Pessoas Pobres
"Existem pessoas que usam a palavra para construir pontes e outras que a usam só para espalhar ruído, porque a paz dos outros incomoda quem vive em permanente desassossego. Há quem prefira se recolher à própria maturidade a se rebaixar a responder provocações que não agregam absolutamente nada."
Algumas pessoas querem liberdade sem responsabilidade porque desejam os benefícios da escolha sem o peso de suas consequências.
Grandes injustiças podem nascer de pequenas tarefas executadas por pessoas que decidiram não pensar.
Não espere clareza de pessoas limitadas, estas, diante de uma plantação de rosas, sempre dirão: "Eis uma plantação de espinhos!"
"Impressionante como algumas pessoas acumulam meio século de vida, mas a autopercepção continua parecendo um desenho animado de domingo de manhã."
"Há pessoas que, mesmo solteiras, ainda são exclusivas, fiéis à sua forma de pensar e de amar, sem preencher vazios com ninguém."
- By - Marcélio Sena
Sim
O bom Direito não nasce da crença em pessoas perfeitas, mas da criação de estruturas capazes de limitar pessoas imperfeitas.
As pessoas confundem conhecimento, inteligência e sabedoria.
É normal, mas cada um desses conceitos representa um estágio distinto do desenvolvimento social e cognitivo da espécie humana.
O conhecimento é a junção das informações adquiridas ao longo da vida. Isso não quer dizer que uma pessoa com 100 anos seja necessariamente inteligente, muito menos sábia. O tempo pode acumular informações, mas não garante compreensão.
A inteligência é a construção do processamento cognitivo adquirido a partir das experiências e dos conhecimentos, que serão utilizados nas situações do cotidiano. Sei que a água é constituída por moléculas de H₂O; sabendo disso, conheço sua composição e sua fórmula. Entretanto, não sei fazer água.
A sabedoria seria, então, a junção das duas anteriores. Contudo, nela surgem elementos que vão além do conhecimento e da inteligência: experiência de vida, reflexão, humildade, discernimento e outros conceitos que são continuamente refinados e explorados para que possam ser utilizados não apenas em benefício próprio, mas também em benefício dos outros.
Nessa lógica, percebo que ainda estou na Religião, entendida como uma das formas primitivas pelas quais a humanidade buscou explicar sua existência e o mundo ao seu redor. Segundo determinada leitura filosófica da história do pensamento, esse percurso pode ser dividido em três etapas: religião, metafísica e ciência.
Se esse caminho representa uma espécie de amadurecimento do pensamento humano, então ainda tenho muito a caminhar.
Dos Homo sapiens sapiens, talvez eu seja o mais néscio de todos.
E talvez reconhecer a própria ignorância seja o primeiro conhecimento necessário para começar a buscar a sabedoria.
"Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento.
Outras ficam como o sol da manhã:
chegam em silêncio, aquecem a alma
e nos fazem acreditar que recomeçar também é uma forma de amar."
Nem todo mundo que bate à sua porta deseja entrar para somar. Algumas pessoas só querem descobrir como é a vista lá de dentro.
Não é a religião, não é o dinheiro, não são as pessoas, não são os países os causadores de todos os males que assolam atualmente a humanidade, o mal da humanidade é a ignorância e a maldade dos gananciosos com necessidades.
Sinto-me inepta para traduzir as pessoas com base em minhas visões interiores a respeito delas e isso tem deixado meu coração mais calmo e leve.
Uma Parceria Real e Inconfundível
Certo que valorizar a interação com certas pessoas que fazem a diferença, é muito sensato — o mínimo que se espera. Entretanto, a valorização da própria companhia é indispensável; muitas vezes, a melhor que se pode ter nos altos e baixos, independente do que possa acontecer entre o bem querido e o mal indesejado,
Perder o prazer de estar com ela chega a ser muito preocupante: um desencontro da sua singularidade. É solidão e não solitude; falta de solidariedade com a própria existência, com aquela pessoa do íntimo que estará com você até o final. Uma parceria real inconfundível, muito especial, que necessita estar em equilíbrio
É normal desentender-se consigo, ter diálogos internos — breves ou demorados — e reflexivos. Tem que saber dizer não para si quando necessário, já que não se trata de achar que não precisa de ninguém e nem de esquecer que é a vontade de Deus que prevalece (O Ser mais importante), e sim a respeito de se amar que, de fato, é algo muito significante.
