Pessoas Sérias

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A mídia faz as pessoas acreditarem que precisam comprar objetos para ser feliz, e elas não entendem que felicidade são sensações, e sensações você já tem; não precisa comprar para ter.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Fingir ser algo para agradar pessoas só vai fazer essas pessoas gostar do seu fingimento e não de você.

Ninguém muda ninguém.
Ninguém ensina ninguém.

As pessoas mudam quando querem, ou até mesmo quando não querem.
Elas aprendem quando estão dispostas, ou quando a vida as força a isso.
E vivem da forma como escolhem, ou às vezes como não escolhem.

A única pessoa que eu sou capaz de mudar, sou eu mesmo.
A única pessoa que eu devo ensinar, é a mim mesmo.
A única pessoa de quem eu realmente aprendo, sou eu mesmo.

Porque eu penso com a minha própria cabeça;
Sinto com o meu próprio peito;
Vejo com os meus próprios olhos;
Ouço com os meus próprios ouvidos;
Respiro com o meu próprio fôlego;
E vivo dentro de mim mesmo.

Acreditar que eu mudo ou ensino alguém é uma ilusão, um equívoco, uma pretensão alimentada pelo ego.

A única verdade é que a única pessoa que eu posso mudar no mundo sou eu.
O que eu faço por mim pode, sim, inspirar ou servir de algo para outra pessoa, mas isso não significa que fui eu quem a mudou. A mudança dela foi uma escolha dela, uma decisão própria de enxergar em mim algo que foi útil para ela.

Nós apenas colhemos o que encontramos no outro. Mas isso não quer dizer que o outro nos esteja ensinando ou nos mudando. O que colhemos é aquilo que nós mesmos escolhemos absorver. Ou seja, a mudança vem de dentro de nós, quando decidimos, de fato, mudar.

Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

As pessoas só se interessam por você se você tem algo a oferecer; as pessoas só gostam de você quando você não tem nada a oferecer.

As pessoas têm o direito de te prejudicar, assim como você tem o direito de se afastar.

FINJA!

Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!

Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...

Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!

Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.

Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!

Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.

Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.

Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!

As pessoas não são obrigadas a viver por você.
As pessoas não são obrigadas a te amar.
As pessoas não são obrigadas a te dar atenção.
As pessoas não são obrigadas a gostar de você.
As pessoas não são obrigadas a te ajudar.
As pessoas não são obrigadas a te reconhecer.
As pessoas não são obrigadas a fazer o que você quer.

Mas você pode viver por quem quiser.
Amar quem quiser.
Dar atenção pra quem quiser.
Gostar de quem quiser.
Ajudar quem quiser.
Reconhecer quem quiser.
Fazer o que quiser.

O que você dá ao mundo não vem com garantia de retorno, mas ainda assim, é sua escolha.

As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.

Enquanto a maioria das pessoas não gosta de pessoas orgulhosas, eu gosto, pois pessoas orgulhosas ficam no orgulho e não enchem mais o saco.

As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.

Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.

Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...

Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...

Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.

A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.

A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.

Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.

Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.

E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.

Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.

O sentimento sente o que de fato é.

As relações entre as pessoas podem acontecer de três formas:

1 - Amor é cuidado, respeito, carinho, ajuda e companhia. No amor, as duas pessoas se sentem bem juntas, se ajudam e podem ser elas mesmas sem medo.

2 - Posse é querer mandar, controlar, cobrar e prender a outra pessoa. Quem age assim quer que o outro faça tudo do seu jeito. Isso faz mal e acaba com a liberdade da pessoa.

3 - Frieza é falta de cuidado, falta de atenção e falta de interesse. Quando existe frieza, a pessoa já não se importa mais com a outra e a relação fica vazia.

Você precisa entender a diferença entre essas três formas e escolher qual quer ter na sua vida.

Quem tenta mudar as pessoas, o mundo, tudo, geralmente sofre,

porque está tentando mudar algo que já muda o tempo todo por si só, permanentemente.

A única pessoa, o único mundo, o único ser que pode ser mudado da maneira que quiser, no momento que quiser, é apenas a si mesmo.

Quando você sabe de uma desgraça que acontece na sua sociedade e não alerta as pessoas sobre esse acontecimento, está colaborando indiretamente para que essa desgraça continue acontecendo com os outros.

As pessoas mais agressivas são as que mais têm medo de afeto.

Escolho as pessoas pelos defeitos, não pelas qualidades, pois se gosto dos defeitos, então gosto da pessoa.

Ninguém nasce com manual escrito "Eu sou assim"; as pessoas demonstram o que são nas intenções e atitudes do dia a dia.

O problema não é as pessoas, nem o que te rodeia, mas a importância que você dá a tudo isso.