Perdi um Sorriso

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⁠Eu quero ter liberdade, mas para isso tenho que ter um salário, mas para tê-lo, preciso de um emprego, que para conseguir necessito de estudo, e só estudo se tiver tempo, que só é cultivado se eu tiver dinheiro para me manter no ócio criativo e enfim conquistar a liberdade temporal, mental, financeira, na qual possa exercer minha autonomia vital.

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⁠O que sei é que um Teórico não pratica o que diz, e um Prático não teoriza nada. Ambos são incompletos, por isso se completam ? Não. Quanta “#&*%@!” nós falamos; conotações sem nenhuma denotação é nisso que acredito.

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⁠Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,

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⁠Cemitério de Respostas

Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,

E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.

Cemitério de Respostas.

E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,

Mas antes encaixotarei as faltas,
E as sepultarei no cemitério de respostas.

Cemitério de Respostas.

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⁠Mas temos que ser algo,
Mesmo que um fardo
Para carregar
Ou carregarmos outrem.

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⁠O descanso é um mérito merecido.
Réquiem, descanso merecido.
Réquiem, mérito merecido.

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⁠Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.

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⁠Síntese Nossa em Minha Sinopse

Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.

Estagnado em minha lauda,
A cobertura sem a cauda.

Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.

Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.

O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.

Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou

E também somou
E tão bem semeou.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.

Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.

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⁠Poderia ser um índio anônimo,
Impetuoso em seu frenesi,
Mas consagrou-se como São Gerônimo,
Salvador dos Apaches, protetor dos colibris.

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⁠Presentearam-no com usura,
Na fúria que se sucedeu,
Vinte anos de clausura,
Por um crime que não cometeu.

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⁠Porventura não tornou-se um engano,
A narrativa de um nativo americano.

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⁠Ele não foi um Índio anônimo,
Ele tinha um nome, Gerônimo !

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⁠Gerônimo
(Nos Estados Banidos da América
a Narrativa de um Nativo Americano)

Poderia ser um índio anônimo,
Impetuoso em seu frenesi,
Mas consagrou-se como São Gerônimo,
Salvador dos Apaches, protetor dos colibris.

Cravejou bravamente tua adaga,
Nos que violaram teu brio.

Ele não foi um índio anônimo,
Ele tinha um nome, Gerônimo !

Presentearam-no com usura,
Na fúria que se sucedeu,
Vinte anos de clausura,
Por um crime que não cometeu.

Colonizador ávido em louros,
Gerônimo perdido em apuros.

Nas Planícies erigiriam condomínios,
Ceifaram os espíritos de sua linhagem,
No deserto levantaram um cassino,
As Doutrinas escoaram pela margem.

Porventura não tornou-se um engano,
A narrativa de um nativo americano.

Toda vastidão de uma peleja épica,
Ocorrida nos Estados Banidos da América.

Ele não foi um Índio anônimo,
Ele tinha um nome, Gerônimo !

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⁠Um velho marinheiro
Em sua última viagem,
Sem nenhum dinheiro,
Rico em camaradagem,

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⁠Encostada num barril
Estava a jóia mais cara,
A conquista de um pirata,
A mulher que ele amara.

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⁠O amor é tão lindo,
Que fez aquele velho,
Se sentir um menino.

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⁠Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.

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⁠Simplesmente um pássaro
Que não podia voar,
Raramente se queixava,
Se empenhava em insistir,
Particularmente, nunca o vi reclamar,
Sua grande qualidade era sorrir ao partir.

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⁠Lábios se abrindo,
Olhos lagrimando,
Ao despertar
Com um brilho emanando.

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⁠Angelizando

Lábios se abrindo,
Olhos lagrimando,
Ao despertar
Com um brilho emanando.

Frente a mim fitou-me,
Precipitando a atração,
Foi confundir meu tramite,
Provocando-me palpitação,

Fez confluir extravagante,
Incendiando minha inquietação.

Angelicou-se
Ao angelizar,
Num plano angélico
A nos rodear.

Apaziguando minha quietação,
Implacáveis precauções,
Conduziram-me a energização,
Facilitando as aspirações.

Especulando o espetacular,
Corriqueiro, peculiar,
Geralmente infernizando,
Singularmente angelizando.

Angelicou-se
Ao angelizar,
Num plano angélico
A nos rodear.

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