Pessoas Boas Dormem bem

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[Arquitetura da Expectativa]


quando o
sono passou,
ele esperou
por um momento.


pensativo,
esperou
pelo despertador.


com um ar
entusiasmado,
ele esperou
o café coar
e no ponto,
esperou
pelo ônibus.


após a conclusão,
esperou
pela próxima
tarefa a ser
realizada


e faminto
ele esperou
pelo almoço;


depois
pacientemente
esperou
a tarde passar.


atordoado
pela ansiedade,
esperou
pela ligação
e pelos
comentários
adicionais.


então esperou
pela confirmação
e conformando-se,
esperou
pelo fim do
expediente.


apaixonadamente,
ele esperou
por ela.


retornando
por ruas escuras,
esperava chegar
a salvo
em casa


e ao chegar,
pela encomenda
que não havia
chegado,
esperou.


há muito tempo
estava esperando
pela oportunidade
que nunca
chegava.


inconsolável
e desesperado
suplicou por
coragem,


enquanto esperava
a contagem
do microondas
ao requentar a janta.


deitado no sofá,
relaxou e esperou
pelo fim do episódio,
pelo fim da temporada,
pela próxima série.


apreciador de baixas
temperaturas,
na troca das
estações, esperava
pelo inverno.


em seus aposentos,
ele esperou
pelo fim do dia,
pelo fim do ano
e no fim das contas,
pelo sono eterno.


Michel F.M. - Trilogia Flores do Pântano
Bruno Michel Ferraz Margoni
30/12/23

ENTRE O HOJE E O AMANHÃ
A SOLIDÃO ESTÁ ME FAZENDO PERDER NOITES INCONTÁVEIS DE SONO, OLHAR PARA O TETO OU PARA OS LADOS ME REVIRANDO NA CAMA SEM SONO VIROU ROTINA, NÃO SEI DIZER QUANDO TUDO ISSO VAI PASSAR, MAS TENHO A NECESSIDADE DE RECOMEÇAR, SAI DA MINHA ABA TRISTEZA, VÁ EMBORA SEM OLHAR PARA TRÁS SAUDADE INCOMPREENSÍVEL, QUERO VIVER UM NOVO E PRAZEROSO ROMANCE, TUDO QUE ME FAZ MAL DESEJO MANTER DISTÂNCIA; VEM ME ABRAÇAR COM VONTADE DIAS DE PAZ, TRAGA-ME UM NOVO AMOR, UM NOVO RECOMEÇO, O QUE É DO PASSADO DEIXAREI NO ESQUECIMENTO, A CADA DIA DO MEU TEMPO PRESENTE IREI ALIMENTA-LO COM AMOR E VITÓRIAS QUE IRÃO ME ACOMPANHAR ATÉ O MEU FUTURO, VIVER FELIZ NÃO É UM SONHO É MINHA REALIDADE!

Somos mortais desejando a imortalidade pelo medo causador do sono eterno que não desejamos, por sermos ignorantes ao ponto de achar que tudo acaba aqui

Ler não dá sono,
ler dá sonho!

O sucesso de Davi tirava o sono de Saul.

Quando o sono grita em forma descanso mental é porque a alma chora por não poder aproveitar o dia com alegria quando olhos estão abertos.

Se você busca conforto, vai encontrar sono; mas se busca confronto, vai encontrar salvação.

Existe um tipo de descanso que não vem do sono,
vem de permitir pensamentos inúteis,
daqueles que não rendem conclusão,
não viram lição,
não servem pra nada além de existir por alguns segundos.
Lembrar de uma música antiga sem saber por quê.
Reparar no jeito que a luz bate na parede.
Pensar numa cena que nunca aconteceu.
É aí que o corpo afrouxa e a cabeça desarma.
Porque nem tudo precisa de sentido imediato.
Algumas coisas só precisam passar.
Pensar também é brincar.
E quem não brinca com a própria mente
acaba sendo dominado por ela.
Às vezes, clareza não vem do esforço.
Vem do intervalo.

Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,

cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,

uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,

parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.

O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas

Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma

Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.

A doçura de sua boca é a única mirra que meu sono aceita, repousar em seus braços é a única maneira de apagar a aridez da ausência.

O passado é meu pesadelo, a obsessão que me rouba o sono. O cerne é que o incômodo não reside no que foi minha experiência, mas na amarga certeza de que isso me corrói por dentro. Afinal, mesmo que o tempo nos concedesse a volta, nesse labirinto irrecuperável, eu jamais teria o poder de alterar o que se consumou.

Tenho um bolso cheio de noites que não cabem no sono. Cada uma delas traz a voz de um passado que insiste em ensinar. Guardo perguntas que não ouso responder em voz alta. O corpo se cansa mas o pensamento não dorme. Há uma leve certeza de que seremos menos estranhos à vida quando aprendermos a perdoar o silêncio.

Existe uma exaustão que o sono não cura, ela reside onde os remédios não alcançam e onde só a ponta da caneta consegue tocar.

Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.

O sono, para mim, é apenas um campo de batalha onde os monstros do dia trocam de roupa para continuar o cerco sob o véu da noite.

Há um tipo de cansaço que o sono não resolve, pois ele está impregnado na estrutura molecular da nossa vontade de ser alguém. É uma fadiga existencial, uma vontade de ser apenas uma pedra no fundo de um rio, deixando a correnteza levar os problemas embora.

Carla, não sei se é o sono acumulado ou esse copo aqui na minha mão, mas parece que o mundo deu uma entortada e só você ficou no lugar certo. As horas estão passando meio em câmera lenta e eu fico tentando entender como a gente coube tão bem um no outro, sabe?
Tem umas coisas que não fazem sentido, tipo o barulho da chuva ou o jeito que o silêncio fica barulhento quando você não está por perto. Minha cabeça tá uma confusão de pensamentos soltos, mas todos eles acabam esbarrando em você. É uma mistura de cansaço com uma vontade gigante de te dizer que, mesmo quando eu não faço sentido nenhum, você é a única coisa que faz.
Acho que eu só queria dizer que te amo, mas as palavras resolveram sair por caminhos mais longos hoje.


DeBrunoParaCarla

Carla, eu mudei. Hoje eu durmo abraçado com o que antes me tirava o sono. Aquilo que tentou me derrubar agora é o chão onde eu piso firme. Aprendi que o que me destruía não era um inimigo, era só uma semente bruta esperando o tempo certo de ser plantada. Fiz amizade com as minhas feridas e agora elas não sangram mais; elas florescem. Não sou louco, sou apenas alguém que cansou de fugir e decidiu convidar o próprio medo para tomar um café e sentar no jardim.


DeBrunoParaCarla

"O existir assemelha-se a um sono sem memória, no qual a mente se exila em territórios alheios à alma que me sustenta."