Permanecer em Silencio
Bernardo olhava-me em silêncio. Mas não era um silêncio qualquer, era um silêncio habitado. Os seus olhos tinham um cintilar quente, talvez de ternura, talvez de espanto, demoraram-se um pouco mais nos meus, como se quisessem dizer algo que as palavras ainda não sabiam.
No silêncio está a provação:
Portas vão se fechar;
Oportunidades irão escapar das suas mãos;
Pessoas que não se alinham a sua futura realidade irão se afastar;
Não tema, Deus está alinhando.
Com o tempo, aprendi a ser quem sou
e a ouvir o meu próprio ritmo.
Entre o barulho e o silêncio,
é na calma que encontro paz
e onde minhas ideias florescem.
Gosto da vida simples,
das pequenas alegrias
que iluminam o dia sem esforço.
Não sigo padrões que aprisionam;
prefiro a liberdade da mente desperta.
Alguns vivem presos à própria verdade,
girando em círculos sem perceber.
Por isso escolho a serenidade:
um lugar silencioso
onde a alma respira
e a mente vê além dos olhos.
O coração dela, inquieto,
abandona as amarras do silêncio
e guia seus passos —
livre, pulsante, sem mapas,
sem pedir permissão.
Eu a vejo se tornar alma:
leve, intuitiva, inteira,
um feixe de ternura
pulsando luz sobre mim.
Então, veio o silêncio —
um silêncio que, embora pesado,
guarda em seu peito a beleza do que foi verdadeiramente vivido.
O Silêncio da Harmonia
Agora, neste instante, você tem diante de si a chave para se tornar inteiro.
Deixe a vida fluir sem pressa, sem resistir ao seu curso,
pois é nesse espaço de entrega que a verdadeira harmonia nasce.
A felicidade, que por tanto tempo você procurou,
não é algo a ser alcançado, mas uma presença silenciosa
que se instala dentro de você e se espalha como um perfume leve,
tocando tudo ao seu redor.
E então, o mundo se torna mais calmo, mais verdadeiro.
A serenidade que você busca lá fora já existe dentro de você,
esperando apenas ser reconhecida.
Porque a paz, meu amigo, não está em algum lugar distante,
mas no profundo silêncio de quem se permite ser,
aqui e agora.
Quando a Lua Sussurra
No silêncio da sombra,
uma luz se ergue serena.
Não chora pelo que fere,
sua força é calma que acena.
Caminha por noites densas,
mas sua presença ilumina.
Se veste de simplicidade,
sorri como quem guarda aurora.
Quando a Lua sussurra segredos,
ela brilha em brilho raro,
e cada passo deixa traços de encanto
onde antes havia apenas silêncio.
Estrela de brilho infinito,
que floresce na sombra,
transforma a vida em beleza
e dá ao mundo seu calor calmo,
silencioso, eterno.
O silêncio não é ausência, é morada.
Nele, o ser se reencontra, o tempo revela o agora
e a sabedoria surge sem ruído.
Quem aprende a silenciar, escuta o essencial.
Um diz que é "as vezes no silêncio da noite..."., outros dizem "hoje eu sonhei com você...". Será que elas são superficiais ou eu que mergulho fundo demais? Como amar sem carinho, sem beijo e abraço? Como amar sem querer fazer dos dois corpos, um só? Não é feio querer morar dentro dela e todo dia sentir o cheiro do ar que a cerca, não é feio dizer eu te amo, se isso for uma verdade que trinca os ossos e faz o pelos arrepiarem. Não molhe apenas os pés na areia da praia, queira mergulhar até o fundo, você nem precisa respirar, porque amar é vida, amar é viver mais que a vida.
Porque toda queda de gigante começa quando alguém decide que não viverá governado pelo silêncio da impotência.
