Perdoar e ser Humilde

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O céu, o chão. Nunca vejo o meio. Qual a razão de ser o meio termo. Na minha mão, guardo o meu destino. Eu abro e vou.

Eu só sei que não quero viver uma vida dedilhada. Cansei de pensar demais e os erros meus não são iguais aos erros que deixei pra trás. E aqueles velhos medos não assustam mais.

Meus passos vão, firmes no caminho, em direção ao que não foi escrito. Intuição, sopra em meu ouvido. Escuto e vou.

Essa vida viu Zé, pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.

Tati Bernardi

Nota: Trecho da crônica "Zelador".

Produzir ideias tem um preço, ser diferente tem um preço, nem sempre fácil de pagar, mas necessário para saldar o débito com o nosso próprio Eu.

‎"Levante-se e brilhe. Não é pecado ser feliz, não é virtude sofrer.

Quem em cada pouco põe tudo que é, merece ser feliz. E muito.

Não tem nada que me deixa mais inteira do que sentir o medo de ser despedaçada.

"Pobre é o amor que pode ser contado".

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.

Todos querem ser locomotiva, mas depois ficam reclamando por ter de puxar os vagões.

Queria ser sobrenaturalmente forte, então eu endireitaria tudo o que está errado.

"‎Eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite. Sou estranha além do charme de ser estranha.”

X. Sequência:

“Suas duas almas se transformavam? E tudo à sazão do ser. No mundo nem há parvoices: o mel do maravilhoso, vindo a tais horas de estórias, o anel dos maravilhados. Amavam-se”

Conto narrado em terceira pessoa e tematiza a predestinação, o destino e o acaso.

Uma vaca de propriedade de seu Rigério foge da fazenda da Pedra e atravessa o sertão. A vaca não fugiu por acaso; fugiu por amor às suas raízes, sua “querência”, a fazenda do Pãodolhão.

Ela conhecia “o seu caminho” e estava determinada a chegar ao seu destino.

O filho de Seo Rigério prontifica-se a encontrar a vaca e trazê-la de volta.

A vaca faz o “um caminho de volta”, enquanto o vaqueiro que a persegue caminha “de oeste para leste”, chegando a perder o rastro três vezes, pois ela entrara no riacho para despistar o moço.

Por onde a vaca passava, as pessoas tentavam detê-la, mas ela escapava sempre.

À noite, o moço segue a sua busca orientando-se pelo brilho das estrelas e refletindo “aonde o animal o levava”.

A vaca chegou à fazenda Pãodolhão, atravessou a porteira-mestra dos currais, estava de volta à sua origem, cumprira o seu destino. O rapaz chega e apressa-se a subir a escada da casa-fazenda do Major Quitério e desculpar-se pelo inconveniente.

Lá, o rapaz é bem recebido. Major Quitério tinha quatro filhas. O moço apaixona-se pela segunda das filhas do Major Quitério, a mais alta, alva e mais amável. Deu-lhe de presente a vaca, já que ela era a condutora de sua travessia e de seu destino e entrega a moça “o anel dos maravilhados”.

Para Alfredo Bosi, “a trajetória das personagens exercita a noção de que o direito do livre arbítrio, possível para a vaca, é imprescindível para o homem, pois quem elegeu a busca não pode recusar a travessia.”

Ser generoso é estar presente no momento certo.

"O que falta a muita gente para ser feliz ,é ter sido infeliz."

Nos conhecemos há mil anos, apesar de ser apenas a semana passada.

“Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!”

Deixa ser, como será!
Quando a gente se encontrar
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar...

O homem é muito menos passível de ser modificado pelo mundo exterior do que se supõe. Só o tempo omnipotente exerce aqui o seu direito.

A vida não é nada.
Com coragem pode ser tudo.

Muitos seriam pessoas melhores, se não quisessem ser tão bons...