Perdoar e Esquecer
Perdoar
Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram,
ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia.
Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreenção,
por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente.
Por não estarmos, momentaneamente em completo contato
com a intimidade de nossa criação divina,
e que todos nos temos em várias ocasiões,
gestos de irreflexão e ações inadequadas.
Aprendi, doeu, superei
Alimentar ódio só fere a mim mesmo
Perdoar não significa esquecer
As pessoas não mudam, a gente é que se engana
Senhor.
Não é nada fácil perdoar ou esquecer.!.
Muitas vezes é necessário recomeçar.!
Não é nada fácil conviver é muito dificil...
somos todos seres humanos muito diferentes.
Não é nada fácil admitir um erro!
É necessário muitas vezes perder para dar valor!!
Queria ter a sabedoria e a força de um leão.!
E ter a suavidade de uma borboleta.
Ainda não obtive a graça de perdoar sem esquecer o dano ou a causa da dor...por tanto não sei perdoar!!!
É mais fácil esquecer e perdoar um desatino grave - mas pontual e episódico - do que os que se mostram recorrentes, numa alternância entre malfeitos e arrependimentos que minam tudo o que antes fazia valer o relacionamento. Enquanto os primeiros o tempo naturalmente se incumbe de apagar, seu transcurso nestes últimos só reforça a certeza de que a única forma de ter a paz de volta é o distanciamento do foco gerador de maneira inadiável, decisiva e irreversível. Como já alertava Oscar Wilde, são os pequenos atos de cada dia que fazem ou desfazem o caráter.
Perdoar não é esquecer, é deixar de apodrecer por dentro. Há dores que o tempo não cura, apenas decanta. O perdão não é o antídoto do veneno, é a coragem de não bebê-lo mais. É olhar para a ferida e, em vez de perguntar “por quê?”, perguntar “até quando?”.
O perdão é uma escolha sofisticada. Não por bondade, mas por lucidez. É quando a alma entende que continuar punindo o outro é continuar se amarrando na mesma corda. E há cordas que, se a gente não solta, acabam nos enforcando em silêncio.
Perdoar não é absolver o erro, é devolver o peso. É dizer: “isso foi teu, não meu”. É o ato mais elegante de liberdade.
Porque guardar rancor é carregar um corpo morto nas costas achando que é proteção. Às vezes, o perdão não vem como gesto, vem como distância. Como aquele passo que você dá pra fora da repetição, sem plateia, sem discurso, sem aviso.
Há perdões que se dão em silêncio, e há silêncios que são o perdão em estado puro. Perdoar não é voltar — é seguir. É olhar pra trás sem desejar vingança, sem querer justiça divina, sem precisar de testemunhas. É só entender que o que te feriu não merece mais residência no teu coração.
O perdão, no fim, é uma forma de amor próprio altamente evoluída — a mais discreta e, talvez, a mais revolucionária.
(Douglas Duarte de Almeida)
Se perdoar é como acender uma luz suave dentro de si.
Não é esquecer o que doeu,
mas entender que a dor não precisa ser eterna.
"O melhor que se faz é perdoar e esquecer; perdoar a pessoa e esquecer que ela existe."
Haredita Angel
26.11.13
Perdoar e esquecer equivale a jogar pela janela experiências adquiridas com muito custo. Se uma pessoa com quem temos ligação ou convívio faz-nos algo desagradável e irritante, temos apenas de perguntar-nos se ela nos é ou não valiosa o suficiente para aceitarmos que repita uma segunda vez e com frequência semelhante tratamento e até de maneira mais grave. Em caso afirmativo, não há muito a dizer, porque falar ajuda pouco. Temos, portanto, de deixar passar essa ofensa, com ou sem reprimenda; todavia, devemos saber que agindo assim estaremos nos expondo à sua repetição. Em caso negativo, temos de romper de moto imediato e definitivo com o valioso amigo ou, se for um servente, dispensá-lo. Pois quando a situação se repetir, será inevitável que ele faça exatamente a mesma coisa, ou algo inteiramente análogo, apesar de nesse momento, assegurar-nos o contrário de modo profundo e sincero. Pode-se esquecer tudo, tudo, menos a si mesmo, menos o próprio ser, pois o caráter é absolutamente incorrigível e todas as ações humanas brotam de um princípio íntimo em virtude do qual, o homem, em circunstâncias iguais, tem sempre de fazer o mesmo, e não o que é diferente. (Aforismos para a sabedoria de vida, p 213)
