Permanecer em Silencio
"... Não quero a prudência,
do silêncio que não ressoa.
Vou inventar-me de sonhos,
ainda não vistos..."
“As vezes vejo-te emudecida.
Desterro-me em teu silêncio,
Como quem aguarda e habita,
A raiz renascida em tua voz”
Eu poderia dizer muitas coisas,mas optei pelo silêncio, afinal ele sempre foi mais sábio que as palavras...
As vezes as pessoas dizem coisas que nos aborrecem, por isso eu prefiro o silêncio, não é por não ter o que dizer, mas por eu saber que não entenderiam a imensidão dos meus pensamentos e dos meus sentimentos.
Se não tens nada para falar, então cala-te....pois o silêncio é o melhor amigo para seus pensamentos. Não deseje mal as pessoas, conhecê-las, e respeitar suas opiniões, seja educada(o)....assim o MUNDO será bem melhor, respeite o próximo.
No escuro e no silêncio
vejo uma luz lá no final
do túnel, toda rua sem saída
se você olhar para trás encontrará
uma saída......
"No silêncio pensei em
algo, quando escutei sua
meiga voz, o silêncio se
encerrou e minha harmonia iniciou"...
"O silêncio a maioria
das vezes,é semelhante uma
das mais suaves melodias,
momento ótimo para pensar,
refletir, se permitir"...
O que mais falta escrever;
Já escreveram sobre o silêncio
sobre a razão, alto controle
superação.
Já escreveram sobre o amor,
sobre várias paixões,
sentimentos constantes que mau
cabem em meu coração.
Já escreveram sobre a distância, incertezas,
e também escreveram sobre a beleza.
Acredito que palavras repetidas semprem iram
existir, mais então me diga quais palavras
ainda não foram ditas?
Já escreveram sobre tantas coisas,
que nem sei mais o que falta
escrever, as palavras sem cuidado
devido também podem magoar, então
cuidado para não escrever maldades.
Palavras no seu devido cuidado
sempre tem seu encanto, por tanto
devemos escrever mais sobre prosperidade.
jamais escrevemos com rancor.
Então todos juntos escrevendo sobre o amor"...
"No amargo silêncio murmurei
a mais triste melódia, a qual a muitos
anos fez parte de minha rotina.
Para reverter esta melancolia somente
uma paixão para encerrar esta solidão"...
Ontem o silêncio foi longo, excelente momento para uma reflexão.
Com emoção cheguei a esta conclusão o show da vida precisa continuar, pois a cortina ainda não se fechou, e minha energias tão pouco se esgotaram.....
II. O silêncio que acende e a palavra que apaga
Há silêncios que iluminam mais do que mil palavras acesas. Quando cessam os ruídos, as verdades emergem como brasa sob a cinza. No entanto, há palavras que, embora vestidas de luz, encobrem mais do que revelam. A fala apressada, a explicação forçada, o discurso que se pretende verdade absoluta, tudo isso é claridade artificial, disfarce da ignorância que teme o escuro.
A luz plena muitas vezes inibe a contemplação. O excesso de nitidez exige respostas, impõe certezas. Já a penumbra nos permite hesitar. E é na hesitação que nascem as perguntas que realmente importam. Não aquelas que pedem definições, mas as que nos atravessam e nos desconstroem.
A escuridão não é ausência de caminho, mas convite à escuta interior. Ao contrário da luz que expõe tudo de uma vez, a sombra nos permite escolher o que ver, e quando ver. Ela respeita o tempo do olhar. Ensina que ver não é o mesmo que compreender, e que a revelação exige maturação do espírito.
Quando aceitamos a escuridão como parte do processo, a luz deixa de ser uma meta e passa a ser consequência. Não corremos mais em busca de holofotes, cultivamos lanternas. E nelas, acendemos apenas o necessário. O essencial não precisa de alarde. A verdade, quando chega, não brilha, pulsa.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
4.
Entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens, eu sigo com a alma em ruínas e a mente em labaredas.
“Tua palavra te alivia ou te afirma? Dependendo da resposta, talvez o silêncio seja a melhor escolha.”
“Recolho-me sem culpa. O corpo repousa, a alma respira. Que o amanhã me aguarde. Hoje sou silêncio e descanso.”
“Resistir em silêncio é aceitar a dor como presença e ainda assim recusar-se a ceder o próprio eixo à dominação.”
“Alguns precisam de espaço e voz para resistir. Outros são vastos, mesmo em clausura e silêncio. O universo que habitamos tem o tamanho da nossa mente e da nossa alma.”
“Nem todo brilho está na luz direta. Ser essencial no silêncio e penumbra é virtude dos que já compreenderam seu papel.”
