Pés
Na roda da vida, danço com a alma,
meus pés emaranhados, como um soldado em combate,
cada movimento, um eco de memórias,
capoeira, meu escudo, meu abrigo.
A ginga que embala o coração,
a capoeira me ensinou a lutar e a amar,
como se o tempo parasse, em cada golpe,
encontro a força que brota da terra.
No som do berimbau, a história ressoa,
cantos de resistência, de dor e alegria,
sangue e suor se misturam na areia,
com irmãos e irmãs, na eterna dança.
Entre os desafios, a beleza se revela,
o corpo fala a língua da liberdade,
amo a capoeira, que me ajudou como militar,
nela, aprendi a arte de viver e sonhar.
Águas claras
Quando meus pés não sentem mais o chão
E aquele velho pensamento toma meu coração
Quando as lembranças enterradas
Num passado não esquecido
Voltam trazendo sentimentos perdidos
Alegrias, sofrimentos, pequenos momentos
Sonhos, desilusões e arrependimentos
Pior que lembrar ou sentir
É saber que realmente foi o fim
Que nunca voltará, que sempre será
Uma lembrança perdida no vão das palavras
Juras de amor nunca cumpridas
Perdas sofridas refletidas em águas claras
Silêncio e temor, tristeza e dor
Não é rancor, muito menos raiva
É apenas a perda marcada na alma
Dia, noite ou madrugada
Já não me importa,
Ando por aí bem longe de casa
Seguindo meu caminho
Andando sozinho e descalço
Nessa estrada de espinhos.
Todos os gestores sabem o foco do resultado empresa, mas muitos não sabem tratar devidamente as pessoas que fazem os reultados.
As vezes penso que as pessoas estão frias , conversando comigo apenas por obrigação, ou seja, as pessoas estão, a cada dia, perdendo o desejo de prosear
A nossa vida é cheia de escolhas; tem árvore que te da frutos,tem árvore que te dá só folhas.tem pessoa que te dá sensação de carinho, outra te dá sensação dolorosa, umas te dão espinhos, outras te oferecem as rosas.
Por diversas vezes me achei grande.
Tão pequeno,
Tropecei nos meus próprios pés
Engasguei com a própria saliva
Acreditando ser o que não era.
Sou homem mortal de carne e osso
Humano, desses que voltam ao pó.
Normalmente os que são duros com eles mesmos, possuem punhos e pés de aço, mas um coração de cristal
A genialidade é aquela que sempre anda a pés descalços, nunca com celeridade, pois sabe que nunca será alcançada
Ando pés descalços num satélite esquisito; júpiter tem tantas luas e nenhum poeta. Europa sem olhares verde-azuis e pelos ruivos; Europa é uma lua confusa em meio a gases, e quem quer saber disso? Os americanos querem... querem saber da origem da origem. Deliro; uma alma poética viaja onde sondas deitam curiosidades yankees, meus pensamentos voam sobre vapores com a velocidade da solidão; a solidão é tão rápida que nossos olhares programaram nossos beijos há tanto tempo, mas acho que me acostumei com este vagar e desaprendi a ser feliz. A minha lua se ergue de uma montanha é prateada e definha em fases; nova é sua fase mais fina, uma grande ilusão, a lua é uma só... além da mangueira o vento lamuria a fantasmas que se perderam no rio ou conheceram suas curvas e nunca mais voltaram o que não os tornam menos fantasmas; muito além Juno espia Júpiter, descobre a possibilidade de vida em Ganímedes, são as novidades e o novo sempre me atormentou; séculos me acompanham de aventuras batalhas e paixões das minhas outras histórias de amor, muitas se acabaram em precipícios, é uma intuição que me acompanha e silencia quando a solidão vem acolhedora e preventiva; eu tenho tudo o que já tive um dia e o que eu não tive é o que me apavora em teu olhar: são tantas promessas, não sei se serei feliz, feliz assim...
