Perdemos tanto Tempo
'VENTO'
O vento que tanto nos faz bem deixa rastro
Análogo, coisas boas e ruins passam
Assim como a capacidade se esquiva
O dito amor que não sabemos deixa
Trancada sempre próximo
O que nunca se achou
A verdade e o vento são ventanias
Daquelas que não soubemos explicar
E o vento sempre vem
Já não é o mesmo
Tem outro sentido
Deixa tudo novo
Mais perdido
Sei lá
Um dia perceberá a felicidade. Porém, a vida falou tanto o contrário que você acabou buscando-a incessantemente. E às vezes cansado, não compreendeu que ela estava ao lado por tanto tempo. Te chamando.
'VETUSTO'
Aprendi tanto.
Borboleta voando em lugares.
Ubiquidade avistando publicações do paraíso,
juntando amontoados de aprendizados.
Plantei dores,
sem jamais esquecer das pitadas de esperanças no olhar.
A fé cultivada virou bonança em plena tempestade...
Sonhei tanto.
Sonhos imperceptíveis que ainda alegram a alma e o coração.
Há um tempo em que os sonhos chegam ao fim,
perpetuando a linha azul do horizonte,
e as estrelas perdem o brilho.
Tudo fica sem sabor...
Sorri tanto.
[Sorrisos verdadeiros,
outros faz de conta.]
Se o amanhã não mais abrir as cortinas,
e as lágrimas caírem,
lembre do sorriso que lavava o coração,
e deixava o dia mais colorido...
Vivi tanto.
Mas as estações são passageiras aos oitenta.
Outras vezes demora na dor.
Vi netos,
bisnetos.
Filhos agarrados na compaixão,
mágoas em tantos corações...
Já esqueci quase tudo.
Agora só abstrações,
os flashes veem para apaziguar a dor.
Quarto escuro e seus muros.
Perdido não apenas no cansaço,
esperando a hora de um abraço ou do sono infernal,
sem tantas crenças no por do sol...
'REMANECER...'
Te encontrei e presenciei tanto pão à mesa e tu na penúria evocando amor, crenças. Contemplei os restantes dos dias futuros embrulhando teu estômago, e teu olhar parecia o de uma criança, sorridente. O por do sol, desencanto no entardecer, repetidamente, congestionou tuas esperanças. Sei, és sobras, a quem importa se no fundo, o mundo é egocêntrico. As águas sempre correm lavando tuas mãos e todos sabem, somos animais insensatos...
O teu oceano secou. Poucas torrentes ainda sobrevivem e há tantos animais sedentos! Egocêntricos precisando da ingenuidade das crianças para transformar o mundo a sua volta. Remanescer é ter uma alma profunda para nascermos diariamente e esbanjarmos devoções ao próximo. Precisamos de canções para aprendermos a ser útil, adultos com passos de rebentos outorgando compaixão. Trucidastes as cicatrizes que me faz hipócrita...
Sei, não teve muitos acertos na vida. Olhando-te, as mãos estão distantes, sem garras para enfrentar o sofrimento. Precisas de contos e contornos para suspirar a alma simplista. Agora vejo o quanto nos tornamos pequenos, sereno sem florescências na alma. A vida é passageira, mas ainda restam os acasos. Que novas árvores cresçam pujante dentro do teu coração, suplicando a felicidade que precisas...
"Para que um casamento dure até a morte é necessário que o casal fique atento aos sinais tanto positivos quanto negativos que os cônjuges apresentam durante o relacionamento".
Anderson Silva
Tabuleiro ou as pedras do jogo? Tanto faz. Quando você percebe que foi apenas só mais peça e achando que era o Rei, era só o peão.
Nada
Por haver tanto a dizer
eu me embaraço
por haver tanto a fazer
eu nada faço
por haver tanto a jogar
apenas passo
espero pelo dia
em que eu possa te dizer
tudo que eu via
apesar de tudo
apesar de tardia
apesar de surdo
ainda te ouvia
por haver tanto a viver
eu não vivia
por haver tanto a mostrar
eu me escondia
por haver tanto a chorar
apenas ria
por haver tanto
apesar de tudo
nada.
Bastava-me bem pouco
Estava eu pensando
Que tanto sonhei
E tanto fiz pra conseguir
Agora eu compreendo
Que com muito pouco se vive
E com bem menos ainda
Era provável ser feliz
Hoje fez uma tarde tão linda
Mas a vida já passou
Vai longe
Bastava-me bem pouco
A loucura do mundo negou
Por medo, vaidade
Por amor às próprias verdades
À guisa de insanidade
À cata do que não precisa
Creio que nunca saberemos
Viveremos sempre sós e todos juntos
Morreremos, pois a vida mata
Pra num último momento perceber
Que fomos todos loucos
Pois só possuíamos
O tempo que passou
Dizem que somente nessa hora
Percebemos
Que bastava-nos bem pouco
Do pouco que nós quisemos
Nunca tivemos
E jamais teremos.
Edson Ricardo Paiva
Aquilo que tanto se procura
Tudo quanto nos tortura
Simples atalhos
Te carregam pra lugar distante
Que fica em frente
à altura dos olhos fechados
Na palma da alma
O Pacto de amor
Um traço de vida
Esboço de paz
Que jaz, por sobre pedra fria
E ainda assim
Te espera em algum canto de mundo
Num pranto sentido
Que não faz nenhum sentido
Apesar de aparentar
Algo um tanto mais profundo
Um desenho apagado de alma
Na parede desbotada
Que alguém pintou
Na semana passada
Normas que escreveu
E ninguém leu e nem cumpriu
Dias de noite clara
Raras noites
Cujas manhãs, um tanto mais escuras
Faz a gente olhar e não ver nada
Chuva que cai, se vai...ninguém se molha
Vida que se passa
Sem graça, sem sentido
Perde-se a vez
e outra vez é mês de abril
Olhos fechados
Ninguém viu
Edson Ricardo Paiva
De tanto querer
possuir brilho de estrela
Em vez de ser
Apenas gente
Fez brilhar
Seu brilhar mais ruim
E de tanto querer
Navegar ou voar
Afogou-se
No ar que respirou
Em vez de viver
A vida que trouxe
Na própria bagagem
Assim que desceu do Céu
Foi querer navegar
E voar para Céu
Pra ser mais uma estrela
E depois olhar de lá
descobrir
Que tão bela era a vida
da qual declinou
E tão boa era a pessoa
Que podia ter sido
e não quis.
Edson Ricardo Paiva.
Talvez eu não tenha força para voltar, mas eu lembro muito bem o caminho conheço tanto as rosas como os espinhos...
Aprendi tanto com você como por exemplo: Não sufocar a pessoa amada com nosso amor avassalador,aprendi a não cobrar de mais pois cobrança de mais pode ter um alto preço aprendi a não exigir perfeição pois afinal somos tão imperfeito somos tão errante,aprendi que musica pode ter tanto significado pode conter nela muito dos nossos sentimentos ou não...
Esqueço até dos meus pensamento de alguns muito lindos de outros nem tanto, esqueço das minhas dores e angustias as vezes esqueço de ser uma pessoa alegre para sofrer com a dor do amor, esqueço do que te fiz e principalmente do que me fez, no mar do esquecimento é proibido navegar se não é fato que não se esqueceu mas, eu como falho esqueço de coisas importantes esqueço as vezes de perdoar esqueço de lançar fora ressentimentos, esqueço de amar como um todo e não como um tolo que só ama em momentos bons,esqueço nomes e alguns rostos esqueço de mim pra lembrar de quem não me ama e em seguida esqueço que não devo estar escrevendo isso tudo...
Quatro almas de repente
Mudam um Mundo inteiro
Mudaram-no tão profundamente
E tanto para melhor
Que chego a pensar
Que a História poderia
Ter parado alí
Não conheci nada e nem ninguém
Que resumisse tão bem
Aquilo que minh'alma desejava ouvir
Mas o tempo não parou
Assim como não morreu
e jamais haverá de morrer
O meu querido e amado
Bom e velho Rock'n Roll
Duas dessas almas
Hojem transformam em festa
As calmas tardes celestes
E cá neste mundo é tarde
Pra quem não viveu pra vê-los
As duas almas restantes
Dividem-se em quatro
Pelas quartas partes do Mundo
Nunca mais, em momento algum
Houve melodias
Que me tocassem tão fundo a alma
Se eu pudesse escolher um presente
Pediria a Deus somente
Em algum dia de algum domingo
Poder me sentar e passar algum tempo
Cantando junto com Paul e Ringo.
Há momentos em que tudo que penso
é somente sumir, partir, ir embora
Estou por aqui há tanto tempo
Que nem ao menos me lembro
Qual das pernas eu uso
Pra dar o primeiro passo
Sinto saudades de um dia
Que nem ao menos sei dizer
Se realmente existiu
Ou se meu coração o criou
Pra espantar a tristeza
Num momento de rara beleza
Eu voava por sobre pântanos e montanhas
E me sentei, cansado
Embaixo de uma árvore
Arreada de lindos e estranhos frutos
Ao meu lado uma voz me dizia
Que aquele havia sido
O dia mais divertido de nossas vidas
Hoje, tudo que me resta
Além de dias diminutos
É a vontade de reencontrar
Os pássaros que voaram comigo
Numa antiga lembrança
de uma hora amiga
Que eu não sei dizer
Se realmente existiu.
Quando a gente era criança
E a vida era simplesmente
Um lance um tanto mágico
Praticamente um Circo
Semi-monossilábico
Um circo onde havia até dança
Aquela dança
Que a gente não se cansa
Nunca...jamais; de se recordar
A Pá já se levantava
Com aquele sorriso a mais
E quando ela vinha pra sala
Trazia as duas outras atrás
A Pá corria pra lá
A Sí sentava-se aqui
Eu dava um pãozinho pra cada
Mas a mais malandra
Sempre foi a Sandra
Acordava emburrada
Não falava nada
Tomava o seu café
e depois dava no pé
As outras duas
A Pá e a Sí
Ficavam brincando por ali
Achando que eram princesas
Uma olhava e a outra ria
Minha mãe chegava e mandava
A Sì limpar toda a mesa
Enquanto a Pá lavava
A louça que estava na pia
Lá da sala, a Sandra ria
E assim começava o dia
Num tempo
Hoje tão distante
Que causa saudade cortante
Nesse pobre coração
Daquele, outrora sempre presente
Irmão de sangue, de alma
e de saudade
Edson Ricardo Paiva
Fim
Mais um fim
Que apesar de o chamarmos assim
Diferente das ilusões
Às quais nós tanto nos acostumamos
Ainda não acabou pra gente
Pois a vida ainda segue em frente
Nem muito linda
Tampouco eternamente triste
É só a vida que a gente tem
Indiferente à nossa vontade, ela existe
Enfim
Mesmo se a gente não sorrir do jeito que queria
Que jamais percamos a alegria de seguir tentando
Viver é preciso
E um sorriso verdadeiro
Vai surgir de vez em quando
Pois que a gente tenha a força de viver
Esse nosso querer diário
De constantes quereres, se assim quiseres
Eles, o Universo sempre os enviou, diariamente
Indiferente ao calendário
A vida permanece
Não que a vida seja feita de vontades
Mas são elas que nos fazem levantar da cama, todo dia
Não em busca de alegria
Nem jamais em busca do querer
Porém, buscando serenidade em reconhecer
Lá no fundo do coração
A alegria de só saber
O que realmente quer, enfim
Com a mais linda e sincera vontade
O raro que se busca, não é forjado em ouro
Mas na simplicidade relegada, deixada de lado
Esquecida
E o brilho do ouro a ofusca
Pois que o mundo aprenda
A desvendar a essa busca, tão prosaica
Resumida em não e sim
Antes do fim.
Edson Ricardo Paiva.
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