Pior
O pior do Autismo Leve são as consequências da falta de leitura/entendimento nas entrelinhas, onde permeia a maldade alheia.
Por ele ser limítrofe, não aparente, faz as pessoas os reduzirem a pouco inteligência.
Difícil é encontrar quem te abraça no seu pior momento e decide ficar porque vê uma beleza na bagunça que você é, é escolher sua pior versão e ainda assim o brilho no olhar permanecer o mesmo.
_ Enzo Ruchell_
Existe pessoa pior de lidar do que aquela
ignorante
(no sentido de não querer saber ou aceitar um fato tal como é),
prepotente, arrogante
e, para completar e enriquecer
as “qualidades cognitivas e sociais”,
vulgar e agressiva em suas externações verbais?!!...
E, lamentavelmente, no nosso Brasil
(e não somente),
temos um número notável
de indivíduos com essas
“riquezas” de caráter e comportamento...
Mesmo com toda a riqueza de informação à disposição,
vejo muitos desinformados...
Mesmo com excelentes formaturas,
vejo muitos mal formados...
Por que será, hein?!!..
✍©️@MiriamDaCosta
Acreditar no que é falso
ou desacreditar do que é verdadeiro?
Ou (melhor ou pior ainda)
desconfiar de tudo
e não levar fé em nada?
Eis a questão em tempos modernos,
onde é fácil a manipulação e criação
de imagens, vídeos, expressões faciais
e voz com a ajuda da IA.
O paradoxo nosso de cada dia está servido!
Não é apenas o risco da mentira,
é o risco da erosão da confiança.
Quando tudo pode ser fabricado com ajuda de IA, surge um fenômeno perigoso que estudiosos chamam de dividendo do mentiroso: mesmo diante de provas reais, alguém pode dizer “é IA!” , e pronto, instala-se a dúvida.
O perigo maior talvez não seja acreditar no falso e nem desacreditar do verdadeiro,
é desistir da busca pela verdade.
Porque quando desconfiamos de tudo
e não levamos fé em nada, nasce o cinismo.
E o cinismo é terreno fértil para qualquer tipo de manipulação.
Se confio demais, sou ingênua.
Se desconfio demais, me isolo.
Se não confio em nada, me anestesio.
Acreditar ou não acreditar?
Eis a questão!
Confiar, uma opção.
Desconfiar, a solução.
✍©️@MiriamDaCosta
O pior das pessoas é visto na Arrogância, soberba, prepotência e principalmente na falta de bondade e Amor verdadeiro
Sem nenhum exagero por hora,
gostaria de não ter visto,
o pior capítulo que vi na vida,
Qualquer minúscula mercadoria
do Tehran Grand Bazar
tem infinitamente mais valia,
do que qualquer umazinha
que se preste a serventia,
em nome dos pecados capitais
para ceifar vidas como ninguém
importasse nenhum pouco mais.
Uma minúscula mercadoria
mesmo sob ruínas e destroços
dos corredores que foram
pelas bombas explodidos,
tem o seu valor mantido,
porque nela estão contidos
os valores que jamais
se tombam nem às armas,
diferentemente de umas e outras
que se renderam à morte,
e ao absurdo vulgar nas praças.
Falo das deslumbradas,
que servis capturadas
tiraram os véus, fotografaram
a nudez, o caráter e a insensatez,
e sem nenhum pudor dançaram
para se expor diante dos olhos
de todos nós os próprios corpos
empunhando a bandeira nacional;
Tudo em nome de uma liberdade
que custasse o que custasse
o preço da vida do seu povo,
a história e a memória
para servir ao escuso jogo.
In Memoriam às meninas de Minab.
Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.
A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.
Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.
Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.
Mantenha-se alerta!
O pensamento forte
é pior que o vodu;
Deus é grande,
ninguém o derrubará,
nem por um instante.
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.
Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.
O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.
Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.
Ser o último a saber não é azar, é consequência.
Não da falta de informação, mas da falta de presença.
Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.
A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.
E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.
Pior que
Alugar
a própria cabeça,
só fingir recusar o Aluguel.
Há quem diga que não se importa com as opiniões dos outros.
Que vive conforme a própria consciência, sem depender de aplausos ou críticas.
Mas basta um olhar atravessado, um comentário mal colocado ou a ausência de reconhecimento para que o humor mude, e as certezas vacilem.
Talvez o problema não seja só alugar a própria cabeça.
O pior é acreditar que ela nunca esteve ocupada.
Vivemos cercados por expectativas.
Da família, dos amigos, do trabalho, da sociedade…
Algumas são inevitáveis e até necessárias.
O perigo começa quando deixamos que essas vozes decidam quem somos, o que sentimos e até o valor que damos à nossa existência.
Fingir independência emocional é uma armadura muito bonita por fora, mas demasiadamente pesada por dentro.
Quem nega toda influência externa corre o risco de nunca perceber as correntes invisíveis que o prendem.
Somos — inevitavelmente — um pouquinho de tudo que consumimos.
A verdadeira liberdade não nasce da ilusão de que ninguém nos afeta, mas da consciência de escolher quais vozes merecem espaço em nós.
Alugar a própria cabeça é entregar as chaves dos próprios pensamentos.
Fingir que nunca as entregou é perder a chance de recuperá-las.
No fim, maturidade talvez seja isso: reconhecer que todos somos influenciados, mas que nem toda influência precisa se tornar inquilina.
Algumas opiniões podem até bater à porta, entrar para um café e ir embora.
Outras jamais deveriam receber uma cópia da chave.
Porque a paz não está em convencer o mundo de que somos inabaláveis.
Está em aprender, dia após dia, a morar novamente em nós mesmos.
A polarização conseguiu expor o que há de pior no Comportamento Desumano: a Hipócrita Ferida Aberta.
Nela, o Sujo nem se constrange em falar do Mal Lavado, e ambos alisam suas próprias mazelas.
Quando as convicções deixam de ser pontes e passam a ser trincheiras, o debate se transforma em Espetáculo Moral.
Cada lado passa a enxergar no outro não um Adversário de Ideias, mas um Inimigo de Existência.
E, nesse cenário, a coerência deixa de ser virtude — torna-se obstáculo.
A hipocrisia prospera justamente aí: no terreno onde a crítica é seletiva e a indignação quase sempre tem dono.
O erro do outro é prova definitiva de sua perversidade; o próprio erro, quando aparece, vira detalhe, contexto, exceção ou silêncio.
Assim, as consciências vão sendo anestesiadas pelo conforto de pertencer a um lado.
O curioso é que, quanto mais se denuncia a sujeira alheia, mais se normaliza a própria lama.
A acusação vira perfume moral: quem acusa se sente automaticamente absolvido.
E, pouco a pouco, já não importa mais a verdade do que se diz, mas apenas a utilidade do que se aponta.
Talvez seja por isso que a polarização produza tantos juízes e tão poucos examinadores de si mesmos.
É mais fácil carregar a lanterna para iluminar o rosto do outro do que suportar a claridade sobre o próprio.
No fim, o que se vê não é uma disputa entre virtudes, mas um espelho quebrado onde cada lado enxerga apenas os estilhaços que lhe convêm.
E enquanto todos se ocupam em provar quem está mais limpo, a hipocrisia — essa velha senhora muito bem adaptada — continua reinando tranquila, vestida com as cores de todos os lados.
