Pessoas Alegres

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⁠Ando confuso pelas ruas,que parecem uma vitrine sem fim.
Vejo pessoas lindas bem vestidas desfilando,não sei são manequins,ou apenas corpos vazios.

⁠Não questiono falta de consideração,
de reciprocidade, algumas pessoas sobrevivem na escacez.

⁠As pessoas se perdem muito,trocando de personagens,contracenando com quem não sabe atuar.

Sou intolerante,
A pessoas indecisas.
Gente meio-termo,
Que querem tudo, com nada.

As lições permanentes,
São deixadas por pessoas temporárias.

Ter é um verbo irregular, com oscilações e alterações.
Muito usado por pessoas possessivas,
Que não aceitam conjugá-lo no pretérito.


"Isso não é sobre língua portuguesa."

Eu fico fazendo os cálculos da distância,
Quando as pessoas precisam
de mim,
E quando precisei delas.

Vomita teu ego,
Ele tem contaminado pessoas,
Imagina o que tem feito com você.

Perdi o interesse de voltar,
Isso inclui lugares e pessoas.
Quem não dá importância para minha presença,
Ofereço distância e ausência.

Sobre lugares e pessoas que eu prometi nunca mais voltar,
Até aqui,
Minha parte do nunca está mantida.

Em terra de pessoas sensíveis, sinceridade é flecha pontiaguda.

As pessoas erram quando falam que minha inquietude,
meu barulho assusta.
O perigo mora no meu silêncio.

O desgaste tem sido menos,
Quando comecei a segurar a porta,
E não as pessoas que querem ir.

Pessoas rasas
Nunca respeitam a paz interior do outro,
Porque não tem a profundidade de conhecer.

Tempos estranhos,
Pessoas com vergonha de serem emocionadas.
Mas com orgulho de machucarem as outras.

Para algumas pessoas minha gentileza, até minha empatia,
Já minha confiança, não tenham tanta certeza.

As pessoas têm uma tendência a querer me guiar por aí, a me puxar pelo nariz. De vez em quando, preciso dar uma mordida na mão delas.


(Charles Bukowski)

O que define as pessoas é o combate entre a delicadeza e a brutalidade.

As pessoas se impressionam com letras grossas e douradas, mas os que falam usam apenas o simples som das palavras.

A normalidade


As pessoas normais estão presas à normalidade e a normalidade à loucura. As pessoas normais matam. Matam por ódio, ciúme, amor cobiça e nas guerras. E nas guerras matam por amor, cobiça, ciúme, ódio e por vontade de matar. As pessoas normais não estão satisfeitas com o mundo e querem reformá-lo e, assim, destruí-lo. O mundo reformado é repleto de plástico, gases, ácidos, radiação e tanto lixo que mesmo as pessoas normais percebem a enrascada em que se meteram. Quando estão deixando de serem normais, essas pessoas logo procuram um médico que as normalize. Isso não tem efeito e elas procuram uma saída normal, como beber álcool, cheirar cocaína, injetar heroína, respirar a fumaça de cigarros ou começar a frequentar um culto religioso. Isso não dá certo e elas procuram o mais normal: trabalhar desesperadamente e viver dos sonhos que o cansaço produz. Cansados do cansaço, os normais adoecem e morrem, sendo enquadrados num túmulo onde não podem mais reclamar dos elogios e outros delírios que os outros dizem sobre eles.