Perdoar e ser Humilde
"A gente gasta o passo tentando enganar o tempo, sem notar que o caminho, cansado de ser rascunho, resolveu virar destino por conta própria."
A Coragem de Ser
O mundo insiste em dar o mapa, em dizer por onde andar e como se vestir. Ele adora o que é igual, o que não faz barulho, o que cabe na caixa. E quem é diferente? Quem sente diferente? Esse, o mundo tenta isolar.
Mas a verdade é que, se você não assume as rédeas da sua história, você vira um figurante na própria vida. E não tem nada mais triste do que olhar no espelho e não reconhecer quem está ali, porque o rosto foi moldado por mãos alheias.
Viver de verdade é um ato de rebeldia. É dizer "não" para os moldes e "sim" para o que pulsa aí dentro, mesmo que ninguém entenda. Não deixe que ninguém coloque cercas no seu existir. O planeta é grande demais para a gente viver apertado no julgamento dos outros.
Seja você, com todas as suas estranhezas e cores. Porque quem não vive a própria vida, no fundo, nunca chega a existir de verdade.
"Ser fênix é aceitar as cinzas; levantar-se delas e, sempre que a vida exigir, reacender a própria chama."
Ser borderline é amar demais
e, no mesmo instante,
morrer de medo de perder.
É sentir tudo em volume máximo:
o carinho que salva,
o silêncio que machuca,
o olhar que acolhe
e o abandono que nem aconteceu
mas já dói.
Sou casa em chamas
e abrigo ao mesmo tempo.
Lobo que ataca para não sangrar,
criança que grita só para não ficar só.
Prometo ir embora,
imploro para ficar.
Construo pontes com o coração
e as explodo com o medo.
Ser borderline é pedir amor
sem saber recebê-lo,
é ferir enquanto tenta se proteger,
é ser o autor do caos
e, às vezes, a própria vítima.
Mas também é sentir bonito,
intenso, verdadeiro.
É amar com a alma inteira,
mesmo quando ela treme.
Não sou excesso por escolha.
Sou profundidade sem filtro.
E se sobrevivo a mim todos os dias,
é porque, apesar de tudo,
ainda acredito
que amar vale o risco.
Aprenda a guardar sua vida para você.
Nem tudo precisa ser contado.
Existem segredos, planos e sonhos que devem ser protegidos.
A língua pode ser uma bênção, mas também pode trazer problemas.
Muitas dores nascem de palavras ditas na hora errada, para a pessoa errada.
Confiança não se entrega fácil.
Ela leva tempo para ser construída e pode ser destruída em segundos.
Por isso, são poucos os que realmente merecem conhecer seus bastidores.
Silêncio também é sabedoria.
Quem aprende a fechar a boca, protege a própria paz, os próprios sonhos e o próprio futuro.
Paulo, como deverá ser a vida no céu?
É impossível imaginar.
Assim como uma criança no ventre não consegue conceber o mundo exterior, nós também somos incapazes disso.
Paulo Sérgio.
Quem um dia soube admirar um brinquedo na vitrine, mesmo sabendo que ele nunca poderia ser seu, teve uma experiência primária de Deus, a quem amamos sem possuir.
Sim, nossos pais têm que ser tudo para nós.
Namorados (as) vêm e vão.
Filhos vêm e vão.
Amigos vêm e vão.
Enfim, pessoas vêm e vão.
Mas os pais não irão, somos nós que iremos. Mas, quando voltamos, eles estão lá para nos receber.
Há quém diga que você não é normal por não ser doido.
Há quém diga que você não é normal por não sair com anormais.
Há quém diga que você não é normal por ser normal.
Seja quem você é e não perca sua identidade por fazer o normal.
A vida nos ensina que ser forte é a única saída para todos os problemas.
Nunca deixe que o problema se torne maior que sua força.
Na vida, se você tiver de ser extra de alguém, que seja por um pequeno período.
Pois você deve ser oficial em Tudo, não aceite ser seguanda opção.
Eu quero ser feito água, que encontra caminho no meio das pedras, que não fica estagnada, parada, esperando cair mais chuva do céu para se tornar grande.
Eu quero ser feito água, que é nascente, que é encontro, que é meio, mas nunca é fim.
Eu quero ter as forças das águas dentro de mim.
Nildinha Freitas.
O Nelson Rodrigues deveria ser lido em cada lar, nas escolas, em cada enfermaria de hospital, nos cemitérios, em cada cama de casal, nas igrejas, na porta dos bares, nas confrarias de bêbados, nas escolas de freiras e nas casas das "meninas", ditas filhas da desgraça.
É um pouco assustador desconstruir coisas que sempre achamos ser verdade. Olhar com olhos de amor, e não de dor. Perdoar o outro, e a gente mesmo, por tanto tempo perdido cultivando mágoas bobas. Então a gente descobre que ainda dá tempo de ser feliz. E descobre que ficar sem chão é o mesmo que voar.
"A dor e a delícia" de ser diagnosticado
Inicialmente ressalto que não utilizarei termos acadêmicos porque a minha atenção neste texto é que ele alcance um número de pessoas que entendam, de forma simplória, o que eu quero dizer.
A caminho de seis anos me interessando por assuntos voltados para a psique, diariamente me deparo com a proporção que tomou o uso de diagnóstico pelas pessoas. Muitas se "autodiagnosticam" visitando sites, respondendo a uma bateria de testes sem algum embasamento teórico-científico, conversando com um amigo que está cursando - visitando a sala de aula de - Psicologia ou uma matéria chamada "Psicologia alguma coisa" em um determinado curso. Enfim, pessoas querem se enquadrar a uma psicopatologia ou estrutura psíquica.
Saber o que/quem se "é" em tempos onde todos têm de se mostrar "cult" é chique. E "ser" "bipolar" ou "boderline", então? Moda-psi. E acreditem, estes são diagnósticos dificílimos de serem identificados, e eu ousaria dizer que levariam no mínimo dois anos, com ajuda e controle profissionais, para então a confirmação do que se trata.
O fato de a pessoa ter em mãos seu próprio diagnóstico, quando provindo de um profissional qualificado, não me incomoda. Mas eu ter a convicção de que exista um medicamento ou uma fórmula de "cura" para uma psicopatologia que ainda não foi sequer divulgada, bom, aí já é demais. Comportamentos da nossa era atual estão sendo ditos como doenças, déficits e síndromes em uma velocidade assustadora e isso me preocupa. Por quê?
Bom, acredito sim que toda pessoa tenha o direito de saber o que se passa, tanto no adoecer físico quanto psíquico. Mas o problema maior é a forma em que é passada, e para além disso, o jeito com que a pessoa internaliza a forma que a disseram que ela é/está no mundo. Uma forma que não tem salvação, como se a aprisionasse dentro do seu "ser". E com isso, tem muita gente utilizando o "seu diagnóstico" (o que eu sou, o que eu tenho?) como desculpas a ações absurdas, como a própria obrigação de ser feliz a todo e qualquer custo, ou como desculpas para não se ter responsabilidades. Pessoas estão fazendo mal umas às outras, aos ambientes em que convivem, e no final dão a desculpa do diagnóstico. E isso acontece num tempo de urgências, antes que tudo se acabe, já que para todos a vida tornou-se algo breve.
Para que tenhamos clareza da seriedade do que é diagnosticar, em estágios e acessos a prontuários da Psicanálise e da Psicologia eu vi muitos "psicóticos" ou "obsessivos" sendo enquadrados como "perversos". Psicóticos sendo chamados de "histéricos" ou "neuróticos". "Melancólicos" e "depressivos" sendo chamados de manhosos. "Pessoas fóbicas" ou com "TOC's" tendo direito somente ao uso de medicamentos, e não de se perceberem nas suas dificuldades. E em todos esses casos, é como se tirassem o sujeito da doença e a pessoa tornasse apenas uma telespectadora do sofrer.
Eu aprendi que o diagnóstico psíquico é de uso do profissional no campo da Psicologia ou da Psiquiatria ou da Psicanálise. O que o paciente é ou o que ele tem não é retirado de uma CID ou de um DSM, mas de uma história de vida. Manuais são um caminho, não uma solução. E o tratamento, embora muitas vezes eu concorde que deva sim ser medicamentoso, parte das possibilidades apresentadas pelo paciente ao profissional, e é claro, na busca pela forma que o adeque, por vontade e liberdade dele, a um estilo de vida suportável e feliz.
Acredito que as pessoas não deveriam se preocupar tanto com o que têm ou são no adoecimento psíquico, mas sim com o que podem fazer para cuidarem de si e das pessoas aos seus arredores. Não se trata de parar de dizer qual o diagnóstico, mas de mostrar ao paciente que ele é bem mais que qualquer nome. Não podemos deixar de acreditar na mudança dos sujeitos, na responsabilização dos sujeitos, tampouco superação das limitações dos sujeitos. Todos nós temos limitações. Mas se superar e se autoconhecer são pontos importantes que também fazem parte de uma terapia. Por fim, a terapia é um momento de parar, refletir, recuperar forças... e seguir em frente. Coisas que um diagnóstico não proporciona a ninguém.
Consulte um psicólogo.
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