
coração sereno,
sigo brindando
com aquilo que
iremos não mais
deixar ir adiante
para não olhar
aquilo que não
nos trouxe paz;
Ando cumprindo
pena de prisão
junto com um
General inocente,
uma tropa anônima
e minhas aflições,
Poesias e canções
à uma Pátria que
não é minha
e ao continente,...
Na fé
que tenham
um futuro melhor
e diferente
pelas mãos
dos homens
de boa vontade
e do General
de olhos
tão inabaláveis
e de azeviche
conclamantes
que se aumente:
A camaradagem,
a responsabilidade
a manutenção
da indivisibilidade
pelo fim do bloqueio
e restauração
da normalidade
desestabilizada
pela ambição
insólita daqueles
que buscaram
fazer o jogo imperial
porque são
gente que rejeitam
a uma vida normal.
Essa cultura de prisão
por qualquer motivo
é preciso ser vencida,
Não é civilizado
prender por
falso positivo,
Não se sabe o quê foi
feito do Tupamaro,
Dizem que ele
foi sequestrado,
dá para perceber
o mau hábito repetido.
Não quero fazer
ninguém ofendido,
Mas desde a prisão
injusta sofrida pelo General,
Não houve nenhum
avanço e fatos vem
tragicamente se repetido;
Neste momento não
sei se deixaram
ele receber a Bíblia,
cadernos e livros.
Espero que já tenham
liberado a senhora
camponesa e o menino
presos em Guarico,
Que essa história
não mais se repita,
Pois com os mais frágeis
é preciso ter paciência,
E não levar qualquer coisa
até a última consequência.
O amor semeado
nas nossas vidas
chegou para ser
regado e cuidado
como uma roseira
perfumada e bela,
E com todo o zelo
para retirarmos sem
medo e com carinho
os espinhos que
aparecerem nela.
Por ser a minha
voz a menor
de todas,
Posso falar
talvez mais,
passar sem
ser notada
ou ter a sorte
de ser escutada,
O importante é
não ficar calada.
Não se sabe o quê
foi feito do General
em #FuerteTiuna,
Só se sabe que
disseram que ali
ele se encontra em
#GREVEDEFOME
e não há nada
que me conforme.
Num país onde
se fala de paz,
Mas a justiça
está foragida,
Não se sabe
quando vão
soltar os policiais
E não se ouve
mais o som
da clarinetista.
Para que tu não
te esqueças
que nos sótãos
do Inferno
de cinco letras,
Todos os dias
são noites,
Ninguém sabe
e ninguém viu:
desapareceram
com quatro
militares e um civil.
Não pode ser uma boa pessoa quem defende a morte de um povo em detrimento dos seus interesses. Quero distância de gente assim.
Os frutos do nosso amor
amadureceram envoltos
da casca grossa do cotidiano,
Ser fortes era o nosso plano
para superar os desafios
da vida e tal qual uma
nogueira frondosa hoje
celebramos cada um
dos frutos que do amor
colhemos e conquistamos.
Toda a comunicação deve ser feita com tranquilidade e com segurança emocional para se obter o êxito de transmitir a sua mensagem com clareza, e no mesmo sentido escutar, observar e ler assim devem ser feitos.
Escutar, observar e ler são as urgências da convivência humana nos dias de hoje.
Escutar e observar também são formas de 'leitura", e a leitura
também é uma forma de 'escuta e de observação' nesta era de audiolivros e poeticamente podemos dizer que as pessoas são livros e também músicas diferentes nesta Humanidade.
Escutar, observar e ler devem ser feitos sob a regência do nosso silêncio interior e com a disposição de fazê-los com boa vontade.
Quando não há espaço para falar pacificamente, observar com calma e ler com concentração é melhor esperar a oportunidade ou mesmo silenciar-se para a ansiedade não tomar conta e não distorcer as informações e as intenções.
Aprender a escutar para entender melhor a mensagem e até aquilo que não se diz enquanto se fala é preciso para não criar interpretações frágeis.
Enquanto um fala o outro deve escutar sem interrupção e esperar a sua vez de falar ou mesmo encontrar a oportunidade para pedir a sua vez de falar sem a necessidade de impôr o seu ponto de vista e sem precisar elevar o tom de voz.
Observar com serenidade para interpretar melhor os fatos, porque os fatos podem se perder quando não sabemos observar e a nossa narrativa pode se fragilizar.
Ler com tranquilidade e buscar conhecimento para entender o significado das palavras e observar a mensagem nas 'entrelinhas' do texto
para buscar o entendimento preciso e a interpretação fiel da mensagem.
Quem não consegue escutar, ler e observar, não consegue interpretar, se entender, se comunicar e conviver.
Não precisa ser Quaresma
para o Cavalo Invisível surgir,
Fazendo você ouvir
e sentir de outra maneira,
Ele faz da sua consciência
a casa para continuar
a galopar sem parar
e suas ideias inquietar;
Quem vive para desacreditar,
para assombrar e para caçoar,
Sem esforço sobrenatural
acaba assombrado
pelo próprio galope,
Pode ter certeza e esperar.
Sem dar tempo para pensar
você me elegeu no meio
desta Taieira para eu ser a sua
Rainha e você ser o meu Rei,
E eu que pensava que se tratava
apenas de uma brincadeirinha,
As chefes dos cordões das bailarinas
ficaram emocionadas,
Elas já sabiam o quê eu nunca
imaginava que muito além
desta dança você havia escolhido
para fazer parte do teu destino
como a sua mulher amada.
Do envelhecimento só tenho dois medos: medo de perder a vontade de aprender e medo de deixar de ser interessante para mim mesma.
No mais, cada segundo de vida conquistado pede gratidão e celebração mesmo de forma silenciosa.
O meu nome há de ser a sua
música favorita quando menos esperar vai se pegar cantando
porque sei que o seu coração
está todos os dias embalando.
Entre Enfeitados e Mascarados
dançando com o Boi Calemba,
Sou eu a dama deste folguedo
vestida com este gentil poema.
Quando este folguedo for findado
a Lua estiver bem posta,
e sem precisar de aposta:
não me negue a serenata
amorosa de cavalheiro apaixonado.
Ao menor sinal teu
fico toda arrepiada
só de imaginar ser
por ti esquentada
como a mulher
escolhida para fazer
parte da tua vida,
Quando este dia
chegar será tão
animado que nossos
peitos fortes soarão,
e confundidos serão
com os Cabaçais do Cariri.
Você foi transformado por mim
em Poemário Nacional
sem a expectativa de que
tu haverá de ser meu no final.
Porque algo me diz que você
é o próprio Boto-Cor-de-Rosa
que brinca com as moças
durante a festa e depois
sempre acaba voltando para o rio.
A última coisa que quero é
me preocupar se um dia você
volta porque obrigar alguém
a amar na vida não compensa.
Perto da beira do Rio sou o Pau-Rosa
que não tem espinhos que fico
muda e quieta a espera de que você
perceba que eu sempre ali estive enquanto passava como um cometa.
Meu bonito Boto-Cor-de-Rosa
conforme a lenda com o rosto encoberto e Poemário Nacional
feito por mim para que se renda
e na vida tenha uma mulher-poema.
A juventude
de idade sempre
é o lado mais
fraco da corda
por ser o lado
mais forte
que pode
forjara mudança.
Não se deve
ajoelhar para
quem quer
destruir a esperança.
A juventude
da alma deve
ser cultivada,
para resgatar
a que está
quebrantada,
e por ser a única
que força política
alguma não
tem condições
de represar.
Não se deve
parar de pedir
a liberdade
a quem se deve
o direito de restituir.
Entre ser
influente
e ser decente:
escolhi ser
decente para
a verdade na
sua cara falar,
você que fez
mau uso da
imunidade
parlamentar.
Certo tipo de
gente que tem
o dever de ser
tolerante com
a voz das
catacumbas
que mora
nos corações
de quem é
perseguido,
aprendendo
a escutar
como religião
o eco do
desabafo do
povo sofrido
da Nação,
e com ele
deve ser
paciente
o suficiente
até a ferida
cicatrizar.
Seja coerente,
ensine os seus
a se segurar,
e não por
qualquer
coisinha se
melindrar,
e se intrometer
a censurar;
preste atenção
e aprenda a ter
discernimento:
a primavera
fascista é uma
canção resposta
as palavras
que provocaram
quem já sente
demais na carne
todo o dia o quê
é sofrimento.
Se pudesse
ser o bálsamo
da Mãe que
chora pelo
heróico filho,
da amada
que sofre
calada e das
filhas que
sentem falta
assim eu seria,
mas como
não posso:
deixo esse
e outros
capítulos
registrados
em forma
de epopeia
revisitada
em tempos
extremos
e de plena
vigilância.
Triste é a
história do
General,
e descontente
o tom sepulcral
que exigem
que a gente
pare de gritar
para o mundo
que ele é
inocente.
Faz sete meses
e mais um
dia na roda
gigante da
tirania
que realiza
revistas
surpresas
para ver se
não houve fuga,
e envia
forçosamente
para o exílio
quem discorda
da Ditadura.
Chega um momento
que tudo o quê foi dito
a quem merece ouvir
não precisa ser repetido,
é melhor deixar o tempo
se encarregar de fazer
o papel de educar,
para que gente assim
não se sinta empoderada
para fazer ainda mais mal;
e a dor existencial
de ser ela própria não
castigar ainda mais
a quem não merece.
O anjo nas finas linhas
do destino ao povo assim
escreveu: "Não
esqueçamos
dos presos de consciência,
Não existem presos
de consciência de primeira
ou de segunda.
Todos sofrem o rigor
de pagar com a sua
liberdade de discordar
por suas idéias,
frente ao status quo;
quem não compreende
vai contra a história,
sobram os exemplos.
Lutemos pela LIBERDADE.".
Por saber que anjos
existem continuo a escrever os meus
poemas para lembrar que
as mil prisões políticas ainda
nesse século ao tempo resistem.
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