Perdi um Sorriso

Cerca de 356373 frases e pensamentos: Perdi um Sorriso

Vontade de ter um pensamento bem profundo, desses que fazem a gente se surpreender que tenham saído da nossa cabeça mesmo, naquela modéstia que só se tem quando se está distraído, desses pensamentos que nas revistas em quadrinhos aparecem em forma de lâmpada sobre a cabeça do cara.

Esse é só um dos sintomas, ficar muito tempo deitado. Tem outros, físicos. Uma fraqueza por dentro, assim feito dor nos ossos, principalmente nas pernas, na altura dos joelhos. Outro sintoma é uma coisa que chamo de pálpebras ardentes: fecho os olhos e é como se houvesse duas brasas no lugar das pálpebras. Há também essa dor que sobe do olho esquerdo pela fronte, pega um pedaço da testa, em cima da sobrancelha, depois se estende pela cabeça toda e vai se desfazendo aos poucos enquanto caminha em direção ao pescoço. E um nojo constante na boca do estômago, isso eu também tenho. Não tomo nada: nenhum remédio. Não adianta, sei que essa doença não é do corpo.

O Operário em Construção

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Faz da tua alma um diamante. Por cada novo golpe , uma nova face, para que um dia seja toda luminosa

O próprio ar é um um último suspiro!

Ficar perto, abraçar de vez em quando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!

Qualquer felicidade é bem melhor do que ficar sofrendo por um alguém que você não pode ter...

Não sou quem vocês pensam ou falam, mas sou quem vocês querem como um bom amigo.

Quando se tem o hábito de dizer a verdade fica mais simples reconhecer as atitudes de um mentiroso.

E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

A morte tem dessas coisas: desperta o sentimental que há em nós. Diante de um túmulo vemos apenas o bom, ou o que queremos ver.

A guerra entre o bem e o mal vive dentro de cada um de nós

Existem várias formas de gostar de alguém, e eu sempre escolho a que eu pareço um idiota.

Uns fumam, outros bebem, outros se drogam e outros se apaixonam. Cada um se mata à sua maneira.

A filosofia não é um modo de conhecer o mundo, mas o de nos conhecermos no mundo.

Para transformar um ser humano em um preconceituoso, lhe adicione apenas uma religião!

Todo ser humano tem uma qualidade pra se admirar, e um defeito pra se condenar.

Quando tudo parece difícil, e tão imprevisível, o choro se torna um vício e a força invisível.

"Fracos são aqueles que pensão que um dia vão me derrubar..
e tolos são os que acham que vão conseguir"...

Cada dia, um aprendizado. Nada passa nessa vida sem deixar a sua marca, positiva ou negativamente, há moral em todas as histórias. Há lição em todas as experiencias. É aquela típica frase: a gente aprende com a dor, o que a felicidade não pode ensinar. Esquecer? é uma necessidade, a vida é como uma lousa, onde o destino, para escrever um caso novo há de apagar o antigo primeiro. Memórias? Eu e você sabemos que memórias não desaparecem de uma hora para a outra, mas podem ser preenchidas com as novas, e vem aquela velha história da lousa mais uma vez. Hoje muitos choram por não saberem se desprender de algo do passado, por não terem ao menos a coragem de seguir em frente, a vida passa muito rápido. E ao chegar nesse ponto a beleza das coisas já ficou em preto e branco. Para que estragar seu dia, acabar com seu bom humor, limitar a sua felicidade, por algo que na essencia é só mero detalhe? O vizinho deixou a mangueira aberta em cima do seu jardim? Você foi enganado pelo cara do mercadinho que vendeu as laranjas azedas? O cachorro comeu seu jornal? Simples.. Sente em sua poltrona acochoada cor-de-creme e enquanto toma o seu delicioso suco de limão, ligue a televisão e assita às notícias. É claro, depois de deixar sua mangueira aberta em cima do jardim do vizinho, e porfavor não esqueça disso. Cada dia, um aprendizado. Para você, e para o seu vizinho [...] Acostume-se! Você sempre dará adeus às pessoas que ama. A sua melhor amiga vai te decepcionar. Seu namorado vai sair escondido. Você vai querer perdoar alguém que te fez muito mal e as pessoas vão te julgar demais por isso. E você vai perdoar. Porque um dia você vai precisar do mesmo perdão. Por isso ame, mas ame com todas as suas forças e com todo amor que você tiver ai dentro! Ame as coisas mas simples. Ame a sua escola, você vai sentir falta dela lá pra casa dos 30. Ame seus amigos, os programas de domingo, ame seu presente. E se valer a pena - só se valer a pena mesmo - ame o seu passado também, porque não? Afinal, serviu de experiência, e consequentemente, lição. Ame seu espelho, ame sua família, ame o seu vizinho. Quem sabe ele não ganhe na loteria um dia? E como em cada dia, há um aprendizado... na próxima vez, ensine alguém a amar você.