Pessoas que Jamais Serao Esquecidas
“30 de junho de 2013. Dezenove heróis viraram cinzas no deserto… lutando por vidas que jamais saberiam seus nomes.”
Se é tirado do mais frágil ser o direito de sequer nascer, jamais faria sentido alguém falar sobre qualquer outro tipo de direito.
Se mal tratamos o ser mais inocente e puro, que é a criança, como se poderia culpá-la por reagir violentamente?!
Onde está a nossa consciência por reclamarmos do mundo que ajudamos a adoecer?!
Ela está encarcerada nas masmorras escuras das doenças Emocionais.
Se há uma coisa que eu compreendo! É que jamais estarei só! O Deus verdadeiro, criador do céu e terra, sempre está comigo eternamente! Ultimamente tenho sentido a sua presença no meu ser! Não interessa o que não fiz aqui! Mas interessa o que farei na eternidade! Louvado seja o nome de Jesus Cristo!
O que escrevemos na nossa mente nunca será conhecido, mas, o que expressamos com atitude jamais se apaga da mente de quem viveu.
Não é sobre perspectivas!
Eu jamais poderia falar
Que ganhei
Puder esconder como sempre
Que tudo é uma maravilha
Seria verdade dizer
a vida é trágica não
Vejo solução!
-ler de baixo pra cima
A Gramática do Invisível
Há cidades que nos ensinam sem jamais assumir o gesto da lição. Elas não explicam: insinuam. Não se impõem: atravessam. Paris e Lisboa chegaram a mim desse modo — não como destinos, mas como experiências de deslocamento interior, como geografias capazes de reorganizar silenciosamente a maneira de ver, de sentir e, sobretudo, de compreender o que significa comunicar.
Durante muito tempo, a comunicação me pareceu associada ao domínio da linguagem explícita: a palavra precisa, a ideia bem articulada, o discurso capaz de nomear o mundo com clareza. Mas viver entre culturas distintas me fez perceber que o essencial quase nunca se apresenta de forma imediata. O que mais nos marca raramente é aquilo que se anuncia em voz alta. É, antes, o que vibra naquilo que não se explica por inteiro: o ritmo de uma rua ao entardecer, o rumor de uma conversa entre taças, a pausa respeitosa entre uma fala e outra, a beleza quase moral de um espaço pensado com delicadeza, a intimidade inesperada entre arte, cotidiano e presença.
Foi assim que compreendi que comunicar é também trabalhar com o invisível.
Em Paris, aprendi que a forma não é superfície: é pensamento incarnado. Há uma seriedade no trato com a beleza que transforma a estética em linguagem profunda, em ética do detalhe, em disciplina do olhar. Nada parece gratuito. Cada vitrine, cada café, cada livro aberto no metrô, cada refeição convertida em rito sugere que viver também pode ser um exercício de composição. A cidade parece lembrar, a todo instante, que o refinamento não é excesso, mas escuta; não é luxo vazio, mas uma forma de atenção. Em Paris, entendi que a sensibilidade não é adorno intelectual — é instrumento de leitura do mundo.
Lisboa, por sua vez, me ensinou outra espécie de sofisticação: a da pausa, da memória, da delicadeza sem ostentação. Há ali uma sabedoria do tempo que não se submete à pressa. Uma pedagogia do encontro. Como se a cidade soubesse que a verdadeira presença exige intervalo, respiro, contemplação. Lisboa não apenas acolhe: ela demora. E, ao demorar, revela. Foi nesse tempo mais largo que compreendi que há uma eloquência inteira no que não se acelera, e que ouvir com os olhos — perceber o que vibra no ambiente, nos gestos, nos silêncios — é uma das formas mais raras de inteligência relacional.
Nesse percurso, a gastronomia deixou de ocupar para mim um lugar acessório ou meramente sensorial. Ela se revelou linguagem plena. Um prato não é apenas alimento: é cultura tornada gesto, memória convertida em matéria, afeto organizado em forma, narrativa servida em camadas. Há um discurso inteiro na escolha dos ingredientes, no modo de servir, na cadência entre os tempos de uma refeição, naquilo que se oferece e naquilo que se preserva. Comer, em certos contextos, é participar de uma gramática afetiva e simbólica. É ler um povo pelo paladar, pela hospitalidade, pela relação que estabelece entre tradição e invenção, entre o que se herda e o que se recria.
Talvez por isso eu tenha entendido, de maneira mais funda, que a comunicação não acontece apenas no conteúdo das mensagens, mas na experiência que as sustenta. O que nos toca não é somente o que é dito, mas a atmosfera em que algo é dito. Não é apenas a informação, mas a densidade sensível que a envolve. Não é só a narrativa, mas o mundo de percepções, referências e presenças que a torna crível, viva, memorável.
Essa percepção atravessa profundamente a profissional que me tornei.
Como jornalista, aprendi a reconhecer que a verdade de um relato não reside apenas na exatidão do fato, mas também na qualidade do olhar que o enquadra. Como editora-chefe, compreendi que editar não é apenas selecionar ou organizar: é compor sentido, estabelecer ritmo, criar tensão e silêncio, permitir que a leitura respire. Como estrategista de comunicação, percebi que nenhuma construção narrativa alcança profundidade se não estiver enraizada em repertório, escuta e humanidade. Estratégia, quando dissociada da experiência sensível, torna-se fórmula. Sensibilidade, quando dissociada da estrutura, dissolve-se em impressão. O trabalho maduro nasce do encontro entre rigor e delicadeza, entre arquitetura e intuição, entre clareza e mistério.
Hoje, penso a comunicação como quem pensa uma mesa, uma edição, uma travessia estética. Comunicar é escolher o tom, mas também a temperatura. É decidir o que se mostra, mas sobretudo o que se sugere. É compreender que toda narrativa, para ser verdadeiramente potente, precisa mais do que eficiência: precisa de espessura humana. Precisa de mundo vivido. Precisa de repertório que não venha apenas dos livros — embora eles sejam indispensáveis —, mas também das cidades, dos encontros, dos deslocamentos, dos estranhamentos, daquilo que nos obriga a sair de nós para voltar a nós com maior consciência.
Talvez seja isso que os intercâmbios me deram de mais valioso: não apenas lembranças, referências ou experiências acumuladas, mas uma outra densidade de percepção. Uma nova relação com o tempo, com o espaço, com os signos do cotidiano. Um entendimento mais fino de que comunicar é, antes de tudo, saber perceber. E perceber exige presença. Exige cultivo interior. Exige repertório não como exibição, mas como profundidade.
No fim, não se trata apenas de informar, convencer ou projetar uma mensagem no mundo. Trata-se de criar condições para que algo permaneça. Para que o outro não apenas compreenda, mas sinta. Para que uma ideia não atravesse apenas o intelecto, mas encontre morada no imaginário. Porque a comunicação mais rara — e talvez a mais necessária — é aquela que toca sem invadir, que marca sem gritar, que permanece sem se impor.
É aquela que, como certas cidades, certos livros e certos sabores, continua a ressoar em nós muito depois de ter acontecido.
Quando o amor completa sua estada no coração, ele jamais encontrará abrigo tão seguro e aconchegante como outrora
Quando estiver frente a frente com o mal, jamais tente superá-lo, nada o ferirá tanto quanto exercer com verdade e amor a prática da humildade
Ao desatar os nós da tormenta de um mar revolto, jamais esqueça que a calmaria vem logo após a grandes tempestades
Jamais seremos enganados por amar, enquanto a paixão põe vendas nos olhos de quem muito se entrega, o amor faz enxergar o mundo de quem muito se resguarda
Mudei de vida, plantei novos jardins e o mais importante, que as flores jamais me esqueceram, sempre desabrocham na primavera a reluzir cada pétala com ternura.
A fofoca é um eco que se propaga em mentes do tamanho de uma ervilha, e que jamais irão germinar nas mentes que semeiam grãos de mostarda.
Deus jamais seria o porta-voz da opinião pública, Ele jamais daria sua voz para assuntos tão rasteiros e medíocres.
