Permanecer em Silencio

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Algumas lições não vem através de palavras, mas do silêncio ensurdecedor de quem um dia prometeu nunca partir.

Carta de Despedida
“Pra Ela Que Nunca Mais Voltou”


Ei, garota de olhos escuros e silêncio barulhento…


Não sei se você lembra de mim,
mas tem um pedaço seu que ainda vive em mim como se o tempo não tivesse passado. Você apareceu como quem não pede licença, entrou na minha mente e fez morada num canto que ninguém conhecia.


Foi tudo tão rápido, estranho, misterioso.
Mas, de algum jeito, foi real.
Mesmo que ninguém tenha visto,
mesmo que eu duvide às vezes,
meu peito lembra.


Você foi abrigo.
Foi confusão.
Foi arte em forma de pessoa.
Me ensinou que saudade não precisa durar anos pra doer como se fosse pra sempre.


Hoje, eu não escrevo pra pedir respostas.
Nem pra te culpar.
Eu escrevo porque quero me libertar do que ficou preso aqui dentro.


Se você era real, eu te desejo paz.
Se você era só uma fantasia, eu te agradeço por ter me feito sentir.
Mas agora, eu preciso me escolher.
Preciso me olhar no espelho e parar de procurar seu rosto nos rostos alheios.
Preciso parar de me perguntar "e se?",
e começar a me perguntar "e agora?"


Hoje eu me despeço.
Não porque eu esqueci.
Mas porque eu me respeito.
E porque eu mereço ser amado no presente.


Adeus, garota de franja e mistério.
Você foi capítulo.
Mas eu sou o livro inteiro.

SOLITÁRIO
Eu queria muito falar nada
No silêncio de um andarilho
Sorver cada passo da estrada
Sem justificar o meu caminho
Muitos rastros na encruzilhada
Sem nenhum temor de estar sozinho!

Ao pensar no vazio fico em silêncio e sinto não estar aqui.

Meu mais profundo ensinamento foi dito em silêncio quando meu discípulo decidiu partir... Era a dor do pai perdendo seu filho.

Quem teme a verdade evita o silêncio; quem já a encontrou não precisa de aplausos.

Entre teorias e dúvidas humanas, minha fé descansa em silêncio: Deus não precisa ser explicado, apenas sentido, pois o reconheço no silêncio que me sustenta quando o mundo não sabe responder.

Antes do sol nascer, quando ainda está escuro, os pássaros começam a cantar e rompem o silêncio da noite; o céu começa a clarear

Na penumbra que antecede a alvorada, os pássaros rompem o silêncio da noite com sua melodia, anunciando a primeira luz do dia

⁠Sei que meu silêncio pode parecer desinteresse, mas é justamente o contrário. Só não quero te levar para o meio do caos que estou resolvendo

"O Destino que Descansa em Deus"
Pode o tempo parecer um deserto,
E o silêncio, um abismo sem fim,
Mas o que é teu já está por perto,
Guardado em um jardim que não tem fim.
Não se apresse em querer o detalhe,
Pois o mistério é o colo da fé.
Deus não permite que o plano falhe,
Ele sustenta quem se mantém de pé.
O que é teu por direito sagrado,
Ninguém rouba, ninguém desfaz.
Está no tempo de Deus reservado,
No compasso da Sua perfeita paz.
Confie no que os olhos não veem,
Pois o autor da vida sabe o que faz.
As mãos que te guiam também te detêm,
Para te entregar o que te traga paz.
Não se perde o que o céu já assinou,
Nem se apaga o que o tempo escreveu.
Descanse na promessa que Ele deixou:
O que é para ser teu, já é teu.

⁠O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.

A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.

O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.

Que o silêncio desta noite acalme o seu coração e leve para longe todas as suas preocupações. Entrego o seu descanso nas mãos de Deus, pedindo que Ele te proteja, renove as suas forças e cubra o seu sono com muita paz. Durma com a tranquilidade de quem é cuidado pelo céu. Boa noite!

Quanto mais silêncio houver num livro, melhor ele é. Porque nos permite escrever o livro melhor, como leitor.

O silêncio diante de injustiças não é silêncio. É conivência.

Nas ruas vazias da alma coletiva, o eco do silêncio coletivo se alastra como uma névoa densa, tecida por milhões de vozes caladas. Cada ser carrega um grito engolido — o operário que engole o cansaço, a criança que guarda o sonho partido, o amante que murmura promessas ao vento. Juntos, formam um coro invisível, onde o nada ressoa mais alto que o clamor.É um oceano de pausas, onde o ar vibra com ausências: mãos que não se tocam, olhares que fogem, corações batendo em uníssono mudo. O silêncio não é vazio; ele pulsa, ecoando feridas compartilhadas, solidões entrelaçadas como raízes sob a terra. Nesse vasto auditório sem paredes, o eco se multiplica, transformando o individual em hino universal — um lamento que cura ao ser sentido por todos.

O “além do silêncio” é o sentimento puro intangível.

Há dias em que sobreviver já é vitória!
E tudo bem comemorar em silêncio!
Força também é isso!
Atte.
Cleide 🙋🏽‍♀️