Pessoas Covardes
Culpar a vítima é o jeitinho mais covarde que um covarde encontra para passar pano para o outro.
Porque exige muito menos coragem apontar o dedo para quem já está ferido do que confrontar quem causou a ferida.
É uma inversão confortável: desloca o peso da responsabilidade, alivia consciências e preserva estruturas que jamais sobreviveriam se fossem encaradas com honestidade.
No fundo, culpar a vítima é também uma tentativa de manter a ilusão de controle.
É como se, ao dizer “ela provocou”, “ele procurou”, “poderia ter evitado”, criássemos uma falsa sensação de que o mundo é justo — e que, agindo “certo”, estaremos imunes.
Mas essa lógica não protege ninguém, apenas silencia quem mais precisa ser ouvido.
Há também um componente de cumplicidade disfarçada.
Quando alguém relativiza a dor alheia, não está apenas emitindo opinião — está, consciente ou não, ajudando a normalizar o comportamento de quem causou o dano.
E toda normalização é um terreno fértil para repetição.
Encarar a verdade exige desconforto.
Exige reconhecer que o erro está onde dói admitir, que a violência muitas vezes vem de onde se esperava proteção, e que o mundo não é tão equilibrado quanto gostaríamos.
Por isso, tantos preferem o atalho da covardia: culpar quem sofreu.
Mas nenhuma sociedade amadurece enquanto insiste em punir a vítima duas vezes — primeiro pelo que sofreu, depois pelo julgamento que recebe.
E talvez o verdadeiro teste de caráter não esteja em nunca errar, mas em escolher, diante do erro dos outros, não se tornar cúmplice dele.
Se os Covardes lutassem as guerras que planejam, certamente o mundo já teria encontrado a Paz.
Há uma distância muito confortável entre desejar o conflito e encarar suas consequências.
É nesse intervalo que muitos se escondem — inflamam discursos, alimentam rivalidades e espalham certezas, mas jamais se colocam na linha de frente daquilo que defendem com tanta convicção.
A guerra, para esses, é sempre uma ideia… nunca uma vivência.
O problema é que palavras também ferem, inflamam e mobilizam.
Quem planta o ódio, mesmo à distância, terceiriza a dor para outros corpos, outras famílias, outras realidades.
A covardia não está apenas em fugir do confronto físico, mas em instigar batalhas sem assumir qualquer responsabilidade pelo rastro medonho que deixam.
Talvez a paz não seja tão inalcançável quanto parece — talvez ela seja apenas sabotada por aqueles que preferem o conforto da retórica ao peso da realidade.
Porque quem conhece de perto o custo de uma guerra dificilmente a romantiza.
Quem sente na pele o impacto da destruição não a trata como solução.
No fim, verdadeira coragem não está em lutar, mas em evitar a luta quando ela pode ser evitada.
Está em conter o impulso, em desarmar o discurso, em recusar o papel de incendiário em um mundo que já arde demais.
Se todos fossem obrigados a sustentar, com o sacrifício da própria vida, as guerras que desejam — ou escolhem —, talvez descobríssemos algo essencial: a maioria dos conflitos nunca teria começado.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
É uma verdade que incomoda — especialmente aos apaixonados —, e talvez deva incomodar mesmo.
Porque ela não tem a menor pretensão de absolver o crime, nem romantizar a violência, mas expõe uma contradição moral que quase sempre preferimos ignorar: a diferença entre assumir o que se é e se esconder atrás de um papel, de um uniforme, de uma autorização institucional.
O bandido assumido não pede aplausos.
Ele não mascara sua natureza, não constrói um discurso para justificar seus atos como sendo “necessários” ou “pelo bem maior”.
Há, paradoxalmente, uma crueldade honesta nisso — uma exposição sem verniz.
Ele não exige confiança, nem reivindica moralidade.
Já o covarde que se esconde atrás do poder institucional carrega algo muito mais perigoso: a ilusão de legitimidade.
Seus atos, por mais violentos, ardilosos e injustos que sejam, são muitas vezes protegidos por narrativas, por discursos oficiais, por estruturas que o blindam da responsabilidade individual.
Ele não apenas age — ele se esconde enquanto age.
E nisso reside a sua desonestidade mais profunda.
O problema não é a existência da autoridade em si, mas o uso dela como máscara.
Quando o poder deixa de ser instrumento de justiça e passa a ser escudo para abusos, ele corrompe não só quem o exerce, mas também a confiança de toda uma sociedade desapaixonada.
Porque o dano causado por quem deveria proteger é sempre mais corrosivo do que o dano causado por quem nunca prometeu fazê-lo.
No fim, a reflexão não é sobre quem é “melhor”, mas sobre o peso da verdade.
Assumir a própria natureza, ainda que condenável, exige um tipo de coragem bruta.
Já esconder-se atrás de uma aparência de virtude, enquanto se pratica o oposto, exige apenas conveniência — e isso, talvez, seja o que mais nos ameaça.
Porque o mundo não se destrói apenas pela violência explícita, mas também — e talvez principalmente — pela hipocrisia silenciosa que a justifica.
Não há interesses mais confusos e covardes quanto aos que confundem amor com carência, e acabam após saciados.
Porque o Amor Verdadeiro não se esgota quando a fome é saciada — ele nasce justamente quando o outro deixa de ser remédio para a solidão e se torna companhia na inteireza.
A carência só quer preencher um vazio; o amor, transbordar!
Quem ama pela falta, consome, desgasta e até usa o outro.
Quem ama por plenitude, compartilha o que tem de mais inteiro.
Por isso, é tão fácil ver relações que começam com tanta intensidade e terminam em silêncios tão ensurdecedores — eram tão somente gritos de necessidade disfarçados de afeto.
O amor não almeja saciedade, mas sim, permanência.
1506
"Dizem que o covarde que matou Lennon teria dito que o livro do Salinger o inspirou. Mentira generalizada: dele e de quem tenta sustentar isso. O livro era 'apenas' o Livro do Momento, na época. Como foi, por exemplo, 'O Pequeno Príncipe', anos anteriores. O resto é Conversa. Conversa Fiada!"
1505
"Decidir pelos Outros como deve ser a Vida dos Outros é o quê? Alguns disfarçam, mas agem assim!"
1504
"Falar Mal dos Outros desabona qualquer Fachada!"
2867 📜 E se Minha Nova Vizinha, a da Casa Amarela, tem Marido Fortão, Ciumento e Covarde e ele 'Ah-Resolve' me dar uma surra? Não tenho medo de quem tem Duas Mais Contas nas Redes Sociais, mas tenho medo de Surra. É, sim!
Como podemos ser covardes conosco mesmos
e nos ater a uma subserviente ignorância
onde há uma obrigatoriedade que acorrenta,
que machuca e só oprime nossa capacidade,
como se fosse os enganos uma prioridade,
que o universo divino sempre conspira afavor,
porque um "deus" irreal e alucinante inferiu,
em palavras escritas no códice de um tempo,
que devemos nos afundar e depois nos afogar,
como um sérvido e pacato pescador de ilusões,
no fosso negro de uma fé legada em absurdos,
que nos cega e nos conduz em vias dolorosas,
rumo a um surreal e sutil "paraíso eterno"!
Almany Sol - 28/09/2012
O covarde, quando se vê em declínio, rumo ao fim, aceita e se entristece e pranteia. O guerreiro quando está em declínio, rumo ao fim, se revolta, não aceita e guerreia!
Covarde, vai fugir o resto da vida dele mesmo... vai machucar os outros, sem medidas... faz rodeios e só consegue viver do passado, q nunca o fara seguir a lugar nenhum, tira suas conclusões, somente do q é bom pra ele, não te olha nos olhos, não tem argumentos... mas se algum resto la traz lhe trouxe algum benefício, pode ter certeza é por la q vai ficar... sem chance de futuro algum!!
Corvos covardes se corromperam se unindo aos abutres.
Invadiram no romper da aurora, minhas terras onde moro.
Ataques violentos incessantemente devastavam as esperanças semeadas
O espantalho não os intimidava, pois os aliados lhe garantiam impunidade.
Nas terras vizinhas o mesmo mal se abatia.
Em terras distantes com perdas enormes foi possível os afugentar.
Tal exemplo foi seguido por poucos que não suportaram a humilhação.
Mas não tiveram a mesma sorte, pois aqui sequer havia munição apenas coragem.
Nossos irmãos foram aniquilados sem piedade.
Alguns nem mesmo podem ser velados por ocultação de cadáveres.
Coube o tempo adubar o solo para as gerações futuras.
Ainda hoje somos obrigados a acatar uma determinação do Ministério da Agricultura...
É terminantemente proibido caçar corvos.
E na televisão os abutres ostentam seu poderio
Um Povo carente e medroso e covarde, um povo que não acredita mais no povo, desacreditado, sem ideologia e sem herói, quando acham que perde o valor no dia da eleição, um povo que a cultura morrer a cada dia assassinado pelo voto trocado, a Educação parada sem estimulo sem jornada, em um pais que o povo morrer na filas do Hospitais, em troca de favores eleitorais. É isso é Brasil, por enquanto que uns tenta se esconder da realidade achando que tudo tá uma mar de maravilhas, outros estão por ai passando sede e fome, de Educação, Cultura, Saúde, Esporte e lazer, Fome de vida, em viver em um país do mensalão que o dinheiro do povo Vive em cuecão, Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada,
Brasil!
Ausentei-me de mim!
Assim fazem...
Aqueles que não sabem sentir dor...
Os covardes alheiam-se e mascaram-se nas frestas da indiferença...
Assim, eu ausentei-me de mim!
Sem coragem de fitar nos olhos da minha fraqueza...
Fiz-me imortal...
