Permanecer em Silencio

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"A verdadeira sabedoria está em saber ouvir o silêncio e entender o que o coração tenta dizer"


@joaovitorbra_sil

⁠"O silêncio dos bons é o palanque dos maus."

O incômodo que você sente está diretamente ligado ao silêncio que você não faz.

Chegue em silêncio, vá em legado.

Assusto porque o meu silêncio é mais violento do que qualquer grito preso em minha garganta, um som que nunca nasce, mas morre centenas de milhares de vezes dentro de mim
Há um abismo aberto no meio do meu peito e ninguém vê o porque ele não sangra por fora, não é apenas um mar de águas ensanguentadas, é uma fonte sem fim
Eu carrego um terremoto sob a pele e tudo treme, tudo racha, tudo desmorona e por fora eu continuo em pé, educada, inteira, aceitável, intensa.
Um mundo enorme e mesmo assim sinto em meus ombros e ele está pesando inteiro sobre mim, como se eu tivesse sido escolhida para sustentar o que não cabe em minhas mão, apertando com a palma de suas mãos
Vivem me dizendo “não é nada demais”, “tem gente pior”, “isso passa”, mas só sabem exatamente o que você passa, quando eles sofrem na pele o que você sentiu
Porque a dor não se mede comparando tragédias.
Eu não quero parar, pois parar é descansar, eu quero desistir, não consigo mais fingir que não dói, simplesmente por que alguém me disse que era fraqueza demonstrar tristeza
Quero desistir de sorrir com os lábios enquanto por dentro tudo implora por socorro.
Queria rasgar o peito e mostrar que aqui dentro há um campo devastado
Não flores, elas foram destruídas
Não esperança bonita, onde nunca existiu
Mas terra revolvida, raízes arrancadas, céu escuro ao meio-dia, um fogo gelado
O caminho de pedra virou lâmina e cada passo que eu dei é um corte invisível
Cada palavra maldita que engulo vira espinho na garganta, me fazendo perder a voz
E eu engulo, sempre engulo, o sofrimento se sente sobre mim como um rei tirano e cruel que exige silêncio
Ele aperta minha voz até ela virar eco, até um dia nem o eco possa se ouvir
Eu grito e o som morre antes de nascer
Eu falo e me transformam em exagero, calando minha voz
Sou julgada antes de ser ouvida, sou a fraqueza antes de ser compreendida
E dói, dói num lugar que não tem nome, dói como se algo estivesse sendo arrancado
devagar, dia após dia, sem que ninguém perceba
Eu sou uma guerra sem plateia, o incêndio sem fumaça, uma tempestade que só acontece por dentro, é invisível e ninguém pode ver, ( não sentir, não deixar saber)
E o pior não é a dor, é a solidão que insiste em me acompanhar, e a vida me obriga a continuar respirando.

O choro que mais dói é aquele chorado em silêncio.




- Carolina Anjos.

A supremacia de amar


Amar...
É sofrer em silêncio
e
não entregar- se ao desprezo da dor,
nem ao medo.
É sorrir para alguém
mesmo quando esse alguém não merece o sorriso.
É abraçar e perdoar
Quando não se merece o perdão.
É transmitir alegria
quando dentro de si abunda a tristeza.
É aceitar as diferenças
mesmo quando tudo parecer complicado.
É entregar- se
de corpo inteiro e coração.
Não é ser subordinado
mas, corresponder as exigências e ser companheiro.
É irradiar felicidade
mesmo estando cheio de angústia.
É transformar um momento
mesmo sendo ele completo de injustiças.
É viver e ser feliz
mesmo passando por inúmeras dificuldades.
É compreender
aquele que não merece sua compreensão,
e quando não se é compreendido.
É oferecer cobertor
a quem só te oferece o frio e a saudade.
É está sempre junto
mesmo sendo coberto pelo fria da distância.

A Fala do silêncio


O silêncio fala de uma forma poderosa
Capaz de expressar sentimentos intensos
Como o amor, a sabedoria, ou a dor silenciosa, descontentamento e até mesmo sem consenso.


O silêncio comunica mais do que palavras.
Ele não é a ausência de linguagem,
Uma pausa significativa que às vezes agrava.
Outras vezes, demonstra falta de coragem.


Existem momentos confortáveis a dois,
Onde um olhar ou um abraço substitui a fala,
Demonstra confiança e intimidade, pois,
O amor assim não se cala.


O silêncio nos traz a reflexão,
Parar e processar pensamentos,
Necessário para organizar a razão,
E decidir com bom fundamento.


O Silêncio de Dor e Solidão
Representa vazio, medo e tristeza
Age como escudo na depressão,
Não se pode tratar com menor desprezo.


No silêncio Deus também nos fala,
É fiel e também responde
Ele faz ouvir sua voz e não se cala.
A resposta vem e não esconde.


O silêncio é linguagem complexa
Exige escuta ativa para ser compreendido,
Revela a essência verdadeira e não perplexa
De uma fala que não é conhecida.


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026

No silêncio descobri que nem tudo que é verdadeiro precisa ser anunciado.

-) SILÊNCIO E SOLIDÃO?

Apliquei o meu coração para desvendar os mistérios do silêncio e da solidão.

Compreendi que solidão não existe e o silêncio não persiste, pois eu ouvi meu coração.

Solidão é sentimento de quem anda vazio de planos, de sonhos para o futuro.

E o silêncio? Ah! O silêncio...
O silêncio produz um som que só em silêncio se pode ouvir.

Guardo essas causas em silêncio, sabendo — sem ponte que as una — que ter validade própria é o preço da liberdade no exílio do ser.

“Obrigado por me ver quando eu era apenas silêncio pros outros.”

“O vazio se instaura onde antes pulsava a vida, não como um buraco, mas como um silêncio carregado de ecos. Inexistir não é apenas ausência: é o apagamento do nome, do gesto e da memória que sustentavam o real. O que foi fictício desfaz-se no ar como miragem; o que se extinguiu retorna ao cosmos em forma de quietude. No intervalo sutil entre o ser e o nada, pairam as cinzas luminosas de uma quimera — não mortas, apenas transmutadas. O fim não é escolha nem castigo: é o rito inevitável pelo qual uma existência atravessa o tempo e se converte em lembrança, antes mesmo de cessar.”

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

"Quem aprende a ouvir o próprio silêncio descobre respostas que o mundo inteiro tenta esconder."

⁠A experiência ajuda a responder com o silêncio as perguntas que já foram respondidas. A falta de segurança está em quem pergunta repetidamente sobre o mesmo assunto e nunca em quem já respondeu.

Fujo da realidade trocando as horas,
buscando no silêncio novas auroras.
Tento me validar, me provar, me refazer,
enquanto o mundo insiste em não querer me ver.
Cursos, livros, obstáculos vencidos,
anos de esforço em degraus construídos.
Aos quarenta e oito, o brilho não se apaga,
mas uma palavra injusta é ferida que esmaga.
"Incapacitada" — diz a voz sem critério,
tentando enterrar meu saber num cemitério.
Mas a vontade é rio que não para de correr,
ninguém destrói o que eu lutei para ser.
Ass Roseli Ribeiro

O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)

Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro

Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro