Pessoas Pobres
Aquarianos adoram sorrir e estar cercados de pessoas divertidas. De gente chata, a vida já está cheia.
Você será trocado por pessoas e por momentos. Mas não se preocupe: lá na frente, quem fez isso com você também experimentará o mesmo.
A liderança mobiliza pessoas, fortalece o propósito e inspira uma direção comum para gerar valor, integrando mentalidade, sistema e desempenho em uma cultura de evolução contínua.
a níveis cósmicos
Talvez algumas pessoas não voltem para a nossa vida.
Talvez elas nunca tenham realmente saído.
A gente só aprende a conviver com a distância. Aprende a seguir a rotina, conhecer outras pessoas, ocupar os espaços vazios e fingir que certas histórias ficaram para trás.
(receio de parecer redundante)
E funciona.
Até o dia em que a gente se encontra de novo.
Então acontece uma coisa simples demais para ser ignorada, parece que nada precisou ser recuperado.
A conversa volta ao lugar onde parou. A risada ainda tem o mesmo efeito. Os apelidos continuam fazendo sentido. É como se o tempo tivesse passado para todo mundo, menos para nós dois.
Talvez seja isso que torna algumas pessoas tão difíceis de transformar em passado. Porque, com elas, o passado nunca parece completamente encerrado.
A gente pode passar meses tentando ficar longe, convencendo a si mesmo de que é melhor seguir caminhos diferentes. Mas, quando estamos no “mesmo lugar”, existe uma familiaridade que não precisa ser chamada.
Ela simplesmente aparece.
Como se alguma coisa dentro de mim dissesse
“Ah. Era aqui.”
E tudo volta a funcionar. Não de um jeito perfeito, mas natural.
A conversa se desenrola sem esforço. Uma piada puxa outra, um assunto qualquer vira uma conversa de horas e, quando percebo, estou falando de coisas que COM CERTEZA não contaria para mais ninguém.
Com você, eu não preciso escolher tanto as palavras. Existe um idioma que construímos sem perceber. Você sabe onde tocar para me fazer rir, entende meus silêncios, reconhece minhas manias e percebe qual versão de mim está aparecendo.
Talvez essa seja uma das formas mais profundas de intimidade, não precisar reaprender alguém.
A gente já se conhece.
Só precisou se reencontrar.
E é aí que tudo fica estranho.
Quando estamos longe, parece possível seguir em frente, colocar cada coisa no seu lugar e aceitar que algumas histórias pertencem ao passado. Mas, quando estamos juntos, o mundo parece discordar.
As cores ficam mais vivas. As coisas pequenas ganham importância. Uma conversa qualquer parece suficiente para salvar o dia. Um problema enorme perde o tamanho, não porque foi resolvido, mas porque estamos ali.
Você não melhora a minha vida como quem chega para consertá-la. Você me faz lembrar de como é gostar dela.
Não precisa trazer respostas, prometer que tudo vai dar certo ou mudar alguma coisa. Basta estar. E alguma coisa em mim descansa.
É como se meu corpo reconhecesse uma casa que minha cabeça passou muito tempo tentando esquecer.
Talvez por isso eu tenha a sensação de que nos conhecemos há mais tempo do que deveríamos. Como se a nossa história tivesse começado antes da primeira página que consigo lembrar.
E existe uma coisa ainda mais difícil de explicar mesmo quando a distância vence, alguma parte de mim parece continuar orientada na sua direção.
Não é pensamento. Não é exatamente saudade. É uma espécie de insistência silenciosa.
Como se os olhos ainda soubessem procurar você antes mesmo de eu perceber que estou procurando. Como se meu corpo tivesse guardado, em algum lugar que a razão não alcança, uma noção muito particular de onde você está.
Talvez seja por isso que, entre tantas pessoas, tantos lugares e tantos caminhos possíveis, existe sempre alguma coisa estranhamente familiar quando o caminho termina em você.
Como se certas conexões não dependessem de proximidade para continuar existindo.
A gente pode até tentar ficar longe, mas distância não é o mesmo que ausência. Distância é quando não estamos juntos. Ausência é quando a pessoa deixa de existir dentro da gente.
E você nunca chegou a esse lugar.
Não é que eu precise de você para existir. Nós dois conseguimos viver separados. Mas, quando existe a possibilidade de compartilhar a vida, aparece uma vontade maior do que a lógica.
Ela não pergunta se é conveniente. Não calcula a distância, não consulta o calendário nem faz uma lista de motivos. Apenas olha para tudo que está no caminho e pergunta
“Tá. Mas como a gente faz?”
Os obstáculos continuam existindo. Só deixam de parecer maiores do que a vontade.
A distância vira um detalhe. O tempo pode ser atravessado. O medo vira conversa. O passado deixa de ser uma sentença e passa a ser apenas parte da história.
Porque existe alguma coisa entre nós que não se repete.
Não é só química, saudade ou carinho.
É reconhecimento.
É olhar para alguém que eu já conheci de tantas formas e ainda encontrar algo novo. É saber quem você é e, mesmo assim, continuar querendo descobrir quem está se tornando. É ter história suficiente para entender o silêncio e curiosidade suficiente para continuar perguntando.
E talvez seja justamente isso que torna tudo tão difícil de explicar, há coisas que a gente entende sem saber dizer como. Um olhar que encontra o outro no meio de uma sala. Uma presença que o corpo percebe antes da cabeça. A sensação de que, mesmo depois de tantos caminhos diferentes, existe uma espécie de direção que nunca deixou de existir.
Não sei se algumas pessoas ficam gravadas na memória.
Talvez fiquem em lugares mais profundos do que isso.
Quando compartilhamos a vida, mesmo que por pouco tempo, existe uma paz difícil de explicar para quem olha de fora.
Ninguém entende completamente as nossas piadas, os apelidos, os silêncios ou o motivo de uma frase qualquer fazer nós dois rirmos daquele jeito.
E talvez nem precise entender.
Algumas coisas ficam mais bonitas quando não podem ser traduzidas. Existem relações que podem ser explicadas e existem relações que só podem ser vividas.
A nossa parece pertencer a segunda categoria.
É por isso que nada se compara. Não porque não existam outras pessoas incríveis, mas porque nenhuma delas é você. Nenhuma carrega exatamente a nossa história, conhece a nossa língua ou sabe chegar naquele lugar específico dentro de mim.
O que mais me impressiona é que nós já tentamos ficar fora da vida um do outro. E, ainda assim, quando voltamos a compartilhá-la, tudo parece fazer sentido rápido demais.
Como se, apesar de todos os caminhos diferentes, alguma parte de nós ainda soubesse voltar.
E talvez o mistério não seja entender por que continuamos sendo puxados um para o outro.
Talvez seja perceber o que acontece quando paramos de resistir.
O mundo fica mais leve. A conversa acontece. A vontade vence algumas distâncias. Os problemas diminuem de tamanho. A gente volta a falar aquela língua que só nós dois conhecemos.
Por algumas horas, não existe passado, futuro ou necessidade de definir nada.
Existe você.
Existe eu.
E existe a sensação quase inacreditável de que, entre todas as possibilidades da vida, estamos exatamente onde deveríamos estar.
Quando estamos juntos, não parece que estamos começando de novo.
Parece que, depois de tanto tempo tentando ficar longe, finalmente paramos de lutar contra algo que sempre soubemos
juntos, existe paz.
Existe paz quando abraçamos as nossas crianças internas, um refúgio.
E talvez você não faça a minha vida parecer melhor.
Talvez você faça a vida parecer o lugar certo.
Certo dia, ouvi um homem dizer:
— Seria mais fácil destruir todas essas pessoas ruins. O mundo seria diferente.
Olhei e pensei com calma... Então respondi:
— Posso explicar...
Imagine um saco de sementes preso sobre uma carroça vagante. O saco está com um pequeno furo. Ao longo da viagem, as sementes caem: algumas em bom solo, outras em solo ruim. Algumas deram frutos, outras não. Mas isso não significa que elas deram trabalho; elas estão lá, talvez porque ninguém as observou cair e crescer no lugar errado.
Felizmente, o acaso é derivado de uma ação que gera consequências futuras, que devem ser sanadas. Talvez alguém ruim tenha que morrer por sua invalidez de mudança, mas, no aspecto primordial de sua conduta, ao ser observada, ela nunca esteve naquele lugar; apenas foi enraizada em viver no próprio campo onde cresceu.
Mas não importa o erro. Eu observo as curvas dos acasos e suas consequências, não as pessoas e seus erros.
Até no mais ímpio há um resquício de entendimento.
Não entendo por que certas as pessoas me perguntam se está tudo bem, se elas não vão se preocupar com as respostas e muito menos ajudar a solucionar os problemas. Qual é o interesse?
Apesar de estar cercado de pessoas que mentem, aprendi a seguir em frente com a verdade. Apesar que um dia quem me falhou foi quem eu menos imaginava, aprendi que as palavras devem ser cumpridas e as nossas responsabilidades assumidas. A vida me bateu com tanta força que aprendi a resistir e apesar do custo dos nossos atos, aprendi que o melhor guerreiro não é quem sempre triunfa, mas quem consegue adquirir resiliência para sem medo retornar novamente a uma batalha.
Ela veio de um lugar
onde as pessoas estendiam as mãos,
não os julgamentos.
Onde a conquista de uma
não diminuía a outra.
Onde havia espaço para ajudar,
acolher e caminhar junto.
Talvez por isso ela ainda seja assim:
entrega ao mundo aquilo que um dia recebeu.
Não sabe viver na competição,
porque sua alma aprendeu a viver na conexão.
E, no fundo,
ela acredita que ninguém precisa perder a luz
para que outra pessoa possa brilhar.
A solidão do século XXI não é a ausência de pessoas; é a ausência de pertencimento em meio à abundância de presenças.
Sejamos justos, algumas pessoas não merecem ser ajudadas por que estão órfãs e acomodadas dentro da própria infelicidade que virou um meio, torto de vida. Só devemos ajudar, quem pede ajuda em um momento difícil mas por vergonha da situação, vai fazer de tudo e mais um pouco para superar. A esmola consecutiva, vicia o cidadão que nunca irá buscar trabalho para ganhar o pão. Erra mais quem da do que quem recebe.
O autismo não limita as pessoas, pelo contrario em certos casos desenvolve um super foco e um fator recorrente de genialidade sobre um determinado assunto ou habilidade. O que limita, não o autista, mas a sociedade comum com quem ele convive é a desinformação, as superstições, as didáticas padrões e o múltiplos preconceitos não preparados do novo. E o pior que muitos poucos entendem como, o ser diferente luta dia a dia, para ser igual e receber o amor, o carinho e a atenção comum a todos, dentro de seu mundo divergente, tão especial.
O vazio existencial afoga as pessoas dentro de um vasto oceano de incertezas e cheio de nada e a mente chora, soluça e não suporta, por insanidade auto flagela se, no corpo pouco saudável mas contornado em beleza no padrão das medidas estéticas.
Existem pessoas que são tão bonitas em seu universo interior, com muita empatia e generosidade no espirito e na alma, que as vezes penso, que elas se alimentam só de flores amarelas e borboletas coloridas.
Há pessoas cercadas por milhares de perfis e abandonadas por todos os vínculos que realmente importam.
O Que Restou
Perdi muito nessa vida. Perdi o medo de perder pessoas, perdi a mim mesmo... perdi a minha liberdade! Perdi tudo, menos uma coisa: a vontade de viver. Mas viver assim dói. É um pulsar cego no escuro, entre os escombros do que fui, no silêncio de uma cela vazia. Essa vontade é a única coisa que restou, uma chama teimosa que queima no frio.
Tenho visto em mim mais das pessoas que por aqui passaram, me pergunto se o passado me prende por maldade ou por medo e vaidade de me esquecer completamente do estrago, que por mas vezes vivi e que também me causaram!
Não confie demais no meu sorriso. Algumas pessoas usam lágrimas para pedir ajuda; eu aprendi a usar o riso para esconder o endereço.
