Perde
Querer privar o coração do amor, de certo evita a dor
Mas desvia a direção da felicidade e se perde do amor;
Nunca fui bom em gravar datas festivas
Mais gravei um sentimento imensurável
Que não se perde só cresce em vida;
No coração, cada ser encontra-se ou se perde. Pois há dois caminhos bem distintos...
Pelo critério, um enriquece os sentimentos e o outro não!
O que mais pode desenvolver é o caminho em que se foca com intenso desejo;
O amor é sempre igual
Amor é amor seja qual for o local
Se for amor a primeira vista
Se perde um olho, um casal de poucas brigas
Ah, sentimentos que troca empatia
Trocando rosas, promessas para toda vida!
Aquilo que se guarda no coração
Nunca se perde no esquecimento
Intensifica com a paixão dependendo do momento;
A minha coragem às vezes
se perde no caminho do medo
por isso necessito de alguém
que segure a minha mão...
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O bajulador mente, porque tem medo de perder e o que fala a verdade perde porque não tem coragem de bajular."
Quem perde tempo a vitimizar-se e à espera que apareça alguém que o venha salvar do mundo que ele próprio criou...não passa nunca da sepa torta.
Quando dá por ela, já passou tanto tempo infeliz, que a felicidade foi só um sonho!
“Quando o homem perde o critério do bem, ele passa a chamar de verdade aquilo que apenas confirma o seu desespero.”
Aquele que faz mal a outrem e se esconde, não perde por esperar. As leis do Universo são implacáveis.
- Relacionados
- O homem perde saúde para ganhar dinheiro
- Homem só dá valor quando perde
- Quando se perde a confiança: frases para lidar com a desilusão
- Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma
- Quando se perde uma pessoa que ama tanto
- Dar Valor Depois que Perde
- Ganhar e perder faz parte do jogo (e da vida)
