Perder o Entusiasmo Provoca Rugas na Alma
De alma felina
não desiste fácil,
é muito atrevida,
sabe bem o que quer,
causa uma estima
por ser uma linda, esperta
e atraente mulher.
VOCÊ PASSA...
E você passa por mim
Altiva, linda e segura,
Posso até ver sua áurea
E a sua alma, tão pura...
E você passa sorrindo,
Cheia de charme e jeito
Com o olhar, vou seguindo,
E quase explodindo o meu peito.
E você passa cheirosa,
Com esse toque de flor
Nem percebe que eu fico
Aqui, morrendo de amor...
No fundo não precisamos
de terra:
Terra nos condena [a] alma.
Precisamos de mar:
Mar nos liberta à visão.
A TRÍADE DO SER E A EVOLUÇÃO DA ALMA.
SEGUNDO O Livro dos Espíritos E Allan Kardec
O trecho apresentado, compreendido entre as questões 134 e 146.a, constitui uma das mais densas e estruturais elucidações da ontologia espírita. Aqui não se trata de mera especulação metafísica, mas de uma arquitetura racional do ser, onde a alma deixa de ser abstração vaga para tornar-se princípio inteligível, funcional e integrado ao mecanismo da existência.
A resposta inaugural, na questão 134, é de uma precisão lapidar. A alma não é uma entidade distinta no sentido absoluto, mas o próprio Espírito quando encarnado. Esta definição elimina dualismos artificiais e dissolve antigas confusões teológicas. Antes da encarnação, é Espírito. Durante a encarnação, é alma. Após a morte, retorna à condição de Espírito. Não há ruptura ontológica, apenas mudança de estado.
O comentário subsequente introduz a clássica tríade constitutiva do homem, que se tornou pilar da antropologia espírita. Corpo, alma e perispírito. O corpo é o instrumento material, regido pelas leis biológicas. A alma é o ser pensante, princípio inteligente e moral. O perispírito, por sua vez, é o elo semimaterial que permite a interação entre ambos. Sem esse elemento intermediário, a comunicação entre o imaterial e o material seria impossível, dado o abismo de natureza entre ambos.
Essa concepção resolve, com elegância filosófica, o problema da interação mente-corpo que atormentou correntes materialistas e espiritualistas ao longo dos séculos. O perispírito funciona como um mediador vibratório, permitindo que o Espírito atue sobre a matéria sem violar as leis naturais.
Na questão 136, estabelece-se uma distinção crucial entre alma e princípio vital. O corpo pode possuir vida orgânica sem a presença da alma, mas jamais poderá haver alma encarnada em um corpo morto. Aqui se delineia a diferença entre vida biológica e vida consciente. Um organismo pode funcionar como máquina vital, mas sem inteligência, sem consciência de si, sem moralidade, não é homem, é apenas matéria animada.
Outro ponto de rigor doutrinário surge na questão 137. O Espírito é indivisível. Não pode ocupar simultaneamente dois corpos. Essa afirmação refuta teorias antigas e modernas que sugerem fragmentação da consciência ou multiplicidade simultânea de encarnações. A individualidade espiritual é una, contínua e intransferível.
Já na questão 139, surge uma nuance linguística de grande importância. A palavra alma é polissêmica. Pode designar o princípio vital, o ser moral ou o Espírito encarnado. As divergências filosóficas muitas vezes não nascem de contradições reais, mas da imprecisão da linguagem. Kardec, com notável rigor metodológico, insiste na necessidade de definição conceitual antes de qualquer debate. Trata-se de uma exigência epistemológica.
A questão 141 amplia a compreensão espacial da alma. Ela não está confinada ao corpo como um prisioneiro, mas irradia-se, manifesta-se além dos limites físicos. Essa ideia antecipa, em termos filosóficos, concepções modernas de campo e influência, sugerindo que o ser espiritual transcende a localização puramente anatômica.
Quando se aborda a criança na questão 142, desmonta-se a ideia de formação progressiva da alma. O Espírito é completo desde o início. O que evolui são os instrumentos de manifestação, ou seja, o corpo e seus sistemas. A limitação não está no ser, mas na expressão.
A diversidade de definições entre Espíritos, tratada na questão 143, revela uma hierarquia de compreensão no plano espiritual. Nem todos possuem o mesmo grau de lucidez. Isso introduz um critério crítico fundamental ao estudo mediúnico. Nem toda comunicação espiritual é, por si, portadora de verdade elevada. É necessário discernimento, análise comparativa e coerência doutrinária.
Na questão 144, a chamada alma do mundo é apresentada como princípio universal da vida e da inteligência. Não se trata de uma entidade individualizada, mas de uma fonte comum da qual derivam as individualidades conscientes. Aqui percebe-se um eco de antigas tradições filosóficas, reinterpretadas sob uma ótica racional e desprovida de misticismo obscuro.
Por fim, nas questões 146 e 146.a, resolve-se a antiga discussão sobre a sede da alma. Ela não possui localização fixa, mas manifesta-se com maior intensidade nos centros funcionais do organismo. No cérebro, para as operações intelectuais. No coração, para as emoções e sentimentos. Trata-se de uma predominância funcional, não de confinamento espacial.
Em síntese, este conjunto de questões estabelece uma metafísica da alma que é simultaneamente racional, experimental e moral. O homem deixa de ser um enigma insolúvel para tornar-se um sistema inteligível, onde cada elemento possui função definida e coerência estrutural.
E assim, ao compreender-se como Espírito encarnado, o ser humano deixa de buscar-se na matéria perecível e passa a reconhecer-se como consciência em trânsito, responsável por sua própria elevação, caminhando, não ao acaso, mas sob a égide de leis que se harmonizam com a justiça e com a razão.
Marcelo Caetano Monteiro
Senhor do teu ser, senhor da tua alma...
Dono da tua carne, dono do teu íntimo, sacana e mais profano desejo...
Minha vida foi uma procura incessante por algo que preenchesse o vazio da alma, uma jornada marcada pela escuridão onde a luz parecia um mero lampejo distante, a angústia era a trilha sonora constante dos meus dias, ecoando em cada passo incerto que eu dava, e em meio a essa dor, o pranto se tornava o único idioma que eu dominava com perfeição, expressando a profundidade do meu desespero em tentar encontrar um sentido maior para toda essa existência tão sofrida.
Com a alma cheia de angústia e o coração em desalinho, as lágrimas escorriam incessantemente, um rio caudaloso de tristeza que parecia nunca secar, refletindo a batalha interna que travava contra os fantasmas do passado, eu buscava desesperadamente uma saída, uma fresta de esperança, qualquer meio de apagar as cenas dolorosas que se repetiam em minha mente, lembrando-me dos quantos desenganos e frustrações marcaram cada fase da minha caminhada.
A vida me ensinou a ser seletivo, não dou meu coração a quem não sabe segurar, minha alma não é brinquedo, ela é templo, é história, é renascimento, e merece mãos que saibam cuidar.
A alma é uma entidade pré-verbal, e sua língua franca são as agulhadas e os êxtases da sensação, aprenda a ser o tradutor visceral
das mensagens que o corpo, em silêncio
sísmico, tenta entregar.
Imenso coração,
Sem temer pecar,
Dê-me a tua mão
E a tua alma.
Intensa sedução,
Armadilha e êxtase,
Se dê completamente
E bem maliciosamente.
Imensa paixão,
Sem temer amar,
Dê-me a tua vida
E serei a preferida.
Intensa loucura,
Amável ternura,
Se dê plenamente
E bem vagarosamente.
Não te segures,
Não me prendas,
Traga-me com calma,
O meu amor é assim
- aprenda
Com o brilho
Que a alma carrega
Presa em si - compreenda!
Irrite quem o provoca, com um sorriso nos lábios.
A coisa mais comum hoje em dia é a inveja disfarçada. Eu diria, mal disfarçada.
Uma piadinha, um comentário indelicado ou sarcástico, podem encobrir um invejoso enrustido ou no mínimo um caráter mesquinho.
Ninguém fala sem querer alguma coisa.Pode deixar escapar sem querer uma ideia latente, uma avaliação pejorativa ou um preconceito.
Qualquer que seja o motivo, a melhor maneira de lidar com isso é sorrir e não dizer nada, ou em alguns casos, concordar com a pessoa de uma maneira gentil, natural e igualmente sarcástica.
Esse tipo de “jogadinha” não pode e não deve irritá-lo.
Não se deixe perturbar. Você não vai ganhar nada discutindo e
se você tentar se defender, entrará numa emboscada.
As pessoas mal educadas fazem comentários desagradáveis e somente as pessoas despreparadas, para o convívio obrigatório com elas se ofendem.
Reviver lembranças de um passado não muito distante, provoca dentro de mim, um MIX de sentimentos: como raiva, dor , alegria , amor...
Como diz na Canção:
Das lembranças que eu trago na vida vc é a saudade que eu gosto de ter , só assim sinto vc bem perto de mim,,,, OUTRA VEZ!!!
Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Posso te contar um segredo? Ela prefere um cara comum que lhe provoca boas risadas do que aquele príncipe encantado chato que chega num cavalo branco.
Aquele que provoca o caos político nacional, não pode ser premiado por se achar acima da Lei, antes de invocar a ilegalidade de certos atos, há que se incansavelmente avaliar a ação que deu sua origem, não podemos sob crivo da legalidade, encobrir o crime e a sua extensão, sob pena de ferir irreparavelmente não a lei, mas, a vontade da nação, pois, aquele que usa o poder e a Lei para esconder suas arbitrariedades, não pode invoca-la em sua defesa.
(Sócrates Di Lima)
...a morte estava a provocá-los, cantando-lhes em suspiros e silêncios uma canção de ninar que tinha eco nos corações. Memento mori.
