Permanecer em Silencio
Que no silêncio do escuro de cada esquina.
A tua voz seja meu guia, para afastar aqueles que nem sabe o que os guiam.
O barulho do silêncio
Em meio a escuridão profunda
E o que guia a alma
Para a saída do que
Nunca se foi preso.
Realidade
As vezes ,estamos tão absortos da realidade, que trocamos o mundo dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem . Em certos momentos da vida, esses momentos valem uma vida !!!!
A beleza de uma mulher
A beleza de uma mulher é tão maravilhosa que só o silêncio torna-se seu companheiro inseparável em admirar essa coisa linda de mais para ser descrita por palavras
Bom dia amigos !!!!!!!
O silêncio
Pratique com muita reflexão e humildade o monólogo do silêncio !!!
Ele faz muito bem ao nosso corpo e alma .
Páscoa em Silêncio
As flores renascem, a mesa se enfeita,
mas há um vazio entre os talheres.
A cadeira vazia diz mais que mil palavras,
emudecendo os risos que já foram plenos.
A Páscoa chega com promessas de vida,
de recomeços, de fé restaurada.
Mas dentro do peito, uma cruz invisível
carrega lembranças mal cicatrizadas.
O som das crianças, tão doce, tão leve,
não alcança o canto onde a saudade mora.
E os sinos, que tocam chamando alegria,
ressoam em ecos de quem foi embora.
O coelho não veio, o ovo não importa,
se a ausência aperta feito espinho.
A ressurreição é para os fortes — ou santos —
eu apenas caminho, sozinho.
Mas ainda assim, entre sombras e dores,
uma vela insiste em não apagar.
Talvez Páscoa seja isso, no fundo:
esperar a vida… mesmo sem enxergar.
Beijo no Píer
A noite vestia silêncio e brisa,
o píer rangia sob os pés calados,
dois jovens — coração na beira —
com os olhos tímidos, entrelaçados.
O frio bordava os casacos fechados,
mas entre eles algo ardia,
um sopro quente entre as palavras,
um fio tenso de poesia.
A lua, curiosa entre as nuvens,
espreguiçava um brilho sobre o mar,
testemunha pálida e discreta
de um momento prestes a se eternizar.
Nenhum som além das ondas,
nenhum gesto além do olhar,
e então, um passo — meio incerto —
até os lábios se encontrar.
Foi breve, foi puro, foi novo,
foi tudo o que o mundo não via.
Um beijo, num píer, numa noite,
em que até o frio parecia poesia.
Encontro em Silêncio
Cruzei teu caminho, sem aviso,
os olhos se tocaram, indecisos…
e o tempo, cúmplice, desacelerou,
como quem insiste em eternizar um adeus.
Teus cabelos negros, em suaves espirais,
os lábios entreabertos, quase um sinal…
os olhos castanhos, profundos demais,
e eu… me vi neles, frágil, mortal.
Por um instante, meu peito incendiou,
a chama antiga, que ainda respirava,
mas o passado, cruel, logo soprou…
e o fogo, sem força, se apagava.
O tempo então retomou seu compasso,
meu coração, trêmulo, quis te chamar,
mas restaram só lágrimas, em silêncio escasso,
e a mentira que tentei me contar:
— "Isso é passado."
Mas quem eu quero enganar…
se teus olhos ainda sabem me quebrar?
Amar Você em Segredo
Amo você no silêncio mais fundo,
onde o mundo não pode escutar.
Nos gestos pequenos, nas pausas do dia,
nos olhos que não ousam falar.
Guardei teu nome em cada verso calado,
em cartas que nunca enviei.
E o peito, coitado, tão apertado,
abraça um amor que não revelei.
Vejo você rindo com outros caminhos,
e finjo que não dói saber.
Mas todo sorriso teu, mesmo alheio,
faz meu coração se desfazer.
É cruel amar assim, em segredo,
ser sombra do próprio querer.
Mas prefiro a dor de te ter no peito
a te perder sem nunca te ter.
“Nem todo progresso anuncia a si mesmo. Há avanços que se realizam em silêncio porque pertencem à ordem do caráter e não do espetáculo.”
Eles sempre souberam.
O silêncio entre os dois não era vazio — era desejo contido, era o medo disfarçado de prudência, era a paixão crescendo devagar até virar amor sem nunca receber esse nome. Olhares demorados, sorrisos interrompidos, despedidas que doíam mais do que deveriam. Nenhum dos dois se assumia, e o tempo, paciente e cruel, deixava o sentimento criar raízes.
Até o dia em que ele decidiu romper o silêncio.
Com a voz trêmula, revelou o amor que guardara por tanto tempo, acreditando que, se não dissesse, morreria por dentro. Ela ouviu… e negou. Não porque não sentisse, mas porque não teve coragem de admitir. Preferiu proteger-se atrás da negação, achando que o amor poderia esperar.
Ele saiu dali com o coração em ruínas.
No caminho de volta para casa, a noite o engoliu. Um acidente interrompeu seus passos, seus sonhos, suas palavras nunca mais ditas. Seu corpo foi encontrado ao pé de um Resedá branco, o mesmo lugar onde haviam se encontrado pela última vez — como se o destino tivesse escolhido ali o fim de tudo.
Junto a ele, um bilhete.
Nele estava escrito:
“Se um dia você ler isso, saiba que te amei em silêncio e verdade. Cada flor que cair desse Resedá serão minhas lágrimas, derramadas por não poder viver o amor que senti por você. Que o vento leve meu sentimento até onde eu não pude chegar.”
Quando ela leu, o mundo perdeu o chão.
Dias depois, voltou ao Resedá. As pétalas brancas caíam lentamente, cobrindo a terra como um luto delicado. Com os olhos marejados, ela sussurrou entre soluços:
— Então eu serei o chão onde suas flores caem… para que, ao menos assim, eu possa sentir um pouco do amor que deixei escapar… do amor que não tive coragem de viver.
E desde então, toda vez que o Resedá branco floresce, dizem que o chão ao redor parece mais fértil, mais vivo.
Como se o amor que não foi vivido tivesse, enfim, encontrado onde descansar.
Nos bastidores, o silêncio e a falta de perspectiva sufoca como uma semente enterrada na escuridão. O esforço parece invisível, e a notoriedade distante. Contudo, é nessa pressão solitária que o verdadeiro crescimento se consolida, aguardando o momento certo para brotar na luz.
Sentimentos
A chuva cai mansinha
Ouço lá fora
O silêncio que faz-se
Desperta as lembranças
Como um filme
Tudo passa nos pensamentos
Tudo? Ouve tudo?
Sim, pois não é o tempo
Que marca os sentimentos.
Sim, é a intensidade
Que chegam sem tempo e
Estratégia para a defesa.
Invadem teu corpo
Como um flexa
Chegam ao coração.
Não satisfeitos
Dominam tua alma
Desprevenida se
entregue ao amor.
Sem força
Para lutar
Aceita a derrota
Com um prazer imenso
A paz nasce no peito ardente
E você volta para cas
O silêncio da noite descansa o realista, mas o sonhador desperta.
Imagens, lembranças, sensações fazem a festa.
Na escuridão tomam corpo, alma, emoções e envolvem.
Transformam àquela vida medíocre,
Numa cheia de afetos;
Da solidão um bailar de corpos,
Sempre em movimentos contínuos;
Do vazio, um habitar,
ocupando todo o espaço da alma.
Nascem vidas, almas gêmeas,
Que se completam.
Cria-se castelo de ventos,
Que se desfazem
à uma réstia de sol
que teima entrar
pela fresta da janela.
Uma nuvem de pó pelo espaço,
no tempo,
voam para a luz,
quando as janelas abrem-se,
e todos os fantasmas voltam
para suas casas.
E o mundo real aponta,
Com toda sua vicissitude.
Então, o sonhador descansa,
e o realista vive.
