Pés
Calçar os pés com a preparação do Evangelho da paz é evitar que os vermes da terra corrompam a saúde do corpo, da alma e do espírito.
Meu caminho, meu destino. Meu destino é caminhar por onde manda meu coração. Meu coração é guiado pela sua luz, e a sua luz, me leva aonde meus pés não alcançam.
Flávia Abib
Quando o amor da minha vida se foi..
Se pudesse eu gritaria;
Não vais amor, não podes, não quero...
Não pude.
Parei, atravanquei, me perdi no buraco,
E a voz, se afundou
Sob meus pés.
Chorei!
A vontade do meu amor, era tudo.
Então parti-me ao meio..
Deixei ir e também fui..
Você é linda, dos pés à cabeça,
pele macia e delicada,
uma alma intensa,
que precisa ser apreciada
na plenitude da tua essência.
Já não sei se poeta sou, mera trovadora ou uma simples rabiscadora. O que sei é que tudo isso me enriquece, alegra e sigo em direção ao por do sol. Vou percebendo toda a alquimia que se faz enquanto a brisa toca só para mim, e aqui, aos meus pés em versos jaz...
Concilia corpo e alma para que ambos possam se acoplar em sintonia, e faça de tua vida uma dança leve e sincronizada como os pés da bailarina.
O TEMPO DAS PALAVRAS
O tempo me entregou palavras.
Ora cruas, abertas em veias,
escorridas em derivados.
Quando as toquei, já estavam apegadas.
já haviam se aprontado de raízes,
impregnadas de sais e pés amanhecidos.
Poderia garimpar aparamentos,
entre as horas tremulas e as certezas movediças.
Poderia reparar atrelamento, deixar que ficassem sem face.
Em vão tateei o criador de palavras.
Elas já haviam se cingido em mim.
Meu rosto passou a ser as palavras que colhi.
Carlos Daniel Dojja
Não se iluda com a aparência frágil de uma mulher.
Seus pequenos pés podem ter vivido experiências surpreendentes e vencido batalhas inimagináveis!
Delicadamente...
Mais vale correr atrás de um sonho próspero, que está em um futuro um pouco distante.
Que ter os pés firmes e ficados em uma realidade já falida.
Eu ando descalço..
Pra saber onde piso...
Pra me manter vivo.
Eu ando descalço
De ilusões e sofrimentos
Piso bem, piso limpo
Sem devaneios , sem sustos
Sigo meus instintos ..
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
Travessia
Seja do jeito que for
Colha do jeito que for para colher,
Nos cantos da vida por onde eu caminhar
Mesmo que eu pise nos espinhos que eu encontrar,
Das flores eu hei de lembrar.
Meus pés ardem de tanto caminhar,
As lágrimas vertem rasgando o trajeto
Fazendo-me esquecer da dor.
Lembrar-me-ei dos amores que não tive
Dos amores que quis muito e por medo ignorei-os
Mesmo assim deixei-me amar tanto que doía.
Meus medos e sonhos se misturaram
Com as nuvens que passavam devagar
Como poeira das terras desertas.
Investi contra meu caminho para que ele acordasse
Levando-me para onde eu esquecesse o medo
No trajeto das minhas escolhas
Onde estava meu sonho adormecido.
Não caio nessa que os opostos se atraem, não vou deixar de voar porque você não quer tirar os pés do chão, não vou deixar de criar porque você quer viver em uma vida em preto e branco. “Quem ama não prende que ama solta.”
— Meu nome, a tua altura o meu chão a teus pés, meu pão o teu vinho vem de uma substância chamada nada ou pé de um todo nenhum . . .
