Pés de Criança

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“Quando o ambiente falha cedo demais, a criança pode crescer funcional por fora e ausente de si por dentro.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Uma criança desafiadora não precisa de adultos que desistam dela; precisa de firmeza, escuta e direção para transformar oposição em equilíbrio.”
Do livro TOD — Transtorno Opositivo Desafiador: Compreensão, Diagnóstico e Caminhos para o Equilíbrio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Antes de chamar uma criança de difícil, é preciso perguntar que dor, desregulação ou ambiente ela ainda não sabe nomear.”
Do livro TOD — Transtorno Opositivo Desafiador: Compreensão, Diagnóstico e Caminhos para o Equilíbrio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O desafio da criança muitas vezes é a linguagem possível de um sistema emocional que ainda não aprendeu a se regular.”
Do livro TOD — Transtorno Opositivo Desafiador: Compreensão, Diagnóstico e Caminhos para o Equilíbrio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A criança com TOD não é inimiga da autoridade; muitas vezes, ela está presa em ciclos de confronto que os adultos também precisam aprender a interromper.”
Do livro TOD — Transtorno Opositivo Desafiador: Compreensão, Diagnóstico e Caminhos para o Equilíbrio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Cada criança deixada na roda carregava mais do que abandono: carregava uma história que o silêncio tentou apagar.”
Do livro A Roda dos Excluídos — Histórias Giradas ao Silêncio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O anonimato protegia a vergonha social, mas muitas vezes roubava da criança o direito sagrado de saber de onde veio.”
Do livro A Roda dos Excluídos — Histórias Giradas ao Silêncio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

⁠Pare! VOCÊ, não é mais uma CRIANÇA.
E VOCÊ! sabe muito bem o que está FAZENDO.
RECEBEMOS o que mais DAMOS,
Depois, não diga que o MUNDO é INJUSTO.
E que VOCÊ, nunca teve uma CHANCE.
RECOMPENSA maior é o MÉRITO.

Cair e Levantar
​Quando se é criança, o tombo faz parte,
Machuca o joelho, mas logo passou.
Crescer é um sopro, uma forma de arte,
Ser criança é bom, mas o tempo mudou,
E a adolescência também me encantou.
​O que vem depois? O futuro não sei,
Pois o mundo adulto eu nunca vivi.
Doutor, engenheiro... nos planos que criei,
São tantas escolhas que eu já conheci.
​Há muito o que pensar, caminhos a escolher,
Dúvidas rimando com o que vai ser.
Mas de uma certeza eu não abro mão:
Ser adulto eu quero, com o pé no chão,
Pronto para a vida e pro que der e vier.
Isasherculano

Sobreviver, minha doce criança, é assassinar sonhos,
enquanto o tempo embaralha o destino com os tentáculos amargos do acaso,
as cores percorrem o mundo e são capturadas pelo
cansaço.
Restando, então, telas em preto e
branco,
não para serem coloridas, mas para esquecermos que
um dia já existiram tons azuis em
nossos
céus.

Uma criança de 4 anos ainda é um bebê.
Às vezes esquecemos disso porque eles já falam como gente grande.
Mas 4 anos ainda é muito pequeno.

Aos 4 anos,
eles fazem mil perguntas, inventam histórias
e transformam qualquer coisa em brincadeira.

Mas também é a fase das emoções intensas.
Eles choram forte, se frustram rápido
e ainda estão aprendendo a lidar com o que sentem.

Quatro anos é a fase das gargalhadas sem motivo,
das perguntas inesperadas,
e dos abraços que chegam de surpresa.

Um dia eles não vão mais pedir abraço antes de dormir.
Um dia eles vão parar de subir no seu colo.

E você vai olhar para trás desejando
só mais um dia do seu filho de 4 anos.

Calejamento da alma


Um dia todos fomos, criança enganada...
Brincando víamos tudo com olhar inocente,
crescemos, e tudo tornou-se diferente...
Do que vivíamos restou quase nada.


Obrigações de uma vida assalariada,
boletos a atormentar de modo frequente,
fome de tudo, couro cansado, dor de dente...
Linhas de expressão, a próxima cilada.


Tempos distantes, aqueles de paz...
Sonho interrompido pelo despertador;
corre! senão o ônibus lhe deixa para trás...


A frieza cotidiana não lhe concede favor...
Fones de ouvido, cafeína, olhar sagaz...
O feitiço do tempo lapidando sua dor.

As injustiças são desproporcionalmente distribuídas na sociedade, uma criança passando fome faz parte pois o mundo é injusto, mas o pedido em um restaurante chique atrasar é uma injustiça inaceitável.

A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?




Leonardo Mesquita

O que o redpill busca nas mulheres, só uma criança possui.

Se você é religioso desde criança, isso não é uma escolha, mas resultado de doutrinação cultural. Apenas o ateísmo ou o agnosticismo podem ser considerados escolhas reais, pois exigem o abandono da religião!

Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.

Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo


Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes

"Peguei a galinha e a depenei, era ela ou eu na minha cabeça de criança, não gosto de tomar decisões com a vida alheia. Eu a depenei, como se depenasse a mim mesmo".

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.