Pés de Criança

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Em desespero, a mãe decidiu que a criança precisava de um “pissicólogo”. É. De um pissicólogo, para deixar bem claro. Como fazem os adultos que sempre contratam “adevogados” ou trocam “peneus”. Sua justificativa esdrúxula era simplesmente a mudança contínua de comportamento da menina, ora bem comportada, ora birrenta e voluntariosa, e algumas vezes até desaforada.
Muitas mães não suportam constatar que os filhos crescem, tornam-se crianças ou adolescentes com temperamentos próprios, vontades pessoais, o que significa não serem mais tão cordatos ou obedientes. Uma variação normal, se não houver extremos como aqueles que transformam nossos filhos em pequenos tiranos ou até minipisicopatas. Afinal, a criança um dia se descobre pessoa e não aceita continuar dominada mesmo em seus pensamentos, os sentimentos e a personalidade.
Na verdade, a mãe da pequena jamais levou a filha para fazer o tratamento. As coisas foram se amoldando aos trancos e contra sua vontade. Não que ela passasse a julgar a ideia inicial desnecessária, mas porque a imagem do tratamento “pissicológico” dava preguiça. Demandaria mais trabalho que o já então vício de arrancar os cabelos, dar gritos histéricos, solavancos na menina. Um desempenho que mais tarde acabou por fazer com que a parentalha a convencesse de que ela, sim, a mãe, teria de procurar não um psicólogo, mas um “pissiquiatra”, pois o neurologista falhara.
Verdade, ainda, que aquela mãe tinha, entre outras coisas, a profunda frustração de nunca ter se livrado da infância reprimida, sem voz nem vez, mesmo nas questões aparentemente mais simples. Questões como as que envolviam a disposição de seus brinquedos (se é que os tinha), o gosto pelas roupas mais adequadas ao seu critério infantil e o desejo de brincadeiras que sujassem ou molhassem as roupas.
Preocupante mesmo seria ter um filho que jamais questionasse, nunca fizesse uma birra nem dissesse um desaforo do tamanho de seus poucos anos. Comportamento invariável, sempre cordato e maduro não combina com criança. Aliás, o adulto precoce de hoje pode ser a criança infeliz e até perigosa de amanhã. Tal criança, sim, precisa e continuará precisando de acompanhamento profissional.

Eis aí uma tamanha incoerência: Doar para o Criança Esperança e não enxergar as crianças carentes da casa ao lado, que jamais serão contempladas por nossa doação.

EDUCAR É VIVER

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A criança confere o meu discurso
no percurso das minhas atitudes;
na firmeza ou na fuga dos meus olhos;
na transparência do que a fala diz...
O menino defere ou indefere
meus conselhos, as recomendações,
quando a própria postura me autentica
ou as contradições me desmascaram...
Valem mais as leituras das ações;
das lições de vivência consistente
no contexto real de minha vida...
Sou estrada pros passos do meu filho;
sou espelho da fé que o meu aluno
tem ou não neste mundo; nas pessoas...

A maturidade é gerada na dor; para uma criança aprender que fogo queima, ela tem que chegar perto e sentir que seu calor pode machucá-la. Para um homem amadurecer, ele tem que passar pelas feridas da vida que geram cicatrizes dos aprendizados vividos, das dores passadas, para entender que, mesmo Deus sendo Pai, Ele permite a dor para te ensinar o verdadeiro valor da vida.

Fortaleza
Eu gosto de pensar que a verdadeira amizade é como uma criança, pura, sem preconceitos, que vê o outro como igual, brinca, abraça, cresce, se fortalece, perdura dias, meses, anos, se eterniza...
Desejo que nossa amizade cresça, não apenas com votos, que ela se fortaleça com os laços que nos aproximam, nos unem, e nos permita que nos chamemos de verdadeiros cúmplices.
Desejo que ao abrir os olhos, sempre perceba que as coisas boas estão dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão, nem sentimentos, nem motivos, pois o importante é viver cada momento e aprender com a mínima duração de cada segundo recorrido...
Pois a vida está nos olhos de quem sabe ver, apenas sejamos cautelosos, porque muitos de nós conseva um lindo coração para um mundo não tão merecedor dele...

"Quanta lembrança
que, desde criança,
em mim veio florescer."

⁠Quero ter a simplicidade de uma criança

Crescer não é esquecer a criança que fomos, mas aprender a cuidar dela em silêncio, sem deixar que a vida apague seus sonhos.⁠

Na escritora habitam a curiosidade da criança, a profundidade da filósofa e a precisão da cientista — ela pergunta, pensa e revela.

A beleza de aprender


Aprender é abrir uma janela
Ver com o olhar de uma criança
Cada livro ou palavra descoberta
Vai dando sabedoria e confiança
A vida ganha novo sentido
Gratidão pelo caminho percorrido
É uma luz que acende a esperança.


Na trilha do saber se cresce
Faz descobertas que nem imaginava
A mente infla, vai se expandindo
A mente ganha cor que nem a vista criava
O conhecimento é tesouro profundo
É a chave que abre portas do mundo
Que só a sua imaginação criava.


Ser estudante é plantar ideias
Para colher uma vasta semeadura
É construir, não só idealizar
Recebendo o ganho com fartura
Transformar querer em dedicação
Manter uma ideal persuasão
Reverter obstáculos com ternura.


Há quem nunca cansa de aprender
É digno de aplauso essa grandeza
Acreditando que o futuro é agora
Tem o saber como real e certeza
Aprofundando seu conhecimento
Aproveita cada oportuno momento
Onde reside no aprender a beleza.


Parabéns a quem jamais se cansa
E busca o saber aprofundar
Tem minha admiração e respeito
Porque também vivo a estudar
Que tenhamos mais força a cada dia
Para aprender sempre com sabedoria
E o mundo esteja sempre a melhorar.

⁠Felicidade é descobrir-se sendo criança outra vez.

Ser criança...
Tempo mágico e único! Aproveite todos estes momentos com a certeza de que é a melhor fase de nossas vidas. Sorria, agradeça, tenha fé e sabedoria, acredite em um futuro próspero.

''O adulto é infeliz maltratando criança.''

Igual criança fica, quem não tem esperança.

⁠Toda criança tem direito a um bom pai que sabe repreender, e uma mãe que sabe consolar.

Como é estranho e belo o poder da imagem e das experiências.
A criança que corria e sorria não sabia.
Crescia, e sem perceber, as raízes que a sustentavam
se desfaziam em silêncio,
na mesma medida em que o mundo se abria diante dela.

A criança agora é jovem.
Reconhece-se no espelho sem se reconhecer.
Não é mais a infância.
O familiar, de tanto se conhecer, já é outro.
O conhecido também desconhece.

O mundo, ele próprio, é uma imagem.
Flutua, muda de forma, de cor, de sentido.
E ao mesmo tempo é pequeno,
e tão imenso quanto os astros.
Um enigma:
quem o conhece, o perde.
Quem o desconhece, o encontra.

A criança que sentia demais




Ela aprendeu cedo
que o chão podia desaparecer.


Não por terremotos,
mas por silêncios que mudavam de humor,
por paredes que escutavam demais,
por relógios sempre prontos para correr
até um lugar branco, de luz dura.


Cresceu com antenas no peito.
Sentia antes de entender.
Pressentia antes de querer.


Enquanto outras brincavam de futuro,
ela brincava de equilíbrio:
não ocupar espaço demais,
não desejar alto,
não guardar segredos em gavetas frágeis.


Aprendeu a existir em modo de espera.
Como quem segura o fôlego
para não acordar o perigo.


Havia beleza, ainda assim.
Sempre há.
Ela colecionava migalhas de mundo:
um pedaço de céu visto da janela,
o cheiro de algo bom que não durava,
um riso emprestado no meio da tarde.


Com o tempo,
cresceu por fora
antes de crescer por dentro.


Levou para a vida
a inocência dos que nunca foram protegidos:
acreditou demais,
deu nomes às coisas antes de testá-las,
ofereceu o coração
como quem oferece água
num deserto que finge ser oásis.


Roubaram-lhe ideias
como quem colhe frutos de uma árvore
sem perguntar quem a plantou.
Confundiram sua entrega com fraqueza,
sua escuta com permissão.


E ela, ainda assim,
continuou aberta.


Porque quem aprende a sobreviver cedo
demora a aprender a fechar portas.


Mas há um ponto,
sempre há,
em que a criança cansada
olha para o adulto que se tornou
e diz, em silêncio:
agora é comigo.


Não há ruptura visível.
Não há vingança.
Há algo mais raro:
a construção lenta de um centro.


Ela começa a devolver pesos
que nunca foram seus.
A deixar no chão
o que carregou por amor mal compreendido.


Descobre que pode escolher
onde pousar o corpo,
a quem confiar a própria história,
o que merece permanecer intacto.


E então,
sem anúncio,
sem aplauso,
algo muda de lugar.


A vigilância vira atenção a si.
O medo aprende a descansar.


A criança não desaparece.
Ela finalmente encontra abrigo
no adulto que sobreviveu
sem perder a capacidade de sentir.


E isso,
isso é um tipo silencioso de vitória.

⁠Coração de Peter Pan, na terra do nunca as brincadeiras não tem fim
Feliz 1 de Junho para a criança eterna que vive em mim

"Sou uma eterna apaixonada
pela vida. Mais nada
me faz perder este jeito de
criança, de olhar o mundo
de um jeito magico e gostoso".

⁠A interpretação da subjetividade é um labirinto escuro, e o intérprete, uma criança fértil.